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ENSP - Dissertações de Mestrado em Epidemiologia, Bioestatística e Investigação em Saúde (EPIBIS)

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  • Relação entre a Adesão à Terapêutica e a progressão do Glaucoma Primário de Ângulo Aberto: Achados Estruturais e Funcionais
    Publication . Pina, Gonçalo Lourenço de; Aguiar, Pedro; Coelho, André; Camacho, Pedro
    RESUMO - Introdução: O Glaucoma Primário de Ângulo Aberto (GPAA) é uma neuropatia ótica e uma das principais causas de cegueira irreversível a nível global. O diagnóstico baseia-se na avaliação da Pressão Intra-Ocular (PIO), do nervo ótico e do campo visual, sendo a adesão à terapêutica anti-glaucomatosa essencial para controlar a progressão da doença. Objetivo: Determinar a relação entre a adesão à terapêutica e a progressão do GPAA, medido através de parâmetros estruturais e funcionais. Métodos: O presente estudo teve uma abordagem observacional longitudinal retrospetiva, avaliando a progressão do GPAA através de parâmetros estruturais e funcionais. A adesão à terapêutica foi analisada através do Medication Possession Ratio (MPR), calculado com base em registos de prescrição e aquisição da medicação nas farmácias comunitárias portuguesas. Resultados: A amostra incluía 47 olhos, com idade média de 65.3 anos, em seguimento durante um período médio de 891 dias. Durante o período de seguimento, a amostra apresentou um MPR médio de 54% ± 27%, tendo sido observadas diferenças significativas (p<0,001) na avaliação estrutural (Camada de Fibras Nervosas global) em cerca de 2 μm e funcional (Defeito médio do campo visual) em cerca de 1.5 dB. Não se verificou uma diminuição significativa da PIO (p=0.619) com o aumento da terapêutica. Contudo, após ajustes para a idade, verificou-se que o envelhecimento está associado a um aumento da PIO (p<0,001). Conclusão: Apesar da progressão observada, a adesão à terapêutica desempenha um papel importante no controlo da PIO e na preservação de parâmetros estruturais. O impacto limitado da adesão em outros parâmetros sugere a necessidade de outras estratégias para melhorar a gestão do GPAA.
  • Estimativa dos anos de vida perdidos devido a COVID-19 em Portugal
    Publication . Inocêncio, Joana; Martins, Carla; Assunção, Ricardo
    RESUMO - Introdução: Em 2019, em Wuhan (China), surgiu um novo vírus, o SARS-CoV-2, que foi responsável por uma doença designada por COVID-19, disseminando-se rapidamente por todo o Mundo. Este estudo teve como objetivo principal calcular a carga de doença associada à COVID-19, expressa em anos de vida perdidos (YLL), descrevendo a situação epidemiológica da pandemia em Portugal, por grupo etário e sexo, durante o período 2 de março de 2020 a 13 de março de 2022, considerando assim dois anos de pandemia. Métodos: Este foi um estudo epidemiológico do tipo observacional, transversal e descritivo com recolha de informação retrospetiva. Os dados relativos à COVID-19 em Portugal foram recolhidos nos boletins epidemiológicos da Direção Geral da Saúde. Realizou-se uma análise estatística descritiva através do cálculo de frequências absolutas e relativas, taxas de incidência, de mortalidade e letalidade, e anos de vida perdidos. Resultados: Durante o período considerado no estudo, Portugal registou 3 409 993 casos e 21 342 óbitos por COVID-19, com um total de 83 692,22 YLL. Em média, cada doente que morreu perdeu 11,15 anos de vida, sendo que as mulheres perderam mais anos de vida do que os homens por óbito (14,26 vs. 9,44). Conclusão: Ao longo dos anos do estudo, observou-se uma diminuição da mortalidade e, consequentemente, dos YLL relacionado com a implementação de intervenções de saúde pública e das políticas de cuidados de saúde, nomeadamente da alta adesão da população portuguesa à vacinação.
  • Digital Dosimeter-Based Risk Analysis of Squamous Cell Carcinoma in Lisbon and its Implications for Outdoor Workers Across Portugal
    Publication . Castela, Maria Miguel; Paulo, Marília Silva
    ABSTRACT - Introduction: Solar ultraviolet radiation (UVR) is one of the main causes of skin cancer, with squamous cell carcinoma (SCC) being particularly prevalent among outdoor workers due to chronic UVR exposure. Despite the increasing incidence of SCC in this group, cases remain under-reported and are not always classified as an occupational disease. Current guidelines for UVR exposure are established for the limit of 30 J/m-2 over and 8-hour day and they are implemented for both solar and artificial UVR (non-specific). Main objective: To calculate the excess risk of SCC among outdoor workers in Lisbon based on measured solar UVR doses. Methodology: A modelling study was conducted using data from a previous study that measured UVR exposure among outdoor workers in Lisbon. The relative risk (RR) of SCC was calculated using a formula developed by Milon et al. Results and Discussion: Solar UVR exposure was consistently associated with an increased risk of SCC development by values ranging from 1% to 69%, in terms of individual UVR dose assessment. Despite some limitations, the novel approach and relevance of the study provide valuable insights for public health interventions aimed at reducing UVR exposure and SCC risk among outdoor workers. Conclusion: Outdoor work is associated with an increased risk of SCC. However, the current model needs to be refined to improve the accuracy of risk assessment and to support the development of targeted prevention interventions.
  • Cross-sectional study on the association between distance to hospital and in patient health outcomes on episodes with high-prevalence cases (hip fractures, non-elective C-section deliveries, acute myocardial infarction, and stroke)
    Publication . Carreira, Marta Gonçalves; Perelman, Julian
    ABSTRACT - Background: Geographical disparities in healthcare access and centralization in Portugal’s public health services raise concerns about equitable access, particularly among isolated people. This study examines the association between proximity to healthcare facilities and healthcare outcomes (length of hospital stay and inpatient death) on episodes with high-prevalence cases. Methods: A multicentre study using data from Portugal’s Hospital Morbidity Database was conducted. All patients admitted to all National Health Service hospitals with acute myocardial infarction, stroke, non-elective caesarean section, and hip fracture were included. Distance to the hospital was analysed using mixed effects generalized linear models to examine its association with length of stay and mortality, adjusting for gender, age, and Charlson index. Statistical analyses, including ANOVA and Bonferroni tests, assessed geographical differences in distances. Results: From the analysis of acute myocardial infarction, stroke, non-elective caesarean deliveries, and hip fractures, it appears that there is an association between distance and both inpatient mortality and length of hospital stay across different medical conditions. Differences in travel distances to hospitals were noted among districts and NUTS II regions. Conclusion: Longer distances often led to higher death risks, especially for urgent conditions like acute myocardial infarctions. People in cities have shorter travel distances to hospitals, revealing regional disparities in healthcare access. Our findings highlight the need to consider distance to guide targeted interventions for better accessibility, service quality, and health equity.
  • Prevalência da Malnutrição nas crianças menores de cinco anos na Região de Bafatá, Guiné-Bissau
    Publication . Biai, Lassana; Varandas, Luís; Rodrigues, Ana
    Resumo - Introdução: A desnutrição infantil é um problema de saúde pública a nível mundial, sobretudo nos países de baixa renda. A Guiné-Bissau está entre os países mais pobres do mundo, com uma alta prevalência de má nutrição, em crianças menores de cinco anos, sendo Bafatá uma das regiões mais afetadas. Objetivo: O presente estudo pretende avaliar a prevalência de malnutrição em crianças de três a 59 meses de idade, na região de Bafatá. Material e métodos: Foi efetuado um estudo quantitativo, observacional, descritivo e transversal, com uma amostra representativa de crianças dos 3-59 meses das 14 áreas sanitárias de região de Bafatá, observadas nas consultas externas de saúde infantil. Foram utilizados os indicadores de peso/altura (P/A), altura/idade (A/I), peso/idade (P/I) e índice de massa corporal (IMC; P/A2), para avaliação de estado nutricional. Resultados: A população da nossa amostra foi representativa da população infantil da região. Foram recrutadas para este estudo 1718 crianças, metade das crianças (50%) pertencia ao sexo feminino e 79.74% ao grupo etário 12-59 meses. A prevalência de crianças com desnutrição, na região de Bafatá foi de 31,5%. A proporção é ligeiramente superior no sexo feminino (33.53% vs 29.57%) e no grupo etário dos 12 a 59 meses (33.43% vs 24.14%). As áreas sanitárias de Xitóle (49.24%) e Fajoquito (42.42%), registaram as maiores proporções de desnutrição, enquanto Cosse (14.96%) e GãMamudo (19.30%) registaram as menores. Relativamente as categorias de desnutrição, um quinto das crianças (20.7%) apresentava desnutrição aguda moderada, grave ou muito grave e 5.2% apresentavam desnutrição crónica grave. A prevalência de baixo peso na amostra foi de 24,7% e, pelo contrário, excesso de peso (sobrepeso e obesidade) foi registada em 6.4% das crianças. No que diz respeito ao tipo de amamentação até aos seis meses, a maioria dos participantes esteve em amamentação exclusiva (71.1%), sendo que foi ligeiramente superior no sexo masculino (73.1% vs 69%). Discussão e conclusões: Apesar da evolução positiva dos últimos anos, a região de Bafatá apresenta uma elevada prevalência de desnutrição, em crianças dos três aos 59 meses de idade, com importantes assimetrias por área sanitária. A monitorização do estado nutricional da região de Bafatá é importante na avaliação das políticas e intervenções na área da nutrição infantil. Por outro lado, é importante uma intervenção coordenada de todas entidades e dirigida às populações mais afetadas e vulneráveis para a melhoria de estado nutricional.
  • Exposição ocupacional e infeção por SARS-CoV-2 nos profissionais de saúde no contexto hospitalar: análise secundária de dados
    Publication . Fernando, Paulo Ney Solari; Machado, Ausenda; Leite, Ema
    RESUMO - Introdução: A doença do coronavírus descoberta em 2019 (COVID-19) é uma doença provocada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2). Devido a alta taxa de transmissibilidade do vírus e o contato próximo decorrente da prestação de cuidados, os profissionais de saúde representam uma população importante a ser estudada. O objetivo deste estudo consiste em avaliar se trabalhar num serviço dedicado ao acompanhamento de doentes com COVID-19 aumenta o risco de infeção por SARS-CoV-2 nos profissionais de saúde. Métodos: Realizou-se uma análise secundária de dados resultante do seguimento de uma coorte longitudinal com componente retrospetiva e prospetiva dos profissionais de saúde no contexto hospitalar. Fizeram parte da corte inicial, 3 034 profissionais de saúde seguidos durante um ano, porém o seguimento para este estudo foi de duas semanas. Foi considerado como exposto a dedicação exclusiva ao doente com COVID-19 e outcome a confirmação laboratorial de SARS-CoV-2 através do teste molecular RT-PCR, sendo o preenchimento destas consideradas como critério de inclusão. Foi utilizado o modelo de regressão de Poisson com a função de ligação logaritmo, com a utilização do estimador robusto do erro padrão de modo a estimar o risco de infeção por SARS-CoV-2 nos profissionais de saúde. Aceitou-se um nível de significância de 5%. Resultados: Foram analisados 747 profissionais de saúde, 126 com dedicação exclusiva e 621 sem dedicação exclusiva, a média de idade entre os grupos foi de 41,7 e 45,5 anos, respetivamente. A maior parte dos profissionais de saúde que fizeram parte da coorte foram profissionais de saúde com prestação direta de cuidados aos doentes, o que corresponde a 75,9% (n = 567). Não houve diferença estatisticamente significativa (p = 0,705) entre os grupos de dedicação exclusiva e não exclusiva no que diz respeito ao resultado positivo no teste de COVID-19. No que concerne ao risco relativo de infeção por SARS-CoV-2 nos profissionais com dedicação exclusiva em comparação com profissionais sem dedicação exclusiva, não houve aumento do risco bruto e ajustado para confundimento, uma vez que o risco relativo bruto foi 0,90 (IC95%: 0,523-1,551) e o ajustado foi 1,011 (IC95%: 0,974-1,049). Não seguir as recomendações de prevenção e controlo da infeção aumentaram o risco de infeção em 1,452 vezes no grupo de DE (IC95%: 1,354-2,026) e 1,998 (IC95%: 1,354-2,026) nos profissionais de saúde que exerceram atividades geradoras de aerossóis. Conclusão: Trabalhar exclusivamente com doentes com COVID-19 não aumentou o risco de infeção por SARS-CoV-2, porém, o risco é aumentado para os profissionais de saúde que não seguiram as medidas de prevenção e controlo da infeção.
  • Implementação de um care bundle na prevenção de complicações associadas a cateteres venosos periféricos
    Publication . Morais, José Luís de Oliveira Valente; Aguiar, Pedro
    RESUMO - Introdução: Estima-se que 80%(1) dos doentes internados requerem um cateter venoso periférico (CVP), tornando este o procedimento invasivo mais comum em doentes internados(2,3). Estudos revelam proporções de incidência de complicações destes dispositivos entre os 32% e os 69%(1,2,4,5). Literatura recente tem recomendado a utilização de care bundles para a prevenção de complicações associadas a CVP. Levanta-se a questão: Será que a implementação de um care bundle para a inserção e manutenção dos CVP resulta numa redução do risco e da taxa de incidência de complicações associadas a CVP? O estudo tem como objetivo: Comparar o risco e as taxas de incidência de complicações associadas a CVP antes e após a implementação do care bundle. Métodos: Foi realizado um estudo quasi-experimental do tipo controlled before-after, no qual o grupo de controlo foi recrutado antes da implementação do care bundle e o grupo de exposição foi recrutado após a sua implementação. Resultados: Os resultados foram favoráveis à implementação do care bundle, no entanto, não foi observado um efeito estatisticamente significativo na redução do risco de sofrer complicações associadas a CVP durante o internamento (RR=0,993 IC95%= [0,594 – 1,392]), nem na redução das taxas de incidência de complicações por dia de cateter (IRR=0,902 IC95%= [0,610 – 1,334]), ou por dia de internamento (IRR=0,909 IC95%= [0,594 – 1,392]). A análise de sensibilidade sugere que o efeito da implementação do care bundle é acentuado nos doentes com internamento superior a dois dias. Discussão: O estudo não teve sucesso em determinar a efetividade da utilização de um care bundle na prevenção de complicações associadas a CVP. Os participantes com antecedente médico de hipertensão arterial ou que foram admitidos no serviço de medicina (em contraste com o serviço de cirurgia) apresentaram o maior risco de desenvolver, pelo menos, uma complicação associada a CVP durante o internamento. Recomenda-se a utilização de novos estudos com amostras de maior dimensão de modo a favorecer a potência da análise estatística. Conclusão: A estimativa de efeito foi favorável à utilização de care bundle para melhorar as práticas de enfermagem, apesar de não ter sido observado um efeito estatisticamente significativo.
  • Avaliação da frequência do risco aumentado para malformação congénita e análise de factores mais associados a esse risco no diagnostico pré-natal do Hospital da Senhora da Oliveira de Guimarães com dados de 2017 a 2021
    Publication . Na Dum, Vasco; Aguiar, Pedro; Sardinha, Rosa
    RESUMO - Introdução: As malformações congénitas, constituem um problema global de saúde publica. Cerca de 3 a 6% das crianças, quase 8 milhões em todo o mundo, nascem com um defeito congênito grave. Aproximadamente 3,3 milhões de crianças menores de cinco anos de idade morrem de defeitos de nascença, e os 3,2 milhões que sobrevivem podem ficar incapacitados para o resto da vida. Objetivo: avaliar a frequência do risco aumentado para malformação congénita e identificar factores mais associados a estas no Diagnóstico Pré-natal do Hospital Senhora da Oliveira de Guimarães no período de 2017 a 2021. Métodos: estudo observacional, retrospectivo de avaliação da frequência de risco aumentado para malformações congénitas e de identificação de factores mais associados no período de 2017 e 2021. Os dados de 10.062 pacientes recolhidos nos arquivos com apoio da equipa técnica da “Astraia”, através do software “Astraia” e “S. Clínico”. Usado Microsoft Excel e análise no spss. Resultados: 159 (1.6%) mulheres tiveram risco aumentado para malformações congénitas. Os factores idade ≥ 35 aumenta o odds em 2.58 vezes, doença tiroidea aumenta o odds de risco em 1.88, um aborto aumenta risco em 1.1, e 2 ou mais abortos, aumentam o risco em 2.4 vezes, enquanto consanguinidade sugere (p < .10) aumento do odds em 2.7. Conclusão: Observada importante frequência de risco aumentado para malformações congénitas de 159 (1.6%) e factores mais associados ao risco aumentado para malformações congénitas foram a idade materna, doença tiroidea, aborto e eventualmente a consanguinidade.
  • Estudo de prevalência da Síndrome de Fragilidade e a sua associação com as quedas em idosos
    Publication . José, Paula Cristina de Almeida; Carnide, Filomena; Aguiar, Pedro
    RESUMO - Introdução: A fragilidade é uma síndrome relacionada com a idade que deverá aumentar nas próximas décadas. Esta síndrome tem sido associada ao risco crescente de incapacidade, comorbilidade, hospitalização, quedas e morte em idosos. Objetivo: Este estudo analisou a prevalência e padrões de fragilidade e a sua associação com a gravidade e número de quedas entre os adultos mais velhos. Materiais e Métodos: Estudo observacional, com a participação de 267 idosos (≥ 64 anos) residentes em Oeiras, Lisboa e Loures. Os participantes foram entrevistados para avaliação dos parâmetros sociodemográficos, clínicos e funcional. A fragilidade foi avaliada de acordo com os critérios de Fried. A regressão logística binária foi usada para examinar a relação entre a fragilidade e as quedas. Resultados: A média de idades foi de 77,38 anos (±7,80 anos), o mais novo com 64 anos e o mais velho com 98 anos. A maioria são mulheres (181), correspondendo a 67,8% da amostra. DA prevalência de fragilidade e pré-fragilidade foi de 47,9% e 42,3%, respetivamente. Os critérios do fenótipo de fragilidade mais comuns foram a exaustão (67,8%), a diminuição atividade física (61%) e a diminuição da atividade física (43,8%). A idade média dos indivíduos frágeis foi superior aos robustos (81,24 ± 7,30 vs 72,27 ± 6,79, respetivamente; p = 0,001). Os 81 participantes que reportaram uma ou mais quedas nos últimos 12 meses, eram maioritariamente mulheres com OR= 2,072 (IC95%= 1,146 – 3,746) A fragilidade foi associada a quedas, antes do ajustamento a potenciais confundidores com um OR= 3.890 (IC95% = 1.087 - 13.930), e critérios de fragilidade isolados "perda de peso não intencional" e "diminuição da atividade física" com OR= 2.302 (IC95%= 1.167 – 4.539) e 1.972 (IC95%= 1.100 – 3.536) respetivamente. Após ajustamento para os potenciais confundidores, o número de critérios de fragilidade foi associado a um risco acrescido de queda OR= 1,386 (95%CI= 1.117 - 1.721). Conclusão: os adultos idosos frágeis têm um maior risco de quedas.
  • Prevalência de ansiedade e depressão nos doentes reumáticos e portadores de doenças músculo-esqueléticas em Portugal
    Publication . Djabulá, Sónia Alberto Cabral; Canhão, Helena; Lopes, David
    RESUMO - A ansiedade e depressão são doenças mentais com grande impacto na saúde pública a nível mundial. Em particular, afetam maioritariamente idosos em Portugal. Este trabalho pretende avaliar fatores sociodemográficos: Idade, sexo, regiões de Portugal e estilo de vida associados a sintomas de ansiedade e depressão em doentes reumáticos e comparar as regiões com maior prevalência desses transtornos. Foi utilizada a amostra do estudo EpiReumaPt constituída por 3.886 participantes que realizaram consulta clínica. O EpiReumaPt faz parte de um estudo coorte de base populacional (coorte EpiDoC), onde foram recrutados 10.661 indivíduos que foram entrevistados através de um questionário semiestruturado. Foi utilizado o estudo transversal ou de inquérito baseado no inquérito EpiDoC1 para avaliar a prevalência de ansiedade e depressão. A sintomatologia de ansiedade e depressão foi avaliada através da escala hospitalar de ansiedade e depressão. " Foi aplicada a versão validada de HADS em português, como uma ferramenta de triagem para apreender estados clinicamente significativos de ansiedade e depressão em um ambiente hospitalar não psiquiátrico. As pontuações individuais de ansiedade e depressão foram calculadas pela soma dos setes itens apropriados e, portanto, podem variar de 0 a 21, com pontuações mais altas indicando níveis mais altos de ansiedade e depressão, respetivamente”. Em ambas as subescalas, uma pontuação entre 0 e 7 é «normal», entre 8 e 10 «leve» de 11 e 14 «moderada» e entre 15 e 21 «grave» (idem). Foi definida a presença de sintomas de ansiedade e depressão quando a pontuação final de cada subescala HADS foi >=11. A prevalência de sintomas de ansiedade e depressão foi obtida para os participantes com pelo menos uma doença reumática (n=2.973) e foi caraterizada por sexo, idade, região (NUTSII), estado civil, nível escolaridade, índice massa corporal, comorbilidades, estilo de vida, qualidade de vida relacionada com a saúde (EQ-5D-3D) e função física (HAQ). Observaram-se diferenças ligeiras nas mulheres com maior prevalência da dor lombar em Portugal com 37.2% e os homens 33.3%, seguindo-se a osteoporose com 29.3% nas mulheres. Também é de notável a prevalência de sintomas de ansiedade e depressão (SAD) para em doentes reumáticos para os níveis de escolaridade: 0-4 classes incompletas ao comparar com os que não apresentam sintomatologias (17.8% e 28.3% vs. 12.3% e 11.4%, respetivamente). Ter em conta ainda que, SAD são prevalente na região Norte, nas mulheres, indivíduos casados, e obesos com comorbilidade associada, levando a pior pontuação para a qualidade de vida e pior a função física em termos médios. Em suma, nesse estudo de inquérito, demostramos que a ansiedade e depressão nos doentes reumáticos e portadores de doenças músculo-esqueléticas são altamente prevalentes em Portugal tal como estão presentes noutros países da Europa e estão associadas não apenas à função física significativa e comprometimento da saúde, mas a uma baixa QVRS, conduzindo a um maior consumo dos recursos de saúde. O estudo vai ajudar a fornecer dados valiosos aos investigadores e prestadores de cuidados de saúde em Portugal e a necessidade de aumentar a consciência das DRMs, sendo um forte argumento para encorajar os formuladores de políticas a aumentar a quantidade de recursos destinados ao tratamento de pacientes reumáticos.