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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A presente dissertação tem como objetivo perceber o papel da comunicação
estratégica no contexto da luta contra o terrorismo. O terrorismo é considerado como
sendo a principal ameaça securitária contemporânea e a Organização do Atlântico Norte
(NATO) tem um papel fundamental no desenvolvimento dos esforços de combate e
prevenção dessa ameaça no seio da comunidade internacional.
As últimas décadas foram férteis em transformações que obrigaram a uma
profunda e rápida adaptação ao novo ambiente. Os media juntaram-se ao rol de atores
políticos relevantes, aqueles que têm o poder de influenciar decisões e ações,
remodelando assim a realidade. Com a internet surgem novos fenómenos como as redes
sociais que democratizam o espaço mediático e levam à desaparição das fronteiras
dando origem àquilo a que se tem chamado uma “opinião pública mundial” que exige
ser ouvida e cujo “controlo” ou “influência” é visado por entidades tais como Estados,
organizações ou empresas. Estes novos espaços de oportunidades são solo fértil para o
aparecimento de novos atores que, tomando partido do desaparecimento de fronteiras,
utilizam-nos para transmitirem a sua mensagem e lutarem eles próprios pela influência
da opinião pública. Os grupos terroristas, como a al-Qaeda, são utilizadores experientes
destes espaços.
Em suma, a nossa tese consiste em afirmar que aquilo que está em causa hoje
em dia é não só uma guerra no sentido tradicional do termo como também um conflito
de interpretações. Para fazer face a este conflito e poder ganhá-lo, o que significará
ganhar “os corações e as mentes” do público, a comunicação de organizações como a
NATO terá de ocupar um lugar cimeiro na estratégia prosseguida como esforço
fundamental para o sucesso da missão.
Neste sentido, sobretudo a partir de 2009, data da adopção do conceito pela
NATO, a comunicação estratégica tem sido debatida enquanto elemento fundamental
para o sucesso não só das missões da aliança como da própria sobrevivência da organização. O exemplo do Afeganistão (tal como o dos EUA no Iraque) abriu a porta
ao debate sobre a forma como a NATO se está a adaptar ao novo ambiente estratégico,
no qual a perceção dos públicos é um elemento fundamental para o sucesso de qualquer
missão. Na NATO, o esforço pela influência das percepções, atitudes e comportamentos
das várias audiências (domésticas, parceiras/inimigas e locais) tem ao seu dispor vários
instrumentos de comunicação coordenados de acordo com um plano elaborado sob a
alçada da comunicação estratégica.
Assim, a NATO (tal como outras organizações tradicionais) vê-se obrigada a
adotar novas abordagens adaptadas ao novo ambiente securitário e mediático e ao novo
tipo de ameaças. Essa adaptação de métodos e procedimentos obriga, por sua vez, ao
repensar da estrutura organizacional tradicional que se tornou obsoleta e desadequada à
nova realidade. Para se manter como um ator importante do plano securitário atual e
futuro, argumentamos que a aliança tem de transformar a sua estrutura tradicionalmente
hierárquica e burocratizada, a qual deverá dar lugar a uma estrutura mais flexível.
Descrição
Dissertação de Mestrado em
Ciências da Comunicação
Área de Especialização em Comunicação Estratégica
Palavras-chave
Terrorismo Comunicação estratégica Apoio popular Media Informação
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
