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O Santuário de Santa Bárbara de Padrões – uma Perspectiva Religiosa e Artística na Lusitânia dos Séculos I a III d. C.

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Resumo(s)

O presente trabalho de investigação teve como principal objectivo desvendar os mistérios do santuário de Santa Bárbara de Padrões (séculos I-III d. C.) em termos da(s) divindade(s) aí venerada(s), da origem e significado primeiro da luz votiva que resultou num depósito repleto de lucernas nas proximidades do santuário, da funcionalidade dos tanques presentes no local de culto, e dos aspectos arquitectónicos e decorativos que apresentaria o complexo religioso. Após uma análise de vários tipos de indícios – arqueológicos, etnográficos, topográficos, toponímicos, geográficos –, incluindo-se o paralelismo entre os Aranditani de Santa Bárbara de Padrões e os Vocontii do Sudeste da Gália, e das diferentes possibilidades relativamente à natureza da divindade, concluiu-se que o local de culto foi consagrado aos grandes deuses alexandrinos, havendo uma relação segura entre a toponímia do sítio – “Santa Bárbara” – e os antigos locais de culto dedicados a Ísis e Serápis. Neste contexto egipcizante, a presença de tanques no santuário estaria provavelmente ligada a uma representação artificial da enchente do Nilo, fazendo frente a um templo de estilo romano com pronaos desenvolvido sobre pódio elevado, o conjunto inserido numa área descoberta e porticado. Vários elementos arquitectónicos e decorativos com iconografia nilótica estariam presentes no santuário, para criar um ambiente que rememorava um Egipto miniaturizado. Além do principal edifício de culto, teríamos igualmente muitas outras possibilidades de construções, como capelas abrigando outras divindades; salas de mistérios, de banquete e de reunião relacionadas com os télétai; cozinhas; residências para os sacerdotes e dormitórios para os devotos; via sagrada e espaços para reunião de procissões ou celebração dos dramas sagrados; entre outros. O depósito votivo, por sua vez, localizado a 100 m dos tanques para Sul, estaria fora do recinto sagrado, mas provavelmente junto a uma porta de entrada para o temenos. Aí eram arrecadadas lucernas votivas após sua dedicação e alumiação perante a(s) divindade(s) do Nilo. A origem desta prática remontaria provavelmente até ao antigo Egipto, mais precisamente, a um eventual ritual mágico realizado diante da cella da divindade nos templos egípcios de época faraónica.

Descrição

Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em História da Arte – Área de especialização em História da Arte da Antiguidade

Palavras-chave

Santa Bárbara de Padrões Deuses alexandrinos Serapeu Iseu Tanques nilóticos Lucerna votiva Espelho votivo

Contexto Educativo

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Editora

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa

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