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Resumo(s)

Os desenvolvimentos atuais no mundo empresarial e na economia, a nível global, devem ser encarados com uma certa preocupação. Os padrões de qualidade no governo das sociedades parecem estar a degradar-se. A desigualdade económica atingiu um ponto crítico, e prevê-se que ainda vá piorar. A inclusão dos empregados na estrutura empresarial não só de forma participativa, mas também na própria propriedade das sociedades para as quais trabalham apresenta-se como uma fonte de viragem conceptual relativamente às discussões tradicionais sobre a administração de empresas e os direitos dos trabalhadores. Empresas que implementam este modelo de gestão tendem a apresentar níveis mais elevados de produtividade, são mais resistentes contra recessões económicas, promovem uma integração significativa dos funcionários no seu local de trabalho e combatem a desigualdade económica através da partilha parcial dos lucros com os trabalhadores. Mesmo nos casos em que a participação na propriedade da empresa é reduzida e os níveis de codeterminação dos trabalhadores são baixos, alguns desses benefícios ainda se manifestam, se bem que de modo menos intenso. A presente dissertação constitui um esforço para averiguar até que ponto este novo modelo de gestão empresarial, desconhecido por muitos, tem potencial para melhorar o panorama económico atual, ou se não passa tudo de uma fantasia fracamente engendrada. Os resultados sugerem que a “employee ownership” (conceito que não foi, até hoje, adequadamente traduzido para o português) tem um enorme potencial, apesar de não ser um modelo adequado para todas as empresas. A maximização dos seus benefícios requer uma concretização estratégica complexa, mas os frutos de tal esforço revelam-se ponderosos.
The recent worldwide trends in the business world, and the economy at large, are cause for concern. Corporate governance standards are in decline and economic inequality has risen to absurd levels. People are experiencing increasing feelings of alienation. Employee ownership is not an entirely new concept; it is, however, unknown to the majority of the population, even those in the business sector. Employee-owned businesses tend to be more productive, are more resilient to negative economic shocks, promote integration in the workplace and reduce inequality by sharing profits with employees. Even companies with residual levels of employee ownership seem to outperform their traditionally run peers. The following dissertation places employee ownership under scrutiny, assessing the potential advantages and drawbacks of this business model. After analyzing a diverse body of research on the subject, the conclusion is clear: even though it is not a right fit for every business, employee ownership has incredible potential. Implementing it requires a great deal of strategic coherence in order to maximize its benefits, but if successfully executed, the positive results are undeniable.

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