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Resumo(s)
A tuberculose (TB) é uma das mais antigas e mortais infeções que afetam a humanidade.1 A causa desta doença reside no agente patogénico aeróbico Mycobacterium tuberculosis (M. tuberculosis), que afeta principalmente o sistema respiratório.2,3 A sobrevivência da M. tuberculosis no seu hospedeiro está diretamente relacionada com a secreção de proteínas tirosinas fosfatases que interferem na sinalização celular dos macrófagos.4 A proteína tirosina fosfatase A (PtpA) tem demonstrado ter um papel crucial neste processo, sendo, por isso, um alvo muito promissor ao desenvolvimento de novos fármacos anti-tuberculose.5 A estrutura cristalográfica da proteína nativa foi resolvida em 2005.6
Entre uma série de compostos testados, a família das chalconas tem sido identificada como potencial inibidora competitiva da PtpA. Estudos preliminares revelaram que o fator inibidor predominante nestes compostos reside na planaridade/hidrofobicidade da molécula, assim como na natureza dos grupos substituintes que estabelecem pontes de hidrogénio entre os resíduos do sitio ativo da PtpA.4,7,8
Neste trabalho estudou-se as propriedades inibitórias de quatro chalconas e duas tiosemicarbazonas por métodos biofísicos, enzimáticos e estruturais. A PtpA foi expressa e purificada com um rendimento médio de 20 mg/L de expressão, e foram resolvidas quatro estruturas da proteína incubada com ligandos, a resoluções máximas de 2,89 Å a 3,60 Å. Foi observada uma densidade eletrónica extra no centro ativo da proteína, que poderá estar relacionada com os ligandos. A experiência de SAXS revelou que a conformação da proteína não se altera na presença dos ligandos. Os ensaios enzimáticos, assim como as experiências de TSA, ITC e MST revelaram-se inconclusivos.
Descrição
Palavras-chave
Tuberculose Mycobacterium tuberculosis proteína tirosina fosfatase A (PtpA) chalconas tiosemicarbazonas cristalografia de raios-X
