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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Ponto de encontro entre várias valências artísticas da Lisboa da Idade Moderna e dos alvores da Idade Contemporânea, a igreja dos Anjos reuniu comanditários e mestres de diferentes artes, tendo os primeiros congregado esforços para contratar tracistas e dirigir as obras que os segundos competentemente concretizaram. Com o intuito de estreitar a relação entre os fregueses, o culto do Santíssimo Sacramento, da Imaculada, de São Sebastião, e de outros veneráveis que deram nome a irmandades desse templo, membros da mesa e outros irmãos diligenciaram a construção de um edifício, que, de acordo com as diretrizes do sacrossanto concilio tridentino, permitiu a multiplicação de cultos dentro de um só espaço. Por esse motivo, não é de estranhar que a historiografia dessa igreja tenha veiculado a ideia da mesma ter sido composta nos séculos XVII, XVIII e inícios do XIX por capela-mor, dois altares colaterais (da parte do Evangelho dedicado a Nossa Senhora dos Anjos e da parte da Epístola consagrado a Nossa Senhora da Conceição), e vários outros distribuídos pela nave (da parte do Evangelho: de Santa Catarina, de Santo André e Almas e de Santo António; da parte da Epistola: de S. Sebastião, de S. Brás e de S. João Baptista, onde se estreitaram afeições e onde se encontraram nobilitados, mas também mesteirais, todos em busca da realização espiritual e do caminho da Salvação.
Descrição
DL 57/2016/CP1453/CT0046
UIDB/00417/2020
UIDP/00417/2020
