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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A disseminação de meios colocados à disposição da Música tem
aumentado vertiginosamente em termos de mecanismos de produção, de
reprodução e execução sonora, de difusão, etc. Para alguns, trata-se apenas
de uma questão de qualidade de vida: a Arte, a Música, enriquecem a vida,
mas não são essenciais. Para outros, a Música responde a uma necessidade
com bases biológicas, fundamental na estratégia de sobrevivência da espécie.
Se o não fosse, argumentam, teria desaparecido em vez de se ter desenvolvido
e proliferado. Certo é que não há cultura ou povo sem manifestação de
comportamento musical.
A vida corrente está pontuada por estímulos sonoros e actividade musical
de uma forma tal que quase já não nos apercebemos. Neste contexto, utilizou-
se já a expressão "wallpaper" lembrando que, apesar de poder não ser
evidente, a Música vai estando integrada no quotidiano desde o toque do
elevador, ao telemôvel, ao conectar do computador, ao anúncio publicitário,
ao restaurante, à sessão de ginástica, etc. A sua influência vibratória é tanto
mais poderosa quanto se exerce de modo subreptício, quase subliminar. E,
confirme-se com Cage, o silêncio, os silêncios, podem ser também de diferente
natureza e de reverberação diversa.
Em suma: a natureza humana está equipada para constmir e reagir à
Música. A natureza naturalmente musical do ser humano pede a Música. Um
grito individual (in)saciado por uma resposta colectiva, do seu grupo, da sua
cultura. Mas, tal como outras necessidades, insaciável - e, por isso, em permanente
reformulação. Falemos, aliás, antes de Músicas. (Como de Religiões).
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Editora
Colibri/Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
