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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Com este trabalho procuro fazer um estudo comparativo, dar voz aos
estrangeiros caboverdianos e de países emergentes da ex União Soviética a cumprir
pena no Estabelecimento Prisional da Carregueira, deixando-os falar acerca do modo
como se auto representam, representam o “outro” maioritário, num contexto
marcado por estereótipos e tentar compreender as representações e a base para o
processo de construção das relações através “dos olhos destes estrangeiros”,
ultrapassando eventuais perspectivas etnocêntricas.
A referência para este trabalho é: dois grupos constituídos por reclusos do E. P.
Carregueira, sendo o primeiro grupo constituído por caboverdianos, o segundo grupo
constituído por indivíduos proveniente de países emergentes da ex União Soviética,
que poderão ser percepcionados, de forma simultânea ou não, como categorias,
étnicas, raciais e nacionais. Pretendo saber como se auto e hetero representam face
ao “outro”? E que factores balizam a construção de tais representações, cuja génese
radica em processos de intervenção entre maioria e minoria.
Pretendo perceber quais as suas pertenças reais ou imaginadas a um grupo étnico, e a
forma como estes indivíduos constroem o “nós”, ou seja, como definem o seu “eu” e o
que pensam da sociedade portuguesa, como percepcionam o “outro” maioria?
Interessa-me, ainda analisar a forma como estes reclusos olham de fora sobre
si próprios, tentando ver-se como os outros os vêem, a fim de descortinar de que
modo uns e outros se diferenciam e se aproximam na massa prisional.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção
do grau de Mestre em Migrações, Inter-etnicidades e Transnacionalismo
Palavras-chave
Prisão Identidade Fronteira Relações Inter-étnicas
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
