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Orientador(es)
Resumo(s)
Os bronzes com alto teor de estanho (20-25 wt.% Sn) são usados na fundição sineira desde a antiguidade. O uso de uma liga com 4 partes de Cu para uma parte de Sn foi proposto como o mais adequado em termos de resistência mecânica e reverberação sonora já no séc. V a.C. na China Antiga. Desde então, esta tem sido a liga de eleição na fundição sineira em todo o mundo e foi denominada de bronze campanil. No presente estudo foram estudados 4 fragmentos de sinos arqueológicos de variadas localizações do território português e de períodos cronológicos distintos, entre os séc. XIII e XIX, por microscopia ótica (OM), microscopia eletrónica de varrimento (SEM) com espetroscopia de raios-X dispersiva de energia (EDS) e por micro-espetroscopia Raman, com o objetivo de caracterizar os padrões de corrosão microestrutural. Foram também analisadas duas amostras do carrilhão da Torre Sul do Palácio Nacional de Mafra permitindo a comparação das estruturas de corrosão com as dos artefactos arqueológicos. Os resultados mostraram que as amostras apresentam estruturas de vazamento com diversas estruturas de corrosão. Os diferentes padrões de corrosão foram associados à corrosão seletiva de diferentes fases metálicas e uma classificação em 4 tipos principais de corrosão de bronzes com alto teor de estanho foi proposta, sendo esta função da variação das condições de arejamento a que os objetos estiveram expostos. Esta proposta de classificação pretende contribuir para uma nova terminologia perante estes materiais e a sua corrosão, facilitando a comunicação entre cientistas de materiais, da conservação, conservadoresrestauradores, arqueometalurgistas entre outros intervenientes nos estudos do Património Cultural, contribuindo deste modo para o estudo e conservação destes importantes objetos com esta composição específica.
Descrição
Palavras-chave
Bronzes de alto estanho Corrosão Sinos
