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FCSH: DF - Dissertações de Mestrado

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  • O uso de Jogos e Atividades Lúdicas no Ensino Secundário de Filosofia
    Publication . Freitas, Sofia Ruivo de; Bernardo, Luís Manuel Aires Ventura; Mendonça, Dina Serra da Luz
    O presente relatório resulta do trabalho desenvolvido no ano letivo de 2024/2025, no decurso da Prática de Ensino Supervisionada (PES), realizada na Escola Secundária Ferreira Dias, do Agrupamento de Escolas Aqua Alba. Tem como principal objetivo mostrar como os jogos e as atividades lúdicas são uma ferramenta importante para motivar os alunos para a disciplina de Filosofia, enquanto trabalham as competências da mesma. Assim, numa primeira parte, intitulada “Um percurso de aprendizagens e vivências na Escola Secundária Ferreira Dias”, descreve-se detalhadamente este percurso. Com o objetivo de realizar um enquadramento e contextualização do mesmo, apresentase uma caracterização da escola, do Agrupamento onde esta se insere, do núcleo de estágio e das turmas onde lecionei. Estes elementos permitem justificar muitas das opções ao nível da planificação, lecionação e avaliação, permitindo apontar algumas razões para o uso de jogos, mostrando como estes são utilizados na aprendizagem para o desenvolvimento das competências da disciplina de Filosofia, bem como são conciliados com outras estratégias de lecionação e avaliação. Por fim, como esta experiência não pode ser resumida tendo por base exclusivamente a lecionação e a avaliação dos alunos, são abordadas as atividades organizadas pelo núcleo de estágio, outras atividades em que este participou, o Apoio Tutorial Específico (ATE) e as reuniões. Já numa segunda parte intitulada “Os jogos e atividades lúdicas como um despertar para o pensamento filosófico”, a partir de uma investigação teórica da história do jogo, dos seus diferentes usos no quotidiano, dos seus usos no ensino e da sua presença na história da Filosofia, tento averiguar algumas das suas características que ajudam a justificar o uso que foi dado aos mesmos na minha PES. Ademais, explico como é que os jogos realizados permitem motivar e trabalhar as competências da disciplina de Filosofia, presentes nas Aprendizagens Essenciais da disciplina.
  • Contributos filosóficos-políticos sobre o estudo do fascismo
    Publication . Fagundes, Carlos Augusto; Lisboa, João Luís
    O objetivo deste trabalho é o de apresentar um debate acerca da consistência, problemática e limites da categorização como neofascismo para determinados fenómenos de direita no século XXI, no padrão de reprodução neoliberal do capitalismo. À vista disso, elaborou uma reflexão crítica sobre os paradigmas da filosofia política moderna e contemporânea, para assim, retomar historicamente as principais questões sobre a categorização e caracterização do fascismo histórico como um fenómeno político específico do século passado, mas com raízes na longa duração que foi a colonização das Américas e no continente Africano. Um dos pontos centrais deste trabalho é o de evidenciar o processo de fascistização como elemento fundamental, pois, o fascismo pode existir na forma movimento, movimento-governo ou regime. Assim como, tratar do fascismo e neofascismo é também identificar as crises que o possibilitam e necessitam da resposta fascista como uma tentativa de encontrar solução para crise de hegemonia política do regime político liberal-capitalista.
  • A Epistemologia Antisorte como resposta epistemológica ao problema de Gettier
    Publication . Varela, Guilherme dos Santos Cascalheira Nunes; Venturinha, Nuno Carlos da Silva Carvalho Costa
    O problema de Gettier destaca-se por ser um dos problemas epistemológicos mais abordados e discutidos nos projetos de investigação pertinentes à área das teorias do conhecimento. Esta dissertação pretende, em primeiro lugar, expor e explicar alguns dos motivos principais pelos quais a fórmula relativamente simples da conclusão de Edmund Gettier “Uma crença verdadeira e justificada não é necessariamente uma forma de conhecimento” ainda desperta nos dias de hoje, e volvidos mais de 60 anos após a publicação do artigo original no qual o problema de Gettier foi apresentado, várias questões e debates acerca da natureza das componentes que são necessárias para uma crença ser considerada uma forma de conhecimento legítima. Em segundo lugar, esta dissertação pretende, de igual modo, analisar criticamente uma corrente epistemológica em específico, a epistemologia antisorte, e propô-la como a resposta mais sólida e bem fundamentada, senão como a candidata mais adequada como potencial solução, às implicações epistemológicas problematizadas por Gettier no seu artigo. Para essa finalidade, irei passar em revista e fazer os meus próprios comentários dos artigos principais de alguns dos autores que trataram da leitura dos momentos-chave mais críticos nas diferentes etapas da conceção e do desenvolvimento da epistemologia antisorte. Nesse sentido, irei realizar várias observações críticas dos contributos de Linda Zagzebski, Mark Heller, Duncan Pritchard e Nathan Ballantyne para a fundação e elaboração dos conceitos mais fundamentais integrados na corrente da epistemologia antisorte.
  • Honestidade em linha recta: Um problema de distância à luz de Kierkegaard
    Publication . Simões, Miguel Filipe Morgado; Ferro, Nuno Vieira da Rosa e
    Pode-se falar de honestidade em vários sentidos. Aqui debruça-se, acima de tudo, sobre a honestidade para consigo mesmo. Ou, melhor dito, sobre a falta desta. Neste sentido, o presente estudo tem como objectivo um aprofundamento e esclarecimento do fenómeno da self-deception como considerado por Kierkegaard, bem como de que modo é que a época moderna contribuiu para o seu alastramento. A actualidade da análise é evidente, mantendo assim plena relevância para a época contemporânea. A proposta consiste, então, na análise de um dos textos em que Kierkegaard aborda mais concentradamente o fenómeno: “A Dialéctica da Comunicação Ética e Ético-Religiosa”. Recorrerse-á, todavia, a outros textos de Kierkegaard e dos seus pseudónimos a fim de completar o panorama em que se insere a tese do texto central. Precisamente por isso, a primeira parte do estudo trata apenas de uma breve exposição da constituição do ponto de vista humano, que é condição necessária para se compreender de que modo é que o fenómeno da honestidade corresponde a um problema de distância. De seguida, leva-se a cabo a exposição da crítica à desonestidade da época moderna, procurando identificar o que é que esta tem de característico. Aqui, compreender-se-á igualmente de que modo é que tal se relaciona com a comunicação e com o ético, que dão nome ao texto central. Por fim, na terceira parte, tenta-se apontar para o que seria uma existência honesta, dando, simultaneamente, resposta à pergunta que sobrevoa todo o estudo: que significa ser um homem?
  • A verdade do Ser em Martin Heidegger
    Publication . Jesus, Gonçalo Nuno Soares de; Caeiro, António Jorge de Castro
    A presente dissertação propõe uma investigação sobre o conceito de verdade no pensamento de Martin Heidegger, acompanhando a sua transformação desde Ser e Tempo até ao período dos escritos posteriores. Sustenta-se, então, que, no percurso heideggeriano, a viragem (Kehre) não representa uma ruptura, mas, antes, um aprofundamento da questão ontológica, conduzindo a uma reformulação radical do modo como a verdade é pensada. Com base na análise de obras fundamentais como Ser e Tempo, Contribuições à Filosofia e Carta sobre o Humanismo, defende-se que a verdade, longe de ser correspondência ou estrutura de juízo, emerge como acontecimento de apropriação (Ereignis): um jogo originário e descontínuo entre desvelamento e velamento do ser. Neste percurso, o humano deixa de ocupar o centro fundacional da verdade para se tornar no seu guardião – aquele que, na sua finitude, habita a clareira onde o ser pode, eventualmente, a seu próprio tempo, dar-se. A temporalidade deste acontecimento é, pois, pensada a partir do conceito de instante (Augenblick), entendido, aqui, como o momento em que o ser se mostra e se retrai. Ao longo desta investigação, dialoga-se com pensadores como Miguel de Beistegui, Daniela Vallega-Neu, Jean-Luc Nancy, Reiner Schürmann e Günter Figal, cujas leituras e críticas são integradas na construção de uma proposta concreta: a verdade-verdadeira enquanto vestígio finito, sem qualquer fundamento próprio, que apenas se manifesta quando acolhida por um pensamento que já não define, mas, em lugar disso, passa a acontecer no encalço do que, por essência, se mantém, sempre, indefinível.
  • A Incompatibilidade entre a Vida e a Arte n’ Os Buddenbrook
    Publication . Veloso, António Maria Alves Pires; Ferro, Nuno Vieira da Rosa e
    A presente dissertação pretende abordar um conjunto de questões relativos à experiência da vida a partir d’ Os Buddenbrook de Thomas Mann, nomeadamente a divergência do ponto de vista habitual (que Thomas Mann designa de bürgerlich) e do ponto de vista do artista. Os Buddenbrook é não só uma obra central na história da literatura alemã, mas, acima de tudo, um texto que lança um olhar extraordinariamente lúcido sobre a vida, constituindo-se como o terreno ideal para a compreensão destes problemas. O romance acompanha quatro gerações de uma família da burguesia hanseática, confrontando-nos com diferentes possibilidades de reconhecimento da vida e com uma série de divergências que resultam da incompatibilidade de pontos de vista. O contraste entre as personagens realça os contornos de formas de vida que podemos reconhecer em nós mesmos, apresentando-nos uma imagem nítida da experiência da vida, sobre a qual nos iremos debruçar. Com este propósito, procuraremos esclarecer: i) aquilo a que corresponde o ponto de vista burguês (que difere da descrição do burguês alemão que ocupa Thomas Mann em Betrachtungen eines Unpolitischen); ii) em que que medida o ponto de vista burguês corresponde ao ponto de vista habitual da vida; iii) de que forma a degradação deste ponto de vista significa a decadência dos Buddenbrook e a emergência de uma perspetiva em relação à vida, que parece constituir o rebento da arte (e, em particular, da música, cujas especificidades como forma de expressão artística serão também objeto de análise).
  • Heidegger, Transhumanismo e os Limites da Ontologia
    Publication . Costa, Paulo Jorge Correia da Graça; Caeiro, António Jorge de Castro; Faustino, Marta Sofia Ferreira
    Nesta dissertação promovemos o diálogo filosófico entre o transhumanismo, que defende o aprimoramento radical das capacidades humanas por meio de avanços tecnológicos, com a ontologia fundamental de Martin Heidegger, que estabelece uma investigação profunda sobre o sentido do ser (Sein), as suas estruturas existenciais, bem como a critica à essência da técnica como modo de desvelamento do mundo. Com o quadro ontológico de Heidegger, como lente crítica para avaliar as promessas e os perigos do transhumanismo, procuramos contribuir para uma compreensão mais profunda das implicações filosóficas das tecnologias emergentes, tentando construir pontes entre a ontologia existencial fundamental e o pensamento tecnológico futurista, oferecendo uma perspetiva sobre o futuro da existência humana num mundo cada vez mais tecnológico.
  • O Conceito da Política da Perfeição em Michael Oakeshott
    Publication . Góis, Alexandre Soares Bento Palma; Campos, André Filipe dos Santos de
    Na presente dissertação, dedico-me a refletir na hipótese de que a perfeição humana possa ser alcançada através da política – pelo controlo total das atividades humanas e o seu direcionamento rumo ao paraíso terreno, o que implica que a felicidade seja entendida como o ideal absoluto de qualquer sociedade. Significa também uma forma sistemática de pensar filosoficamente. Para este efeito, basear-me-ei na perspetiva do filósofo inglês Michael Oakeshott. De todas as suas obras e ensaios de teoria política, dois títulos são fundamentais para esta análise: The Politics of Faith & the Politics of Scepticism e Rationalism in Politics. A política da perfeição surge assim, de forma geral, em Oakeshott, como polo ideal da atividade governativa do estilo da fé e enquanto expressão do racionalismo. O primeiro focase no uso do poder; o segundo, no modo de entender e usar a razão. Paralelamente, ilustrarei a minha análise com o recurso a obras de ficção da literatura antiutópica e isotópica. As consequências, quer teóricas, quer empíricas, serão nefastas. Aqui entram em ação o pensamento conservador, e o papel da figura do Trimmer e de cidadãos que possuam uma educação política e moral. Só assim é possível compreender este modo de agir e pensar da política moderna, e como diluir as suas consequências.
  • Compreender, Verdade e Política em Hannah Arendt
    Publication . Gueifão, Rui Fernando Mendes; Damele, Giovanni
    Partindo do ensaio Verdade e Política de Hannah Arendt, esta dissertação analisa a relação entre verdade e política no quadro conceptual da autora. A primazia daquilo que aparece, fundamento da pluralidade, estabelece o espaço onde também nós, enquanto aparências entre aparências, existimos no mundo. É nesse contexto que o diálogo do dois-em-um sustenta a capacidade de acolher o diferente. Sempre ancorada no mundo comum e na força reveladora do acontecimento, esta análise procura, a partir da mundivisão de Arendt e do seu diálogo com outros pensadores e factos históricos, dissipar as ambiguidades que possam obscurecer a questão das “más relações” entre verdade e política.
  • Honestidade ou falta dela: a tentativa de compreensão de uma história bíblica a partir de Kierkegaard
    Publication . Filipe, Artur de Oliveira Veloso Fortunato; Ferro, Nuno Vieira da Rosa e
    O objetivo desta investigação é compreender como é que é possível de um ponto de vista antropológico-filosófico o que se passa na história bíblica de David e do profeta Natan (2 Samuel 11-12:13). Como se sabe, Kierkegaard analisa exatamente a mesma história no seu texto “Para um exame de Consciência”. Porém, antes de analisar esse texto, propõem-se começar a pesquisa pela noção de honestidade e explorar, por conseguinte, todo um conjunto de problemas associados ao estado de David antes de lhe ser dirigido o “tu” de Natan. Assim, a tese estende-se por cinco capítulos, quatro dos quais dedicados a analisar o que é que “ser honesto” requer, o “como” normalmente nos empreendemos na existência, de que formas somos desonestos connosco próprios – através da linguagem, dos “outros”, da sagacidade. Tudo isto depende da síntese que o humano sempre já é, e, portanto, a partir daí explora-se o estado a que essas formas de desonestidade correspondem – a desespero inconsciente. No quinto capítulo, por fim, examina-se o que é então consciência e ao que é que isso corresponde, designadamente, à noção de preocupação e ao que isso requer, para depois ainda se acrescentarem alguns apontamentos sobre a história de David em concreto. De facto, uma linha que atravessa toda esta investigação e que se vai repetindo é a verificação da constante inclinação que o humano tem para a ossificação da sua consciência, e assim, por último, resta apenas afirmar que David é verdadeiramente um homem honesto.