Logo do repositório
 

ENSP - Dissertações de Mestrado em Gestão da Saúde

URI permanente para esta coleção:

Navegar

Entradas recentes

A mostrar 1 - 10 de 272
  • Competências Essenciais dos Enfermeiros em Programas de Telemonitorização e a sua Contribuição para a Gestão dos Serviços de Saúde
    Publication . Machado, Pedro Valadas; Cordeiro, João; Pedro, Ana Rita
    RESUMO - Introdução: A crescente digitalização na saúde tem transformado a forma como os serviços são prestados e como os profissionais de saúde interagem com os utentes. Neste contexto, a telessaúde emerge como um recurso essencial para garantir cuidados acessíveis e eficientes, especialmente num cenário de envelhecimento populacional e aumento das comorbilidades. Dados da OCDE revelam que os utentes estão cada vez mais dispostos a utilizar a saúde digital. A telemonitorização, como parte integrante da telessaúde, permite o acompanhamento remoto da saúde dos cidadãos, promovendo intervenções precoces e qualidade de vida, ao mesmo tempo que reduz custos para o utente e sistema de saúde. No entanto, a ausência de formação adequada para os profissionais de saúde, especialmente enfermeiros, pode comprometer a efetividade da telemonitorização. Objetivo Geral: O objetivo da dissertação consiste em identificar as competências essenciais que enfermeiros devem possuir para implementarem eficazmente programas de telemonitorização e discutir como essas competências contribuem para a gestão eficiente de serviços de saúde, com base na literatura cientifica existente. Metodologia: Revisão Sistemática da Literatura. Resultados: A revisão sistemática da literatura permitiu identificar 6 competências para enfermeiros na prestação direta de cuidados, e 4 para enfermeiros gestores. Para a prestação de cuidados estas compreendem competências comunicacionais, tecnológicas, gestão de qualidade e segurança, clínicas, ético-legais e interdisciplinares. Para enfermeiros gestores, foram identificadas competências de liderança geral, comunicação e interpessoais, gestão e organização, e tecnológicas. As referidas competências englobam tarefas e atividades que os enfermeiros devem desempenhar para adquirir a respetiva competência. Conclusão: A telemonitorização é uma ferramenta fundamental que exige novas competências para os enfermeiros. Estes precisam de desenvolver competências específicas nesta área capacitando-os a prevenir complicações, diminuir custos de saúde, reduzir hospitalizações desnecessárias e otimizar o tempo de atendimento beneficiando tanto os sistemas de saúde como os utentes.
  • Promoção da Saúde Mental nas Escolas: Perceções, Atitudes e Estratégias de Professores e Profissionais de Saúde Escolar
    Publication . Taveira, Mariana Cardoso Monteiro; Santos, Carolina
    RESUMO - Introdução: A promoção da saúde mental em ambiente escolar constitui um pilar fundamental na administração da saúde pública, considerando a crescente prevalência de perturbações emocionais na infância e adolescência. As escolas são contextos privilegiados para a implementação de políticas preventivas e programas de literacia em saúde mental, promovendo o bem-estar psicológico dos alunos. A presente investigação analisa a perceção dos professores e profissionais de saúde escolar sobre a promoção da saúde mental nas escolas portuguesas, identificando desafios, barreiras e oportunidades para uma implementação eficaz. Metodologia: Foi conduzido um estudo descritivo e transversal, baseado na aplicação de questionários a professores e profissionais de saúde escolar. A análise estatística descritiva, permitiu caracterizar perceções sobre o papel da escola na promoção da saúde mental, as estratégias adotadas, os recursos disponíveis e o nível de capacitação dos docentes e profissionais de saúde na gestão desta problemática. Resultados e discussão: Professores e profissionais de saúde escolar reconhecem a importância da promoção da saúde mental nas escolas. Os professores destacam a necessidade de reforço da literacia em saúde mental nos currículos escolares e de formação específica, enquanto os profissionais de saúde enfatizam a importância da articulação com a comunidade escolar. Ambos identificam barreiras como a escassez de recursos e a ausência de programas estruturados. Conclusão: A promoção da saúde mental nas escolas enfrenta desafios estruturais que exigem um reforço na formação docente e o desenvolvimento de políticas públicas eficazes, garantindo uma abordagem integrada e sustentável para a promoção do bem-estar psicológico dos alunos.
  • Internamentos de Urgência em Portugal: Perfil do Doente e Diferenças Regionais
    Publication . Gomes, Garben Bravim; Magalhães, Teresa; Lopes, Sílvia
    RESUMO - Introdução: Como resultado do crescente aumento dos internamentos de urgência e seu impacto negativo nos serviços de saúde e doentes, sua redução se tornou prioridade para dos responsáveis pelas de políticas públicas de saúde. O presente trabalho tem o objetivo de compreender o perfil do doente internado pela urgência e as diferenças regionais existentes em Portugal Continental, contribuindo para o melhor entendimento de particularidades regionais que permitem intervenções regionais específicas que reduzam esse tipo de internamento. Métodos: Foi desenvolvido um estudo ecológico analítico retrospetivo através do qual foram analisados os episódios de internamentos não pediátricos e não obstétricos ocorridos em Portugal Continental, em 2018. Inicialmente realizou-se a caracterização do perfil do doente internado por tipo de admissão e região. Posteriormente foram calculadas, por região e principais GCD: a proporção dos internamentos de urgência ajustada por idade e sexo; e razão de internamentos ajustados por idade e sexo, que estima o risco de internamento da população. Por fim, foram calculadas medidas de variação para o risco de internamento entre as regiões, com destaque ao CSV que viabiliza a comparabilidade entre estudos. Resultados: Os internamentos de urgência representaram 67,5% dos 536.094 internamentos analisados. Entre os internamentos de urgência 50,9% dos episódios são de doentes do sexo masculino, em 66,8% os doentes possuem 65 anos ou mais, 72,3% possuem score de ICC igual ou superior a 4, 28,3% são doentes com a severidade classificada como "major" ou "extremo", e as GCD mais prevalentes são GCD 4 (19,6%), GCD 5 (14,0%), GCD 1 (10,1%) e GCD 8 (10,1%). Quanto ao perfil dos doentes internados pela urgência, não houve grande heterogeneidade entre as regiões. Entretanto, ao avaliar a proporção de internamentos pela urgência frente aos internamentos programados e a estimativa de exposição ao risco a um internamento de urgência evidenciam-se diferenças regionais. Ao analisar o CSV, as maiores variações regionais ocorreram nas GCD 4 (14,29%), GCD 10 (12,88%), GCD 11 (12,88%) e GCD 7 (12,27%). Já as GCD 6 (6,14%) e GCD 8 (7,15%) apresentam as menores variações, inferiores a variação geral (7,98%). Conclusão: Este estudo mostra que há uma homogeneidade do perfil do doente internado pela urgência entre as regiões, entretanto essa homogeneidade não é observada ao avaliar a utilização e exposição ao risco aos internamentos de urgência.
  • Soluções digitais para pacientes com doenças crónicas não transmissíveis : inibidores e facilitadores
    Publication . Baptista, João Manuel Paquito; Magalhães, Teresa
    RESUMO - Introdução: O surgimento de soluções tecnológicas para o setor da saúde, foi valorizado durante o período da pandemia, no entanto é necessário aprofundar quais as práticas de serviços de saúde, que mais beneficiam desta contribuição e da sua sustentabilidade, bem como quais as soluções com maior impacto, do ponto de vista do prestador de serviços e do utente do serviço. Objetivo geral: Identificar os fatores que explicam a escolha de soluções digitais, no que diz respeito à globalidade dos recursos colocados à disposição dos profissionais de saúde para diagnóstico, acompanhamento e desenvolvimento de doenças crónicas não transmissíveis. Atendendo a que a aplicação destas soluções é recente, torna-se necessário investigar até que ponto será necessário atualizar os conceitos de referência, inerentes ao tratamento das mesmas e consequentemente à formação dos profissionais de enfermagem. Importa também conhecer a perspetiva dos utentes, no que se refere à sua interação com meios digitais e por último realizar uma análise de resultados obtidos. Metodologia: Revisão integrativa de artigos científicos, constantes das bases de dados PUBMED #1, PUBMED #2, SCOPUS, WEB OF SCIENCE e CINAHL para identificar artigos com informação relevante sobre esta problemática. Resultados: A investigação permitiu concluir quais as vantagens de monitorizar os doentes remotamente, pois existe capacidade de recolha de dados sobre sinais vitais e assistência de equipamentos por esta via, mas fica por esclarecer se no caso de existirem cada vez mais casos deste tipo de serviço, se o sistema hospitalar terá capacidade para adquirir equipamentos, para todos os pacientes que deles necessitem, caso seja o médico a decidir por esta opção. Algumas investigações mencionam a diminuição do custo do acompanhamento por paciente. Conclusão: A vulgarização do acompanhamento de DCNT, por controlo remoto, irá suscitar novas formas de organização do trabalho nos sistemas hospitalares.
  • Lei da saúde mental : Potencial e limitações das tecnologias digitais no tratamento involuntário em ambulatório
    Publication . Borges, Matilde Kisker Ferreira; Cordeiro, João Valente; Gama, Ana
    RESUMO - Introdução: A saúde mental é uma questão prioritária na saúde pública global, destacando-se a necessidade de promover o bem-estar e alcançar a cobertura universal dos serviços de saúde mental. Em Portugal, os problemas de saúde mental representam um desafio significativo para o sistema de saúde, agravados por fatores socioeconómicos e pela falta de acesso adequado aos cuidados. A nova lei de saúde mental e a integração de tecnologias digitais constituem passos importantes para enfrentar estas necessidades. Objetivo: O objetivo desta dissertação é explorar as perceções de profissionais de saúde mental e de direito da saúde sobre a nova lei de saúde mental e a utilização de tecnologias digitais no acompanhamento de tratamentos involuntários em ambulatório. A investigação procura compreender os benefícios e desafios associados à implementação destas inovações legislativas e tecnológicas. Metodologia: Adotou-se uma abordagem qualitativa descritiva e exploratória, utilizando entrevistas semiestruturadas com cinco informadores-chave, incluindo dois advogados e professores universitários especialistas em direito da saúde e três psiquiatras. As entrevistas foram transcritas e analisadas através de análise temática. Resultados: Na perspetiva dos entrevistados, a nova lei reforça os direitos dos utentes, promove a autonomia, reduz a discriminação e enfatiza a finalidade terapêutica dos tratamentos. No entanto, foram identificados desafios na sua aplicação prática, como a falta de clareza na legislação, a regulamentação excessiva de determinados tratamentos e a eficácia limitada do tratamento involuntário em ambulatório. As tecnologias digitais são vistas como potencialmente benéficas, mas apresentam desafios como a falta de acessibilidade, a garantia de contacto pessoal e problemas técnicos. Conclusão: A nova lei de saúde mental e as tecnologias digitais oferecem avanços significativos na promoção dos direitos dos utentes e na melhoria dos cuidados de saúde mental. Contudo, a implementação eficaz requer a superação de desafios práticos e a garantia de uma abordagem equilibrada que combine a tecnologia com o cuidado humano personalizado.
  • O Perfil do Utilizador Frequente do Serviço de Urgência um estudo no Hospital de Loures, EPE
    Publication . Fernandes, João André Lage; Lopes, Sílvia
    RESUMO - A sobrelotação dos serviços de urgência é um grave problema para a saúde pública que impede a prestação de cuidados de emergência de qualidade gerando maus resultados em saúde. Sabe-se que visitas frequentes a este serviço contribuem para a sua sobrelotação. Assim, este estudo teve como objetivo identificar as características e fatores de risco relacionados com utentes frequentes do serviço de urgência geral do Hospital de Loures. Foi conduzido um estudo observacional descritivo, efetuado através da análise retrospetiva de todos os episódios de urgência gerados no ano de 2022. A população em estudo é composta por todos os utilizadores, maiores de 18 anos, que deram entrada no serviço de urgência geral no referido período e a principal variável de exposição foram as visitas frequentes a este serviço, definidas como ≥5 episódios em 12 meses (1 de janeiro a 31 de dezembro de 2022). Esta definição permite dividir a população em 2 grupos segundo o seu comportamento de utilização: Utilizador Não Frequente (1-4 episódios/ano) e Utilizador Frequente (≥5 episódios/ano). No caso dos Utilizadores Frequentes foi realizado um estudo mais aprofundado com dados referentes a cuidados de saúde primários, nomeadamente a que centro de saúde pertencem e se tinham ou não médico de família atribuído no ano em estudo. No período do estudo, ocorreram 91 554 episódios de urgência gerados por 62 720 utentes. Destes, 8 338 (9,11%) episódios foram de 1 269 (2,02%) utentes classificados como utilizadores frequentes. Estes tratam-se sobretudo de utentes mais velhos, residentes em zonas pertencentes à área de influência do hospital, isentos de pagamento de taxa moderadora e com episódios classificados mais vezes como urgentes quando comparados com o grupo de Utilizadores Não Frequentes. Os resultados do estudo contribuem para a compreensão sobre o uso excessivo dos serviços de urgência. Um suporte adicional de sistemas que permitam a identificação precoce de um utente com um comportamento de utilização urgente e o seu encaminhamento para um gestor de caso bem como um melhor acesso a locais alternativos de cuidados são fulcrais para melhorar a saúde destes indivíduos e pode ajudar a reduzir o uso dos serviços de urgência.
  • Factors that contribute to burnout and interventions to prevent and mitigate it in the Portuguese national health system (SNS) - a Delphi panel approach
    Publication . Simões, Catarina Raquel Ribeiro; Pedro, Ana Rita
    ABSTRACT - Burnout among physicians is a global critical issue, impacting individual well-being and healthcare efficiency. The purpose of this study is to use a Delphi panel technique to identify the factors that contribute to physician burnout in Portugal's national health service (Serviço Nacional de Saúde - SNS) and find interventions that are helpful in preventing and mitigating the syndrome. Three rounds of participation were held with sixteen specialists, including physicians, psychologists, academics and hospital administrators. According to preliminary research, organizational variables such system strain, staff overload, and unfavourable working circumstances are the main causes of burnout. Consensus was reached in the study regarding several measures, such as resource allocation, legislative changes, and the promotion of a healthier workplace culture. Non-organizational tactics were also emphasized, such as workplace amenities and health literacy initiatives. The need for more study on the long-term effects of burnout, leadership influence, and environmental repercussions were a few of the identified knowledge gaps. The study concludes that addressing organizational factors and implementing targeted interventions are crucial for improving physician well-being and aiding healthcare efficiency in Portugal.
  • Revisão Sistemática: A associação entre a utilização de plataformas de social media (redes sociais) e a hesitação vacinal em adultos no contexto da COVID-19
    Publication . Nolasco, Shara Sales de Melo; Peixoto, Vasco Ricoca
    RESUMO - Introdução: As mídias sociais desempenham um papel importante como fonte de informação em sobre diversos tópicos, incluindo a saúde . Durante a pandemia da COVID-19 muitos usuários destes meios de comunicação usaram as redes sociais como fonte de informações a respeito da vacina. Este fenómeno pode ter disseminado desinformação que reforço a hesitação e, vacinar . para melhor compreender associação entre as mídias sociais e a hesitação vacinal no contexto da pandemia Covid-19 foi elaborado uma revisão sistemática. Objetivo: Investigar a associação entre a utilização de social media e hesitação vacinal, considerando o perfil sociodemográfico da população, a prevalência dessa hesitação e o impacto das mídias sociais na tomada de decisão em relação à vacinação. Métodos: O estudo foi realizado através de uma revisão sistemática da literatura, com busca de artigos em inglês e português nas bases de dados BVS, Lilacs, SciELO, PubMed/Medline, EMBASE e Cochrane. Foram incluídos estudos publicados nos últimos 5 anos que investigam a associação entre mídias sociais e hesitação vacinal em adultos no contexto da COVID-19. Foram considerados pesquisas quantitativas, observacionais e de coorte transversal que abordem aspectos sociodemográficos e prevalência da hesitação vacinal, além de artigos que identificam as mídias sociais como fonte de informação sobre a vacina. Foram excluídos estudos qualitativos que não explorem aspectos sociodemográficos e a prevalência da hesitação vacinal, artigos duplicados, revisões sistemáticas e integrativas, estudos quantitativos indisponíveis na íntegra em formato digital, e pesquisas que não abordam a associação entre mídias sociais e hesitação vacinal ou com amostras de população não adulta. Resultados: Foram identificados 6 estudos através dos métodos referidos. Foram encontradas semelhanças entre resultados sobre associação das mídias sociais e de seus usuários a hesitação vacinal no contexto da COVID-19, tendo em consideração as variáveis de perfil sociodemográfico determinada pelos autores sendo estas variáveis: sexo, a raça/etnia e a idade e ideologia política. Os resultados demonstram que a hesitação é maior em indivíduos do gênero feminino, com grau de escolaridade de médio a alto, na faixa etária entre 18-39 anos e de ideologia política liberal. A respeito de raça/etnia a hesitação foi maior em populações negras/afro-americanas. Em todos os estudosfoi identifiada uma associação positiva entre utilização de mídias sociais e hesitação vacinal, uma vez que pessoas expostas as redes sociais utilizam as plataformas como principal rede de informação. Conclusão: A disseminação das informações através do uso das mídias sociais tornou-se um dos maiores desafios de saúde publica no mundo. Os estudos demostram que o aumento da taxa de hesitação foi transversal em diferentes grupos em termos sociais, políticos e económicos, o impacto negativo causado pelas mídias sociais afetou a cobertura vacinal da COVID-19.
  • Fatores Facilitadores e Barreiras na Implementação de Teleconsultas Médicas: uma Análise Comparativa em Portugal, Dinamarca e Reino Unido
    Publication . Frade, Inês Matos; Magalhães, Teresa
    RESUMO - Introdução: Na era digital atual, a telessaúde está em ascensão devido à ampla adoção de tecnologias da informação. As teleconsultas, parte essencial deste movimento, prometem melhorar a eficácia, eficiência, qualidade e equidade no acesso aos cuidados de saúde. Estas consultas remotas facilitam interações entre profissionais de saúde e pacientes, sendo a sua implementação um processo complexo e influenciado por diversos fatores. Objetivos: O objetivo geral é descrever os fatores determinantes na implementação de teleconsultas médicas em Portugal, Reino Unido e Dinamarca. Metodologia: Este estudo compara a implementação de teleconsultas em Portugal, Reino Unido e Dinamarca, investigando os fatores que influenciam a sua adoção. Foi utilizada uma abordagem de Rapid Review baseada em Arksey e O'Malley, analisando 244 artigos, dos quais 46 foram selecionados. A análise temática identificou fatores facilitadores e barreiras, categorizados por condições culturais, regulatórias, de reembolso, infraestrutura tecnológica, literacia digital, custos, mercado e outros. Resultados: Os fatores facilitadores incluem conveniência para utentes, maturidade digital das organizações, aceitação dos utentes, formação médica e relações médico-utente sólidas. As principais barreiras são desigualdades de acesso digital, problemas técnicos, limitações na realização de exames físicos, comunicação prejudicada e preocupações com segurança de dados. Conclusão: Para maximizar os fatores facilitadores e superar as barreiras, é essencial investir em infraestrutura digital, formação de profissionais e políticas de inclusão digital, com colaborações entre governos, instituições de saúde e indústria tecnológica.
  • Telemedicina na abordagem da saúde mental dos trabalhadores da Clínica Sagrada Esperança em Angola
    Publication . Domingos, Edmilson Manuel Serra; Magalhães, Teresa
    RESUMO - Introdução: Os profissionais de saúde africanos enfrentam impactos significativos na sua saúde mental. A telemedicina, amplamente adotada durante a pandemia, mostrou-se uma solução promissora para superar barreiras geográficas e de acesso a cuidados de saúde mental. Objetivo: Identificar e explorar os principais fatores que influenciam a predisposição à adoção da telemedicina como ferramenta de suporte à saúde mental dos trabalhadores da Clínica Sagrada Esperança (CSE) e construir um modelo de telemedicina adequado ao contexto da CSE em Angola. Metodologia: Neste estudo transversal, foram recolhidos dados quantitativos através de um questionário aplicado aos trabalhadores da CSE (n=275), e dados qualitativos por meio de entrevistas estruturadas (n=5) realizadas com psicólogos e psiquiatras da CSE. Resultados: As experiências anteriores em consultas de saúde mental, as perceções sobre as videoconsultas e a relação médico-paciente influenciam a adoção da telemedicina. A análise temática revelou quatro temas: a perceção e facilidade de uso da telemedicina, a intenção de uso e a perceção da saúde mental em Angola. Os fatores que influenciam a adoção da telemedicina pelos prestadores são a viabilidade do projeto, o suporte da gestão, a formação, as políticas de pagamento e a realização das consultas em conformidade com as normas legais, éticas e deontológicas. Conclusão: A telemedicina pode ser uma ferramenta viável para apoiar a saúde mental dos trabalhadores da CSE. Existe uma clara intenção de uso. No entanto, é necessário primeiro estabelecer os alicerces da saúde mental ocupacional na rede CSE e, em seguida, superar as barreiras para incorporar a transformação digital como forma de gerar valor.