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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O distanciamento linguístico e cultural dos textos bíblicos – textus receptus – requer por si só uma abordagem editorial explicitadora de ideias e conceitos com os quais o leitor comum não está familiarizado. Uma breve abordagem histórica, de enquadramento, ajudar-nos-á a perceber quando e como surgem os vários paratextos bíblicos nos seus sistemas mais básicos, como divisões numéricas dos textos em capí-tulos e versículos, títulos e perícopes, notas e glossários. O modelo da nossa análise é A Bíblia para Todos, Edição Comum, da Sociedade Bíblica de Portugal.
Numa ótica de evolução histórica, iremos também tentar perceber como as mudanças socioculturais e as novas tecnologias determinam o grafismo dos textos e os títulos e capas atribuídos ao livro sagrado, no contexto alargado do fenómeno de mas-sas iniciado com descoberta da imprensa e com a reforma da Igreja no século XVI, des-de então responsáveis pela tradução e disponibilização da Bíblia em quase todas as línguas do mundo.
As modernas traduções são feitas a pensar nos vários públicos leitores o que tem implicações ao nível da língua e dos enunciados. Os paratextos, não sendo textos canónicos, ajudam a explicitar questões do foro linguístico e cultural, sublinhando e explicando vocábulos e conceitos difíceis de entender, ou que não puderam ser explici-tamente traduzidos, porque nenhuma tradução é capaz, de por si só, abarcar todos os aspetos linguísticos e culturais de um texto.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Edição de Texto
Palavras-chave
Bíblia Paratextos Tradução Linguagem Editorial Leitor Linguístico Língua
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
