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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O livro Aracne, escrito por António Franco Alexandre, começa com uma metamorfose: o sujeito poético transforma-se numa pequena aranha. Depois disso, o leitor acredita que o sujeito lírico é uma aranha que dialoga com um humano. Mas esta simples perspectiva muda quando percebemos que, de facto, a aranha não é um ser individual, independente, mas, em vez disso, apenas uma personagem poética que emerge do inconsciente do homem para o modificar, para o fazer aceitar a parte da sua personalidade que tem permanecido escondida. Através de uma relação intertextual com A Metamorfose de Franz Kafka e Metamorfoses de Ovídio, Franco Alexandre recupera o conceito que os liga, utilizando a metamorfose como mecanismo que irá permitir ao humano presente em Aracne compreender a diversidade da sua própria personalidade, de forma a conseguir encontrar a unidade que o fará completo.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Estudos Portugueses
Palavras-chave
Metamorfose Diversidade Unidade Aranha Humano
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
