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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O presente estudo problematiza a dinâmica territorial do Turismo de Natureza na
Rede Nacional de Áreas Protegidas, identificando ameaças e oportunidades que as
Actividades de Animação Turística e as Actividades Físicas de Aventura na Natureza
colocam, analisando e sugerindo medidas para optimizar os processos de planeamento e
gestão.
Um dos principais propósitos deste estudo é verificar a eficácia dos modelos de
gestão territorial existentes, nesta era de “retorno à natureza” caracterizada pelo lazer
activo, materializado na proliferação de actividades de aventura, actores, fluxos e por uma
nova geografia do efémero uso dos lugares de prática.
Com o propósito de fazer o diagnóstico da situação actual, submetemos um
questionário às 25 áreas classificadas da Rede Nacional de Áreas Protegidas, de modo a
conhecer a situação e aptidão de cada Área Protegida para a prática das actividades de
animação turística, os promotores, os impactes socio-ambientais e as medidas de mitigação,
o estado actual dos processos de elaboração e implementação das Cartas de Desporto de
Natureza, o nível de envolvimento e responsabilização dos diversos actores locais, os
pontos fortes e fracos da gestão, as oportunidades e os constrangimentos decorrentes do
novo enquadramento jurídico.
Num segundo momento analisamos, em estudo de caso, alguns aspectos do
processo de elaboração e de implementação da CDN do Parque Natural de Sintra-Cascais.
Uma das principais conclusões deste trabalho é a constatação que as AP, em
Portugal, não dispõem dos meios e condições indispensáveis para acolher e promover a
animação turística e compatibilizá-la com a gestão territorial sustentável dos recursos
naturais. A gestão, regra geral, parece caracterizar-se por ser casuística em vez de sistémica,
reactiva em vez de pró-activa, passiva em vez de activa, punitiva em vez de preventiva,
isolada em vez de partilhada, centralizada em vez de regionalizada.
Acreditamos, no entanto, que esta situação pode e deve ser alterada. Não só,
porque em tempos de crise económica os recursos endógenos ganham uma importância
estratégica acrescida, mas também porque o emergente mercado do turismo de natureza
assim o exigirá.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Gestão do Território
Palavras-chave
Actividades Físicas de Aventura na Natureza; Carta de Desporto de Natureza Conservação e valorização dos recursos naturais planeamento e gestão Rede Nacional de Áreas Protegidas Turismo de Natureza
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
