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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este estudo tem como principal objectivo analisar a compreensão e a produção de frases
relativas de sujeito e de objecto em crianças com défice auditivo (DA) e em crianças
com desenvolvimento típico.
O grupo de controlo foi formado por 6 crianças com desenvolvimento típico, falantes
nativos do português europeu, com idades compreendidas entre os 7;6 e os 10;00 anos.
O grupo experimental é composto por 6 crianças com deficiência auditiva congénita em
ambos os ouvidos, com idades compreendidas entre os 7;4 e os 10;10 anos O grau de
surdez varia entre severo a profundo e todas as crianças são filhas de pais ouvintes e
falantes nativos do português europeu. Todas as crianças deste grupo apresentam
acompanhamento em terapia da fala.
Para testar a compreensão e a produção das frases relativas foram utilizados testes
adaptados por Costa, Lobo, Silva e Ferreira (2008), a partir dos testes desenvolvidos por
Namma Friedmann e Rama Novogrodsky. A compreensão de orações relativas de
sujeito e de objecto foi testada através de um Teste de Identificação de Imagens. Para
testar a produção de relativas de sujeito e de objecto foi aplicado um Teste de
Preferência.
Os resultados do Teste de Identificação de Imagens sugerem uma assimetria entre as
relativas de sujeito e de objecto em ambos os grupos, com pior desempenho nas
relativas de objecto. Neste teste os resultados obtidos pelo grupo de controlo foram
sempre superiores aos resultados do grupo com DA. Os resultados do Teste de
Preferência sugerem uma assimetria entre as relativas de sujeito e de objecto em ambos
os grupos, com pior desempenho na formação de relativas de objecto. Ambos os grupos,
quando não conseguem formar relativas, optam por vias alternativas para a formação de
frases gramaticais, todavia as crianças com DA apresentam maior percentagem de frases
agramaticais, com maior recurso à formação de cópias do sintagma nominal.
As assimetrias encontradas são robustas devido à análise qualitativa realizada a cada
resposta desviante produzida pelo grupo com DA. Este tipo de análise é a única forma
de se encontrar a origem das dificuldades que as crianças com DA revelam.
Estes dados, de uma forma geral, mostram que as crianças com deficiência auditiva
apresentam uma dificuldade generalizada com estruturas sintácticas com dependência
A-barra, situação já verificada com surdos de outras línguas. De igual modo, parece
existir uma forte correlação entre a intervenção precoce, grau de surdez e a aquisição da
sintaxe.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do
grau de Mestre em Desenvolvimento e Perturbações da Linguagem na Criança – Área
de Especialização em Terapia da Fala
Palavras-chave
Orações relativas Deficiência auditiva Compreensão Produção
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa ; Escola Superior de Saúde, Instituto Politécnico de Setúbal
