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Uma abordagem sobre a reinserção social da população ex-reclusa adulta e suas trajetórias transformacionais

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Resumo(s)

O presente relatório retrata não só uma experiência de campo como também algumas reflexões teóricas sobre a temática da reinserção social em contexto pós reclusão. A escolha da realização de estágio prendeu-se com algumas questões ideológicas que culminaram num caminho que me poderia vir a fornecer o conjunto mais recompensador a nível de transversalidade e diversidade de experiências no terreno. Sou adepta da ideia de que em certas áreas profissionais e académicas que tratem situações mais complexas e sensíveis deve ser feita uma articulação mandatória entre a teoria e a prática por múltiplas razões. Defendo, portanto, a ideia de que deve ser feita uma comprovação da teoria de modo a evitar distanciamento do investigador para com a realidade sobre a qual se debruça, passando assim o mesmo por um processo de desmistificação e descoberta de múltiplos fenómenos socias. O Companheiro IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social) - eleito como local de estágio – apresenta-se como resposta social à população ex-reclusa e suas famílias atuando na sua reintegração societária, fornecendo e fortalecendo pilares basilares para a mesma., trabalhando igualmente em diversas frentes daquilo que é o apoio comunitário. Ao longo do presente relatório é feita uma abordagem sobre algumas problemáticas que se levantam quando falamos do tema reinserção social. Ao abordar a transformação do self ao longo das diferentes fases da vida da população ex-reclusa adulta surge a pertinência de ser institucionalizada uma nova fase que me parece crucial tanto no discurso académico como nas partes ativas e intervenientes de todo o processo de reinserção para que o mesmo seja levado a cabo plenamente. Já António Damásio dizia “É a vida na corda bamba entre o florescimento e a morte, que dá origem ao sentimento” em A Estranha Ordem das Coisas. Não procurando de todo romantizar uma realidade social que se apresenta complexa, mas sim procurando simplificar a motivação que me levou a caminhos mais cinzentos, que não são o dito “preto no branco”, e que muitas vezes são vistos, mas não percecionados. Aqui chegada, crio a aspiração de poder começar o meu trabalho de campo, ingressando no Gabinete de Intervenção Social, tomando contacto com uma realidade que muitas vezes cai em esquecimento.

Descrição

Palavras-chave

Reinserção social Self Institucionalização Trajetórias

Contexto Educativo

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