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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Ao longo da primeira metade do século XX, uma parte significativa da imprensa periódica publicada em Portugal incluía secções de arte e espectáculos, nas quais muitas vezes se inseriam textos de crítica musical. Tanto jornais diários como periódicos de arte, literatura e cultura contavam com a colaboração de uma ou mais figuras, frequentemente externas à equipa de redacção do jornal/revista, que tinham por função assistir aos espectáculos musicais que lhes eram atribuídos e descrever o espectáculo e formular uma apreciação estética sobre o que tinham assistido. Nos anos 1920/30/40, nomes como os de Luís de Freitas Branco, Francine Benoît, Rui Coelho, Fernando Lopes-Graça, Hermínio do Nascimento, Nogueira de Brito e Oliva Guerra, entre outros, contam-se entre aqueles que repartiam com o trabalho de compositor, músico, maestro ou professor, a escrita para a imprensa. Nesta comunicação procuro desvendar aspectos dos percursos de alguns dos críticos de música que colaboravam em periódicos editados em Lisboa no decorrer do segundo quartel do século XX. O tipo de relação que estabeleciam com os periódicos com os quais colaboravam, a formação musical que tinham (uma vez que nem todos os críticos que tenho identificado exerciam actividade na área da música), as profissões a que se dedicavam (pois para quase todos a escrita para a imprensa era uma segunda ocupação), e as redes de contactos que tinham, nomeadamente com a Associação de Classe/Sindicato Nacional da Crítica, serão alguns dos aspectos considerados e que contribuem para um esboço do perfil socio-profissional do crítico de música nesta época.
Descrição
UID/EAT/00693/2013
Palavras-chave
Crítica musical Crítico de música Redes de contacto imprensa periódica portuguesa
