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FCSH: CESEM - Dissertações de Mestrado

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  • Influências da performance na música entre 1970 e 90 em Portugal : Jorge Peixinho, Clotilde Rosa, Eduardo Sérgio
    Publication . Serrão, Maria Beatriz de Matos Vital
    A presente dissertação consiste num estudo dos elementos de performance que foram integrados em obras de composição musical e espectáculos de carácter multimedia, em Portugal, nas décadas de 70 a 80 do século XX. Centra-se no estudo de obras dos compositores Jorge Peixinho e Clotilde Rosa e do artista plástico Eduardo Sérgio, apontando a especificidade de cada um e os aspectos estéticos em que se identificam. Como exemplos paradigmáticos desta opção, foram escolhidas para análise as obras Récitation II (1971) e Voix (1972) de Peixinho, Jogo Projectado I (1979), Jogo Projectado II (1981) e Hellas I (1982) e II (1985) de Clotilde Rosa e os espectáculos intermedia Cuboversuesfera (1976) e Amag’arte (1986) de Eduardo Sérgio. Inclui uma contextualização histórica e estética da performance a nível internacional e nacional.
  • A disciplina de canto coral no Estado Novo: contributo para a História da Educação Musical em Portugal
    Publication . Barreiros, Maria José Conde Artiaga
    Diversos factores contribuiram para a escolha do objecto de estudo. Quando se ouvem testemunhos das gerações que tiveram Canto Coral, surgem de imediato observações depreciativas que, por serem descontextualizadas, parcas e dispersas, nao tem contribuido para a necessária clareza e compreensão da vida da disciplina na primeira metade do seculo XX. A associação inevitável à Mocidade Portuguesa é mencionada como se o Canto Coral sempre tivesse existido sob a sua dependência. Estas observações, portanto, não explicam as razões que levaram a inclusão da disciplina do Canto Coral a partir de 1918 no currículo do ensino liceal, nem o que levou a sua apropriação pelo Estado Novo. O ensino artístico ou das disciplinas artísticas ainda não mereceu a necessária atenção nas áreas da investigação histórica ou da educação, para que se possa perceber qual tem sido o seu papel no ensino formal ou informal de forma a que o passado leve a reflectir melhor o presente. O mesmo tem acontecido no domínio da musicologia histórica de onde a investiqação do ensino vocacional e nao vocacional da musica tem andado arredados. Esta constatação leva a considerar que a História da Educação ficará incompleta enquanto nao abranger o estudo de todas as disciplinas que formaram e formam o seu curriculum, acontecendo o mesmo com a Musicologia Histórica se nao tomar em conta a sua vertente educativa. Para a compreensão do objecto de estudo havia que proceder a identificação dos factores que contribuíram para a sua produção e o âmbito em que se efectuou a sua intervenção. Tomando como referência Pierre Bourdieu, quando diz que "0 limite de um campo e o limite dos seus efeitos'". houve que proceder nao so a identificação do espaco tlslco-ternporal do objecto de estudo, como dos diversos agentes que nele intervieram. A partir daí foi possivel traçar algumas linhas de força e tentar explorar as suas formas de relacionamento.
  • La morte di Semiramide de Marcos de Portugal - Estudo, transcrição e edição crítica
    Publication . Nunes, Maria Catarina Dias
    A música de Marcos Portugal teve grande difusão internacional durante a vida do compositor. Não obstante, a sua obra continua acessível em manuscritos da época dispersos pelos mais variados arquivos. A presente dissertação contempla o estudo, transcrição e edição crítica da opera La morte di Semiramide, estreada no Teatro de São Carlos em 1801, contribuindo, desta forma, para a divulgação do compositor e, sobretudo, possibilitando a acessibilidade da obra a executantes e estudiosos. La
  • O Códice Polifónico de Arouca. Estudo e Transcrição
    Publication . Carvalho, Ana Delfina Xavier de Paiva de Sá
    O mosteiro de Arouca tornou-se, a partir do segundo quartel do século XIII, sob o patronato de Dona Mafalda, uma das mais importantes casas cistercienses femininas em Portugal. Enquanto instituição religiosa abastada e de renome, a música sempre desempenhou na liturgia deste mosteiro um papel fundamental. Os seus livros com notação musical têm desde há muito despertado o interesse de diversos musicólogos nacionais e internacionais, interesse este que se revelaria inteiramente fundamentado pela descoberta, feita por Manuel Pedro Ferreira em 1992, da mais antiga peça polifónica até ao momento conhecida em Portugal, um hino a São Bernardo de Claraval. Em 1947 Dom Mauro Fábregas descobriu neste mosteiro um livro de coro, o único do espólio de Arouca que contém exclusivamente reportório polifónico de proeminentes compositores ibéricos dos séculos XVI e XVII. Um Magnificat de Morales, diversos Alleluias de compositores como Manuel Mendes, Francisco Velez, Simão dos Anjos ou João Leite de Azevedo, bem como uma missa paródia sobre a canção «O gram Senhora», de um misterioso Brasil, são algumas das obras de interesse neste códice. Uma série de notas, em marginalia, apontando para a execução instrumental de baixão e viola da gamba tornam o códice ainda mais rico e lançam alguma luz sobre as práticas interpretativas no contexto do convento de Arouca. Embora já parcialmente estudado, o códice de Arouca é pela primeira vez objecto de investigação mais aprofundada, uma contribuição que se crê relevante para o estudo da prática de polifonia sacra no século XVII português.
  • A Festa da Música na iniciação à vida: da musicalidade das primeiras interacções humanas às canções de embalar
    Publication . Rodrigues, Helena
    A disseminação de meios colocados à disposição da Música tem aumentado vertiginosamente em termos de mecanismos de produção, de reprodução e execução sonora, de difusão, etc. Para alguns, trata-se apenas de uma questão de qualidade de vida: a Arte, a Música, enriquecem a vida, mas não são essenciais. Para outros, a Música responde a uma necessidade com bases biológicas, fundamental na estratégia de sobrevivência da espécie. Se o não fosse, argumentam, teria desaparecido em vez de se ter desenvolvido e proliferado. Certo é que não há cultura ou povo sem manifestação de comportamento musical. A vida corrente está pontuada por estímulos sonoros e actividade musical de uma forma tal que quase já não nos apercebemos. Neste contexto, utilizou- se já a expressão "wallpaper" lembrando que, apesar de poder não ser evidente, a Música vai estando integrada no quotidiano desde o toque do elevador, ao telemôvel, ao conectar do computador, ao anúncio publicitário, ao restaurante, à sessão de ginástica, etc. A sua influência vibratória é tanto mais poderosa quanto se exerce de modo subreptício, quase subliminar. E, confirme-se com Cage, o silêncio, os silêncios, podem ser também de diferente natureza e de reverberação diversa. Em suma: a natureza humana está equipada para constmir e reagir à Música. A natureza naturalmente musical do ser humano pede a Música. Um grito individual (in)saciado por uma resposta colectiva, do seu grupo, da sua cultura. Mas, tal como outras necessidades, insaciável - e, por isso, em permanente reformulação. Falemos, aliás, antes de Músicas. (Como de Religiões).
  • L'homme armé no Cancioneiro de Resende
    Publication . Ferreira, Manuel Pedro
    No Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, que recolhe muita da poesia surgida ou circulada na corte portuguesa durante a segunda metade do século XV, 1 há um número significativo de trovas que fazem referência à prática musical, ou que utilizam termos técnicos oriundos da teoria da música. Estas trovas mereceram a Mário de Sampayo Ribeiro (na década de 1940) e a João de Freitas Branco (bastante mais tarde) comentários ou referências breves, mas permanecem em geral desconhecidas e inexploradas.2 Uma das secções do Cancioneiro mais ricas, deste ponto de vista, é aquela que transmite, numa seqüência coerente, as trovas endereçadas a Dom Diogo, Duque de Viseu, tendo como tema uma cena de pancadaria ocorrida enfre dois cantores profissionais.
  • As guerras peninsulares na música portuguesa
    Publication . Cranmer, David John
    No campo da música erudita, os efeitos mais profundos das invasões francesas, de 1807 a 1810, não se sentiram de imediato. A fuga da família real portuguesa para o Brasil e a tomada de Lisboa pelas tropas de Junot, em Novembro de 1807, longe de produzir um colapso na vida artística da capital, resultaram meramente numa mudança de direcção, pois a missão francesa não era apenas militar e econômica mas, em todos os sentidos, política. No caso específico do Teafro de São Carlos, por exemplo, o libreto da ópera Ifigênia in Aulide, do compositor italiano Luigi Giannella (?1778- -1817), representada em estreia absoluta a 16 de Janeiro de 1808, deixa a nova política bem clara.i Num Avertissement, o libretista, Stefano Vestris, afirma como se esforçara para escrever um texto adequado à nova situação em que o teatro «livre à Ia saine critique de Ia raison, et du goút, pourrait sortir de 1'état d'abjection dans le quel il se trouve maintenant.»^ O mais prestigiado compositor português da época, Marcos Portugal (1762-1830), foi, aparentemente, obrigado pelas autoridades francesas a assumir o cargo de maestro do Teatro, onde reviu substancialmente a sua ópera Demofoonte para celebrar o aniversário natalício de Napoleão, a 15 de Agosto.3 Contudo, no dia 30 do mesmo mês, na seqüência da derrota das tropas francesas na Batalha do Vimeiro, foi assinado o Tratado de Sintra, e em meados de Setembro Lisboa viu-se libertada pelas tropas inglesas e portuguesas, criando, assim, uma nova situação bastante diferente.
  • As mulheres da família real portuguesa e a música: estudo preliminar de 1640 a 1754
    Publication . Oliveira, Manuela Morilleau de
    Desde os anos 70 do século XX, em Portugal, investigações sobre as mulheres tiveram uma notória repercussão, nomeadamente ao nível da historiografia, com a valorização das vivências quotidianas, privadas e públicas, da esfera familiar, que permitem a percepção das formas de exercício de poder formal e informal praticado pelas mulheres a nível familiar, sócio-político, e, no caso que particularmente interessa nesta investigação, a nível cultural. Estas investigações inserem-se nos denominados Women’s Studies cujo objectivo é o estudo das “vozes femininas silenciadas”, trazendo à “luz” novas realidades para uma percepção mais completa da(s) realidade(s) da História da Humanidade. As duas vertentes dos Women’s Studies, a História das Mulheres e os Estudos de Género têm vindo a aparecer também na área da Musicologia, embora de modo tímido em Portugal. A presente dissertação, enquadrando-se na Musicologia Histórica e nos Women’s Studies, procura através de uma abordagem interdisciplinar, enfatizar o(s) processo(s) através do(s) qual/quais houve, ou não, contribuições das mulheres da família real, tanto rainhas estrangeiras como infantas portuguesas, durante o período da segunda metade do século XVII e a primeira metade do século XVIII, para a História da Música Portuguesa e, como este(s) processo(s) ocorreram e foram ou não moldados politicamente, socialmente e ideologicamente. Investigação que necessita de um conhecimento das realidades vivenciais dessas mulheres para uma melhor visão dos seus pontos de contacto com o mundo musical. O limite temporal da presente investigação abrangeu sensivelmente um século, desde da Restauração de 1640 até a morte de D. Maria Ana de Áustria em 1754. Foram contempladas quatro rainhas, D. Luísa de Gusmão, D. Maria Francisca Isabel de Sabóia, D. Maria Sofia de Neuburgo, e D. Maria Ana de Áustria; das nove infantas legítimas quatro foram estudadas: D. Catarina de Bragança, D. Isabel Luísa Josefa de Bragança, D. Francisca Josefa de Bragança, D. Maria Bárbara de Bragança, e foi inserido o caso particular de D. Mariana Vitória de Bourbon. As problemáticas reflectidas e que serviram de orientação a esta investigação foram nas suas grandes linhas: Num contexto político, económico e historicamente complexo, quais seriam os relacionamentos quotidianos das rainhas e das infantas com a música? Existiriam contactos com os músicos da corte ou teriam músicos ao seu serviço? Houve influência da música estrangeira na música portuguesa através da presença de uma consorte estrangeira na corte? Quais seriam as suas contribuições e as suas influências, públicas ou privadas, na realização musical dessa época? A música constituiria um elemento do ensino reservado às infantas? Teriam as infantas portuguesas patrocinado, uma vez na sua nova pátria, a música portuguesa? Este estudo pretende apresentar reflexões, analises e hipóteses que podem trazer novas perspectivas e novos caminhos de investigação para a definição de uma historiografia musical portuguesa também no feminino, não em paralelo com a história convencional já existente, mas como complemento dessa última. De nenhum modo este trabalho de investigação se apresenta como sendo um trabalho acabado, muito falta ainda para investigar. É um work in progress, um estudo preliminar que pretende unicamente centralizar alguns dados esparsos, abordar algumas reflexões iniciais e servir de base para futuras investigações.
  • Virtuosismo para instrumentário de sopro em Lisboa (1821-1870)
    Publication . Pinto, Rui Magno da Silva; Castro, Paulo Ferreira de
    A presente dissertação discute a praxis virtuosística para instrumentos de sopro em Lisboa entre 1821 e 1870. É estabelecida uma periodização entre 1821-1834; 1834-1860 e 1860-1874; e 1874-1882. A classificação destas manifestações compreende a instituição definitiva, na década de 1840, do virtuosismo moderno em Lisboa. Esta alteração deveu-se à constituição de novos espaços de exibição – as sociedades amadores e profissionais (Academia Melpomenense, Orquestra dos Concertos Populares) e novos teatros – o consequente aumento das audiências, o início de um discurso entre o público e na imprensa periódica acerca dos virtuosi. O virtuosismo moderno lisbonense é contudo caracterizado pela minorização da competição entre intérpretes, por força do corporativismo e proteccionismo capacitados pela Irmandade de Santa Cecília, Montepio Filarmónico e Associação Música 24 de Junho. Esta característica é comprovada pela apresentação conjunta de virtuosi na interpretação de obras de conjunto e na composição e dedicatória de obras entre virtuosi. O estudo analítico do repertório virtuosístico visa evidenciar a alteração no uso de géneros clássicos – concerto e sonata – para estruturas formais mais livres – fantasia, danças estilizadas, peças vocais populares e de carácter, ocorrida, grosso modo, na década de 1840. A análise integra a discussão dos topoi utilizados, asseverando a utilização maioritária de style brillant, cantabile, estilos militar e de caça e danças. Os dois primeiros indicam o enfoque na exibição dos parâmetros técnico e expressivo do intérprete; o terceiro sugere o reflexo da conjuntura sócio-política da época; o quarto alude ao novo espaço de sociabilidade burguesa: o salão de baile. A análise da figuração confirma a existência de um número restrito de padrões de invenção, utilizados pelo instrumentário de sopro. É discutida a existência de discursos instrumentais idiomáticos. O intuito de equiparação do instrumentário ao canto sofre alterações devido, entre outros factores, ao estabelecimento de novas tipologias vocais.
  • In festo transfigurationis domini nostri Jesu Christi, de Liszt, enquanto possível lugar metafórico e teológico
    Publication . Magalhães, César Alberto Rego Lomba; Castro, Paulo Ferreira de
    O nosso primeiro propósito com esta dissertação é descrever e explicar uma concepção, partilhada por alguns teólogos modernos, do fenómeno musical enquanto potencial metáfora da Palavra e, deste modo, enquanto veículo possível para meditar acerca do Mistério Cristão. A figura central de Jorge Pique Colado, na a sua tentativa de sistematizar uma Teologia do Musical, constituirá o alvo privilegiado da nossa atenção. Mais tarde, e como segundo propósito, tentaremos estudar o caso particular de uma peça de piano composta por Franz Liszt no seu último período, In festo transfigurationis domini nostri Jesu Christi S.188, de modo a tentar provar o seu potencial semiológico e, consequentemente, a sua relevância teológica. Tentaremos demonstrar a eficácia comunicacional desta peça enquanto Signo do evento, relatado nos evangelhos sinópticos, da Transfiguração de Jesus.