FCSH: DH - Teses de Doutoramento
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- Don Fadrique de Portugal: uma biografíaPublication . Pérez, Gloria Parrillas; Costa, Adelaide Maria Pacheco Lopes Pereira Millán Costa; Morais, Ana PaivaEl objetívo de esta tesis es escribir una biografía de D. Fadrique de Portugal, nacido en la ilustre Casa de Braganza, el más alto linaje nobiliario surgido en el S. XV en Portugal. D. Fadrique reúne en sí por sus orígenes y atributos personales características que le convierten en un personaje clave en el entramado político y diplomático de los Reinos Peninsulares en la Baja Edad Media. Al servicio primero de los Reyes Católicos y más tarde de su nieto el Emperador Carlos de Habsburgo, D. Fadrique supo moverse con extraordinaria maestría entre las élites de su tiempo, gozando no sólo de la confianza de los Reyes de Castilla y Aragón, sino de los Reyes de Portugal. La biografía de D. Fadrique, está dividida en ocho capítulos; dedicando el primero a los orígenes de la Casa de Braganza hasta su caída en desgracia con el Rey D. João II de Portugal, y la condena a muerte del III Duque de Braganza, D. Fernando. El capítulo IIº se consagra a la huida a Sevilla de los Braganza y de su permanencia en esa ciudad. En el tercer capítulo se describen los primeros años de D. Fadrique en Castilla, así como sus estudios en la Universidad de Salamanca, y sus primeros cargos eclesiásticos. En el capítulo IVº nos referimos a D. Fadrique como obispo de Calahorra y La Calzada, y más tarde de Segovia. En el capítulo Vº se acompaña la acción D. Fadrique como obispo de Sigüenza y al servicio de la Corona. En capítulo sexto se dedica a la presencia de D. Fadrique en Barceloma, al nombrado Virrey de Cataluña y condados de Rosellón y Cerdaña y asímismo se le nombra máximo representante del Papa en el Principado de Cataluña. Este período es uno de los más duros desde el punto de vista militar y de defensa de la costa catalana, así como de la frontera con Francia. Asímismo se narra la muerte de D. Fadrique de Portugal. En el octavo y último capítulo una vez trasladado a Sigüenza donde fue enterrado, describimos su imponente Mausoleo recientemente restaurado. Así mismo relacionamos las obras literarias, y reformas arquitectónicas llevadas a cabo en su diócesis, fruto de su patrocinio. Y por último nos referimos a su Testamento, documento de indudable valor histórico, y del que incluimos transcripción íntegra.
- Produção e circulação de periódicos ilustrados em Portugal e no Brasil durante a segunda metade do século XIX: agentes e espaçosPublication . Santiago, Bruna Oliveira; Alves, Daniel Ribeiro; Fernandes, Paulo Jorge Chalante Azevedo; Fléchet, AnaïsEsta pesquisa de doutoramento propôs-se a estudar a produção e circulação de periódicos ilustrados feitos para Portugal e Brasil nas últimas décadas do século XIX, antes da consolidação efetiva da imprensa fotográfica. As Ilustrações para Portugal e Brasil foram enquadradas entre 1856 e 1893, sendo, portanto, um recorte temporal que privilegiou a tecnologia gráfica da época. Pretendeu-se identificar os locais por onde ocorreu sua produção, impressão e circulação e também investigar a relação entre os agentes envolvidos neste processo (proprietários, editores, diretores, ilustradores e gravadores, etc.), de forma a compreender a dinâmica dos bastidores da produção. O corpus documental foi composto por um total de dez periódicos ilustrados direcionados tanto a Portugal quanto ao Brasil, as chamadas Ilustrações, que por sua vez configuram um gênero especial de periódicos generalistas que têm a imagem como componente de destaque. Dentre as Ilustrações selecionadas para o presente estudo, sete foram publicadas no estrangeiro e três em Portugal. Paris foi o local de impressão de quatro periódicos, Os Dois Mundos: Illustração para Portugal e Brazil (1877-1882), O Globo Illustrado (1881-1882), A Illustração: Revista quinzenal para Portugal e Brazil (1884-1892) e A Revista (1893). Londres, por sua vez, viu surgir a Illustração Anglo-Brazileira (1870) e o Echo Americano: Periodico Illustrado (1871-1872). A Ilustração de Portugal e Brasil, Semanário Científico, Literário e Artístico (1885) foi impresso em Barcelona. Os três periódicos ilustrados produzidos em Portugal foram impressos em Lisboa, são eles: A Ilustração Luso-Brasileira: Jornal Universal (1856, 1858- 1859), A Illustração Universal: revista dos principaes acontecimentos de Portugal e do estrangeiro (1884-1885) e A Illustração Popular: chronica semanal (1884). Para a análise, adotou-se uma metodologia combinada que aliou a leitura aprofundada dos periódicos em questão à visualização dos dados com recurso a métodos digitais. Os locais envolvidos em todo o processo foram identificados com o auxílio dos Sistemas de Informação Geográfica (SIG), enquanto os agentes foram relacionados por meio de análise de redes, o que permitiu a compreensão de parte do processo que vai da produção até ao consumo dos impressos, bem como das conexões geradas pela circulação cultural a que estas publicações estavam sujeitas, integradas na dinâmica de globalização das últimas décadas do século XIX. A presente tese procurou analisar a imprensa ilustrada luso-brasileira a partir de um olhar panorâmico, levou em conta a consulta de acervos variados, tanto digitais quanto físicos e também a importância de fontes alheias aos próprios periódicos. No decorrer da investigação, foram identificadas semelhanças e diferenças entre as Ilustrações. Enquanto o ponto em comum consistia na prática de reprodução ou reapropriação de imagens, as redes traçadas revelaram uma diferenciação com relação ao financiamento dos periódicos impressos em Portugal e em outros países. Ao passo que em Portugal as assinaturas eram fundamentais à continuação dos periódicos, aqueles impressos fora do país eram financiados em grande parte pelos anúncios, o que conferiu a eles um caráter comercial. Quanto ao consumo, verificou-se a existência de um nível primário, contemporâneo ao lançamento no mercado editorial, e um secundário, ocorrido em épocas posteriores.
- Dos arquivos de governação colonial à história arquivística pós-colonial: percursos luso-brasileiros, séculos XIX e XXPublication . Mingorance, Wilson Ricardo; Rosa, Maria de Lurdes Pereira; Fernandes, Paulo Jorge Chalante Azevedo; Martins, Ana isabel Silva Canas da Cunha DelgadoO problema central do presente estudo versa a respeito da reconstrução do percurso dos arquivos de governação entre Brasil e Portugal e da construção do histórico de custódia, ausente nos catálogos arquivísticos, mas presente nos processos de negociação. Para colmatar a problemática apresentada, a tese traz dois objetivos precípuos: (i) descrever o processo de construção dos arquivos brasileiros durante o século XIX e XX, através da identificação dos processos de negociação dos arquivos de governadores do Brasil Colónia adquiridos por entidades arquivísticas brasileiras em Portugal e, pari passu, esclarecer o processo de desconstrução dos arquivos pessoais, familiares e institucionais portugueses para que o acervo das entidades arquivísticas brasileiras se formassem; (ii) promover o enquadramento teórico, no âmbito da História, da Arquivística e das Ciências Sociais, acerca do estudo dos documentos que comprovam a aquisição dos arquivos de antigas colónias como fontes primárias no debate da História Contemporânea. Preveem-se como contributos a identificação dos documentos administrativos que comprovam a aquisição de arquivos de governação colonial, o mapeamento e o estudo biográfico e/ou institucional das personagens coetâneas envolvidas no processo de negociação dos arquivos de governação; a construção do Catálogo dos Processos de Negociação dos Arquivos de Governação Colonial constituídos pelo Brasil; a construção da narrativa sobre o percurso e histórico de custódia que pretende corroborar com a Historiografia, com a Arquivística Histórica e com as Ciências Sociais.
- O Poder dos Afectos: Ordem Amorosa e Dinâmica Política no Portugal do Antigo RegimePublication . Cardim, Pedro António Albuquerque e Castro de Almeida
- Identidade(s) Científica(s): o património documental de Fernando da Silva Correia (1893-1966)Publication . Ribeiro, Joana Cristina Beato; Rosa, Maria de Lurdes Pereira; Nunes, Maria de Fátima; Telo, Paula Alexandra Ochôa de CarvalhoO arquivo pessoal e familiar Fernando da Silva Correia, produzido entre 1850 e 1970 e doado por Natália Correia Guedes à associação Património Histórico – Grupo de Estudos (Caldas da Rainha) em 2015, é aqui analisado enquanto património documental do seu produtor principal. Os treze mil documentos que o compõem testemunham a vida e o percurso profissional do médico, higienista e historiador da Medicina Fernando da Silva Correia (1893-1966), constituindo um importante registo da cultura e da ciência em Portugal durante a primeira metade do século XX. O tratamento arquivístico conjugou um aprofundado conhecimento da(s) biografia(s) do(s) produtor(es) informacional(is), da história custodial deste conjunto e do contexto de produção informacional, aliando os métodos seguidos pela Ciência da Informação (para os arquivos pessoais) aos da Arquivística Histórica para melhor constituir o quadro orgânico-funcional, que garante um maior entendimento do conjunto documental para o utilizador. Este processo de tratamento arquivístico foi acompanhado da definição das tipologias documentais que compõe o arquivo, destacando-se a correspondência (recebida). Esta, pela sua relação com a produção intelectual de Fernando da Silva Correia, pelo contributo para o conhecimento biográfico e contextual da sua vida e das suas funções profissionais, afigurou-se o principal objeto da análise historiográfica. Nesta análise, este tipo documental é entendido como parte do contributo deste arquivo para o avanço do conhecimento da História da Ciência e da Medicina, no período em que este foi produzido. A correspondência, tal como se procurou demonstrar, permite enquadrar Fernando da Silva Correia entre os atores participantes na edificação de uma memória e património científicos e, por isso, de identidade. A relação estabelecida entre o tratamento arquivístico e a análise historiográfica da produção informacional de Fernando da Silva Correia, assume-se como o trabalho necessário para a definição do património documental deste médico, que pode assim ser apresentado ao utilizador e à(s) comunidade(s) nele interessada(s) de forma mais completa, acessível e contextualizada.
- Os Congressos do Partido Republicano Português, 1883-1911: republicanismos em debatePublication . Sousa, Alexandre Barros de; Fernades, Paulo Jorge Chalante AzevedoOs congressos do Partido Republicano Português (PRP), foram um conjunto de reuniões magnas que se foram sucedendo durante os vinte e oito anos da existência daquela organização política, desde 1883 até à sua total fragmentação em 1911, e que nunca foram objeto de uma investigação sistematizada. Esta investigação pretende demonstrar que o impulso para a formação do Partido Republicano Português, foi dado em Coimbra no início de 1860, na sequência de ações planificadas e executadas por Joaquim Teófilo Fernandes Braga tendo como ponto mais alto, em 1880, por sua iniciativa, as comemorações do tricentenário da morte de Luís de Camões. Com a pesquisa dos congressos realizados durante a existência do Partido Republicano, procuraremos compreender a organização interna do partido, a evolução das sucessivas leis orgânicas, cada vez mais centralizadoras, e a razão dessa evolução. Igualmente tencionamos construir uma imagem, da vida do Partido Republicano, elencando os principais nomes que acompanharam Teófilo Braga até 1911, dos processos de luta adotados, das ações de propaganda e das inovadoras técnicas usadas pelos deputados republicanos para desequilibrar o funcionamento do parlamento e por vezes mesmo para o bloquear.
- O Tempo e a Memória como Construções Políticas: O Monopólio de Seti I e da sua Narrativa sobre a História do Início da Dinastia XIX, Império NovoPublication . Patrício, André Henriques d’Almeida Garrido; Lopes, Maria Helena do Nascimento Rego Pereira Trindade; Pereira, Ronaldo Guilherme GurgelDe uma maneira geral, existe um consenso de que a mente humana só pode ser estudada in loco e at hoc. Porém, nesta Tese pretendemos estudar aspectos da mentalidade da civilização do Vale do Nilo. Para se atingir este fim, vamos recorrer a diversas fontes de Registos Arqueológicos Egípcios, do Período Dinástico, que são meticulosamente apresentados com um foco específico na História Egípcia de Maneton, nos Anais Reais, no Canos Real de Turim, nas Listas Reais e nas Inscrições Monumentais de Seti I, faraó da dinastia XIX do Império Novo. A este corpus documental vamos acrescentar a narrativa de Seti I, inscrita nas suas grandes obras, durante o seu reinado. O grande objectivo será identificar de que maneira o Tempo e a Memória, dois constructos mentais fundamentais para qualquer civilização, se articulam com esta narrativa e foram, ou não, por ela modificados ou moldados. De forma a verificar este fenómeno propomos uma análise de diversos conceitos relacionados com o tempo, como o ‘Tempo Linear’ e o ‘Tempo Cíclico’, e com a memória, como a ‘Memória Individual’, a ‘Memória Comunicativa’ e por fim a ‘Memória Cultural’. A interacção destes diversos conceitos chave com a narrativa de Seti I poderá revelar de que modo a memória e o tempo foram usados como ferramentas políticas, alterando o Tempo Histórico e criando uma outra memória que foi absorvida por esta civilização do Nilo. Identificando esta ‘capacidade de alterar o tempo’ e esta ‘capacidade de alterar a memória’ é então fundamental perceber de que forma Seti I conseguiu com que os diversos níveis da memória fossem, efectivamente, alterados. Em simultâneo, é incontornável compreender como este rei conseguiu afectar da mesma forma o tempo que foi percepcionado pelos egípcios que partilharam o espaço do início da dinastia XIX.
- O campo da cultura no tempo de D. Maria I (1777-1792): Intelectuais, sociabilidades e Corte, entre continuidades e ruturasPublication . Borrêcho, Maria do Céu de Brito Vairinho; Gouveia, António CamõesNuma reflexão sobre a sociedade portuguesa no período do governo efetivo da rainha D. Maria I, entre 1777 e 1792, e as suas representações, parece-nos faltar uma perceção mais detalhada sobre a relação entre os autores e os recetores da produção de cultura, bem como sobre os espaços em que ela se legitima. Com esta investigação, pretendemos questionar de que forma a articulação entre os espaços, quer públicos quer privados, e os autores e os recetores da produção de cultura permite relacionar as ideias com as práticas de cultura, apresentando-se uma visão relacional sobre o campo da cultura no último quartel do século XVIII. Ao longo do século XVIII, percecionamos um confronto entre dois paradigmas, o tradicional e o moderno, que produz-se no termo entre a ordem pública e a privada, entre a fruição das letras e o domínio das regras de utilização da palavra. Da mesma forma, nas comunidades de convívio intelectual cedo se fazem notar as categorias de pensamento das Luzes. Na análise do campo da cultura setecentista, abordamos as interações entre a produção, o consumo de ideias e a comunicação das mesmas, entre as representações coletivas e as condutas pessoais, das instituições e das suas práticas, de modo a uma melhor compreensão do novo espaço público, em que se projetam as tensões ideológicas da segunda metade de Setecentos. Com esse objetivo, propomo-nos elaborar uma análise do perfil e das redes de contactos dos intelectuais, identificando as suas sociabilidades, as relações entre si e com a Corte. Consideramos igualmente indispensável um estudo sobre o mecenato e a clientela, numa relação de patrocínio e proteção, sendo relevante a elaboração de redes mais ou menos formais de colaboração, quer entre indivíduos quer entre as instituições de cariz cultural que os acolhem. Sendo o tema central da tese o campo da cultura nos últimos decénios do século XVIII, com ênfase nos intelectuais, nas sociabilidades e na Corte, realçámos os perfis de alguns doutos portugueses que, a nosso ver, podiam ter contribuído para a divulgação do novo programa das Luzes, e que mais se destacaram nos diferentes círculos de convívio intelectual e na Corte. Tal como pretendemos elaborar uma representação dos intelectuais, parece-nos também importante compreender a atuação da soberana, avaliando o que conseguiu ou não implementar, o que pode ter a sua marca e o que pode ser influência das personalidades que a rodeiam. Desta forma, procuramos atender ao campo de interações entre a produção e o consumo de ideias e a comunicação, as representações coletivas e as condutas pessoais, através das obras, das instituições e das suas práticas, bem como da transmissão epistolar, para melhor compreendermos este novo espaço público, onde se podem projetar as tensões ideológicas de finais do século XVIII.
- Os azulejos portugueses em Cabo VerdePublication . Almeida, Mariana Brito; Gomes, Rosa Varela; Sorensen, Marie Louise StigEsta dissertação examina os azulejos, e outros materiais arqueológicos quando possível, de quatorze arqueossítios localizados na ilha de Santiago em Cabo Verde, com um arco cronológico compreendido sensivelmente entre os séculos XVI e XVIII. Após o estudo aprofundado de cada um deles é feita uma análise de conjunto de todos os azulejos por cronologia e tipologia. É então produzindo o padrão de consumo de azulejos em Cabo Verde, seguida de uma análise comparativa do mesmo com outros pontos do mundo atlântico português para os quais temos dados, Açores, Madeira e Brasil.
- Gods and Men: Omens, Legitimacy and Power in Imperial RomePublication . Campos, Rúben Henrique de Castro; Carvalho, Maria Leonor Santa Bárbara de; Lozano Gomez, Fernando
