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ABSTRACT - Introduction: Solar ultraviolet radiation (UVR) is one of the main causes of skin cancer, with squamous cell carcinoma (SCC) being particularly prevalent among outdoor workers due to chronic UVR exposure. Despite the increasing incidence of SCC in this group, cases remain under-reported and are not always classified as an occupational disease. Current guidelines for UVR exposure are established for the limit of 30 J/m-2 over and 8-hour day and they are implemented for both solar and artificial UVR (non-specific).
Main objective: To calculate the excess risk of SCC among outdoor workers in Lisbon based on measured solar UVR doses.
Methodology: A modelling study was conducted using data from a previous study that measured UVR exposure among outdoor workers in Lisbon. The relative risk (RR) of SCC was calculated using a formula developed by Milon et al.
Results and Discussion: Solar UVR exposure was consistently associated with an increased risk of SCC development by values ranging from 1% to 69%, in terms of individual UVR dose assessment. Despite some limitations, the novel approach and relevance of the study provide valuable insights for public health interventions aimed at reducing UVR exposure and SCC risk among outdoor workers.
Conclusion: Outdoor work is associated with an increased risk of SCC. However, the current model needs to be refined to improve the accuracy of risk assessment and to support the development of targeted prevention interventions.
RESUMO - Introdução: A radiação solar ultravioleta (RUV) é uma das principais causas de cancro da pele, sendo o carcinoma de células escamosas (CCE) prevalente entre os trabalhadores ao ar livre, devido à exposição crónica à RUV. Apesar do aumento da incidência do CCE, os casos continuam a ser sub-registados e nem sempre são classificados como doença profissional. As diretrizes atuais para a RUV são estabelecidas para o limite de 30 J/m-2 durante 8 horas diárias. No entanto, são tanto válidas para a RUV solar como para a artificial- inespecíficas. Objetivo principal: Calcular o excesso de risco de CCE entre os trabalhadores ao ar livre, com base nas doses de RUV solar medidas. Metodologia: Foi realizado um estudo de modelação utilizando dados de um estudo que mediu a exposição à RUV entre os trabalhadores ao ar livre em Lisboa. O risco relativo de CCE foi calculado utilizando uma fórmula desenvolvida por Milon et al. Resultados e Discussão: A exposição solar à RUV foi consistentemente associada a um risco acrescido de desenvolver CCE, apresentando valores compreendidos entre 1% e 69%, em termos de dose de RUV individual. A abordagem inovadora e a relevância do estudo fornecem informações valiosas para intervenções de saúde pública destinadas a reduzir a exposição à RUV e o risco de CCE. Conclusões: O trabalho ao ar livre está associado a um risco acrescido de CCE. O modelo atualmente existente precisa de ser aperfeiçoado para melhorar a precisão da avaliação do risco e o desenvolvimento de intervenções de prevenção específicas.
RESUMO - Introdução: A radiação solar ultravioleta (RUV) é uma das principais causas de cancro da pele, sendo o carcinoma de células escamosas (CCE) prevalente entre os trabalhadores ao ar livre, devido à exposição crónica à RUV. Apesar do aumento da incidência do CCE, os casos continuam a ser sub-registados e nem sempre são classificados como doença profissional. As diretrizes atuais para a RUV são estabelecidas para o limite de 30 J/m-2 durante 8 horas diárias. No entanto, são tanto válidas para a RUV solar como para a artificial- inespecíficas. Objetivo principal: Calcular o excesso de risco de CCE entre os trabalhadores ao ar livre, com base nas doses de RUV solar medidas. Metodologia: Foi realizado um estudo de modelação utilizando dados de um estudo que mediu a exposição à RUV entre os trabalhadores ao ar livre em Lisboa. O risco relativo de CCE foi calculado utilizando uma fórmula desenvolvida por Milon et al. Resultados e Discussão: A exposição solar à RUV foi consistentemente associada a um risco acrescido de desenvolver CCE, apresentando valores compreendidos entre 1% e 69%, em termos de dose de RUV individual. A abordagem inovadora e a relevância do estudo fornecem informações valiosas para intervenções de saúde pública destinadas a reduzir a exposição à RUV e o risco de CCE. Conclusões: O trabalho ao ar livre está associado a um risco acrescido de CCE. O modelo atualmente existente precisa de ser aperfeiçoado para melhorar a precisão da avaliação do risco e o desenvolvimento de intervenções de prevenção específicas.
Descrição
Palavras-chave
Epidemiology of Occupational Exposures Epidemiology of Chronic Diseases Outdoor Workers Squamous Cell Carcinoma (SCC) Solar Ultraviolet Radiation (UVR) Epidemiologia de Exposições Ocupacionais Epidemiologia de Doenças Crónicas Trabalhadores ao ar livre Carcinoma de Células Escamosas (CCE) Radiação Solar Ultravioleta
