Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

Validação de Métodos Analíticos em HPLC e Estudo de Degradação Forçada de um Medicamento Injetável

Utilize este identificador para referenciar este registo.
Nome:Descrição:Tamanho:Formato: 
Lindo_2019.pdf3.96 MBAdobe PDF Ver/Abrir

Resumo(s)

A indústria farmacêutica é extremamente regulamentada uma vez que o setor onde se enquadra implica elevada responsabilidade na saúde e bem-estar das pessoas. Assim, existem entidades como a Agência Europeia do Medicamento (EMA), a ICH (International Conference on Harmonization of Technical Requirements for Registration of Pharmaceuticals for Human Use) e as farmacopeias que definem e regulam os procedimentos e padrões de qualidade da indústria. O objetivo final comum destas entidades é a garantia de produção de medicamentos seguros, eficazes e de qualidade. De forma a atingir este fim, um dos requisitos delineados pela ICH é a validação de métodos analíticos, isto é, a demonstração de que são adequados para a análise de certo produto e assegurando a confiança e reprodutibilidade dos dados que produzem. O produto estudado neste trabalho é um medicamento injetável e procura-se a validação dos métodos analíticos de cromatografia líquida de alta eficiência para a identificação e quantificação do API e das suas impurezas. Os parâmetros avaliados para a validação, como definido pela ICH, são: especificidade, precisão, gama de validação, linearidade, exatidão e limite de deteção e de quantificação, quando aplicável. Adicionalmente, analisou-se a robustez do método e realizou-se a monitorização da estabilidade do medicamento, com vista a verificar a adequabilidade do método como indicador da estabilidade do produto acabado. Os métodos analíticos de doseamento e de compostos relacionados provaram ser específicos – não foi detetada interferência nos picos do analito a quantificar, precisos, exatos – teor detetado entre 94,38% a 103,23% do teor real, e lineares – coeficientes de correlação entre 0,996 e 1,000, na gama de concentrações validada, cumprindo assim os critérios de aceitação. A avaliação dos resultados do ensaio de robustez mostrou que a quantificação do doseamento da substância ativa bem como das impurezas A, B, C, D, E e F não são sensíveis a pequenas variações no fluxo, temperatura da coluna ou composição da fase móvel, tendo o maior desvio absoluto à quantificação em condições nominais sido de 3,45%. No entanto, a quantificação do isómero revelou interferência do pico de placebo em todas as alterações estudadas, apresentando um desvio mínimo absoluto de 9% quando a composição em orgânico da fase móvel era superior, e até eliminando a resolução do pico quando esta foi diminuida. A monitorização da estabilidade revelou que o API degrada aproximadamente 30% quando exposto a 80oC e a hidrólise ácida durante 24 horas, causada pela instabilidade do API a elevadas temperaturas e pH ácido. Isto acontece de forma semelhante para amostras de substância ativa e de produto acabado, implicando que a forma farmacêutica não fornece proteção extra, mas que também não promove um maior grau de degradação. A principal impureza de degradação é a impureza C, que aumenta a sua concentração na amostra em ambas as condições de degradação mencionadas, em cerca de 25%.

Descrição

Palavras-chave

validação métodos analíticos linearidade robustez monitorização da estabilidade degradações forçadas

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

Licença CC