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A Influência da Rede Social Facebook na Decisão de Voto

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A rede social Facebook reúne aproximadamente mil milhões de utilizadores em todo o mundo, segundo dados oficiais da própria empresa, e é o site com o maior número de páginas visitadas, por mês, em Portugal. Candidatos eleitorais, governantes e outras entidades públicas ao nível mundial utilizam cada vez mais o Facebook para comunicar com os respectivos públicos, procurando mobilizá-los para obter o seu apoio e voto. Apesar do consenso generalizado de que esta rede social desempenha progressivamente um papel de relevo nas campanhas eleitorais, o real impacto deste novo canal de comunicação na decisão de voto permanece questionável e envolto em debate, até pela sua dificuldade de mensuração. A presente investigação colocou assim como objectivos (i) apurar se a rede social Facebook contribui para a decisão de voto dos eleitores e (ii) construir um modelo preditor desse contributo, com base num conjunto de variáveis seleccionadas da revisão da literatura. Para tal, a metodologia seleccionada consistiu na pesquisa empírica qualitativa e quantitativa, através de um inquérito por questionário e respectiva análise estatística das respostas. A amostra reúne 1214 inquiridos, tendo a sua quase totalidade conta de utilizador de Facebook, e foi obtida através de amostragem por conveniência. O estudo revelou que o Facebook não constitui um factor determinante para alterar a decisão de voto e surte um impacto limitado no que se refere ao número de eleitores e força da influência. Não obstante esta capacidade limitada, a rede social contribui para a apreciação que parte dos eleitores faz dos candidatos e reforça as convicções dos já apoiantes, pelo que se conclui que o Facebook influencia as opções eleitorais. Relativamente ao segundo objectivo estabelecido, o Modelo Preditor do Contributo do Facebook para a Decisão de Voto revelou que, quanto maior a frequência de utilização do Facebook como fonte de informação eleitoral, a importância atribuída à rede social como fonte de informação eleitoral e a actividade cívico-política dos inquiridos, por esta ordem de relevância, maior a probabilidade do Facebook contribuir para a decisão de voto dos eleitores. Demonstrou ainda que a idade e a habilitação académica superior não são factores que condicionam o contributo da rede social na tomada de decisão. Por fim, os resultados obtidos demonstraram que o Facebook de amigos, figuras públicas e opinion-makers foi uma fonte de informação considerada mais importante e consultada mais vezes, pela maioria da amostra, do que as páginas oficiais de Facebook e de Internet dos candidatos. Depreende-se que os eleitores dedicam maior atenção às mensagens transmitidas pelos elementos da sua rede de contactos, em detrimento da actividade realizada pelos candidatos. Neste contexto, sugere-se que o Facebook, pela sua disseminação pela população portuguesa e funcionalidades de interacção, poderá vir a ser utilizado para proporcionar a mobilização dos eleitores entre si, promovendo estratégias eleitorais de “campanhas de cidadão”, como a que Barack Obama realizou nas eleições presidenciais norte-americanas de 2008.

Descrição

Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Comunicação Estratégica

Palavras-chave

Facebook Redes sociais Internet Eleição Campanha eleitoral campanha online Campanha de cidadão Decisão de voto Barack Obama

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

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Editora

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa

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