| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 163.07 MB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
A presente dissertação de mestrado tem como objectivo investigar o contexto
histórico-cultural e as causas que levaram ao surgimento da figura do curador
independente, bem como, analisar o papel desempenhado por este, na emergência de
uma prática curatorial com marca de autor.
A importância de Harald Szeemann para a História da Arte e das Exposições,
ao longo da segunda metade do século XX, tem sido comprovada pela historiografia
mais recente. Reconhece-se igualmente, que o seu percurso oscilou entre o grande e o
pequeno formato, o público e o privado, sem impor qualquer hierarquia entre um e
outro. Se por um lado, as grandes exposições mediáticas lhe deram visibilidade, por
outro, foi nas exposições de menores dimensões, que mais se revelou, expressando
ideias subjectivas através de modos de exposição arrojados. É neste segundo grupo
que se insere a exposição “Avô: Um pioneiro como nós” (1974), a qual escolhemos
como objecto de estudo, dado o seu lugar na história não ter sido ainda
verdadeiramente considerado.
A exposição “Avô: Um pioneiro como nós” comissariada por Szeemann, em
1974, inaugura um novo tipo de exposição, que se distingue por um forte carácter de
subjectividade. Através dela, o curador suíço demonstra o modo como entende a arte
e o seu medium, procedendo a uma redefinição do papel de ausstellungsmacher
(“fazedor de exposições”). Neste sentido, esta mostra deve ser entendida como um
elemento fundamental para compreendermos a evolução da acção de Harald
Szeemann, enquanto curador de exposições, e simultaneamente, os desenvolvimentos
da História da Curadoria.
O trabalho que aqui se apresenta divide-se fundamentalmente em três partes.
Na primeira, contextualizamos e caracterizamos o trabalho desenvolvido por
Szeemann na Kunsthalle Bern, ao longo de oito anos e meio. Traçamos igualmente
um paralelismo entre as acções empreendidas por um grupo de profissionais de
museus (Johannes Cladders, Jean Leering, Pontus Hultén, Knud W. Jensen, Walter
Hopps), do qual Szeemann fazia parte, e com o qual partilhava ideais e metodologias
de trabalho. No segundo ponto, aprofundamos os fundamentos teóricos que levaram o
curador a criar a “Agência para o trabalho espiritual estrangeiro” e a conceber o
projecto “Museu das Obsessões”. O terceiro e último capítulo, apresenta uma análise
crítica à exposição “Avô: Um pioneiro como nós” e ao modo como foi recebida por
parte do público e da crítica. Aqui, procuramos também, detectar influências, tanto no
trabalho de artistas (Marcel Broodthaers, Joseph Beuys, Christian Boltanski) como
em experiências curatoriais anteriores (“Hugo Bal 1886-1927: Manuskripte
Photographien, Bücher; “When Atittudes Become Form”, “8 ½ Documentation 1961-
1969”; “Happening & Fluxus”, Documenta 5”) e compreender a importância desta
acção para a prática da curadoria, enquanto actividade assumidamente autoral. Por
fim, traçamos um paralelismo entre o ambiente criado por Szeemann, nesta mostra, e
o arquivo que nos deixou, como legado de uma vida ao serviço da exposição como
medium
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção
do grau de Mestre em Museologia
Palavras-chave
Harald Szeemann História da Curadoria Modos de exposição Arte dos anos 60 e 70 Crítica institucional
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
