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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O trabalho de projecto "eu sou muitos: a desmultiplicação do eu na arte
contemporânea" resulta de uma inquietação: a de procurar entender a
desmultiplicação do eu em que a arte contemporânea tanto parece insistir. Se a arte
regressa ao corpo (ao eu), não o faz para o assumir como dado, determinado,
autónomo ou fechado. Regressa-se ao corpo para encenar a destruição de todos os
véus que o envolviam e para o denunciar enquanto poroso, atravessado, ligado,
maleável, plástico, indeterminado e aberto. As práticas e estratégias artísticas
contemporâneas têm trabalhado contra qualquer explicação (e redução) do eu e
parecem insistir no seu carácter desmultiplicado. A desmultiplicação para que se
aponta não é apenas a desmultiplicação sucessiva - os vários eus sucedendo-se no
tempo -, mas, sobretudo, a desmultiplicação simultânea - o eu estilhaçado numa série
de planos concorrentes, à maneira cubista. O eu é muitos - "eu sou muitos" -, porque
vai sendo muitos, sucessivamente assim, porque já é muitos, simultaneamente, e
porque, acima de tudo, é todas as suas possibilidades (ainda que virtualmente). Se se
regressa ao corpo, é para se assumir a sua carga desejante, afectiva, que permitem que
eu possa ser tudo. O eu anima, o eu é animado, e desta dupla animação resultam
processos de entranhamento e de estranhamento (ou de incorporação e
desincorporação), em permanente devir (o eu animando, uma e outra vez, os
entranhamentos e estranhamentos a que se presta).
Descrição
Trabalho de Projecto apresentado para cumprimento dos requisitos necessários à
obtenção do grau de Mestre em Comunicação e Artes
Palavras-chave
Arte contemporânea Eu Desmultiplicação Animação Entranhamento Estranhamento Imersão
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
