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INSTAURAÇÃO DO REGIME SALAZARISTA EM CABO VERDE (1926-1939)

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Resumo(s)

O trabalho, Instauração do Salazarismo (1926 – 1939) em Cabo Verde, abrange a República, regime esperado com muita ansiedade e expetativa mas que rapidamente acabou por provocar desilusão às populações da metrópole e das colónias, o Salazarismo, período em que os cabo-verdianos passaram por maior dificuldades económicas e políticas e por último algumas medidas repressivas implementadas pelo regime, visando a sua sobrevivência. A República aguarda com muita expetativa pelas populações, extenuadas com a Monarquia, regime longo e injusto, desejavam um novo regime político que lhes garantia mais justiça, liberdade e descentralização política e económica. Porém, a esperança depositada na República, rapidamente foi defraudada e os colonizados, sobretudo cabo-verdianos, concluíram que a mesma não passava de mera ilusão. O grande desejo e objetivo - o estatuto de adjacência e igualdade de direito entre o povo da metrópole e o das ilhas, acalentado pela população do arquipélago, há muito tempo, não foram alcançados. Isto tornou-se numa enorme frustração para a população, principalmente por parte de alguns intelectuais da época. Começou o descontentamento com a República, os defensores transformaram em opositores, passando a ser vítimas do regime. Eugénio Tavares, um ilustre cabo-verdiano, tornou-se num dos maiores alvos da perseguição republicana. Foi, injustamente, aprisionado. Contudo, os principais opositores da República encontravam-se em Portugal. As constantes revoltas conduziram a sua queda, lá onde, em 5 de Outubro de 1910, foi proclamada com muita euforia e júbilo. A Ditadura Militar, implantada a partir de Maio de 1926, em Portugal, marcou uma nova viragem na política colonial portuguesa. Em Cabo Verde, embora, economicamente, não houvesse degradação económica assinalável, politicamente, houve redução considerável de liberdade civil e de imprensa. O Salazarismo, regime ditatorial e fascistas, inaugurada em Portugal com ascensão de Salazar ao poder em 1932, alterou profundamente a relação entre a metrópole e as colónias. Com a constituição de 1933 que permitiu o nascimento do Estado Novo, inaugurou-se uma nova forma de administração colonial, com o poder fortemente centralizado na metrópole. As colónias perderam a limitadíssima autonomia administrativa e financeira que detinham anteriormente. Cabo Verde, colónia portuguesa com maior dificuldade económica, assistiu o agravamento da situação no início da década 30, com repercussão nefasta para a população de todas as ilhas. A aceleração das crises, acompanhada pela clara má vontade do governo colonial em resolver os crónicos problemas dos povos das ilhas, provocou aumento de tensões sociais e revoltas contra o regime. São Vicente, onde a crise foi mais severa, transformou-se na ilha mais agitada e revoltosa do arquipélago. A revolta ‘de nhô Ambrose’ constituiu a marca mais assinalável e grave da tensão social ocorrida nesta ilha, durante a época abrangida por este trabalho. O Salazarismo, para eliminar a ação dos opositores das ilhas e permitir a instauração do regime, criou alguns instrumentos repressivos que intimidavam e dificultavam a ação dos inimigos do regime, não só em Cabo Verde, como em todas as outra colónias e na metrópole. No arquipélago, o Campo de Concentração do Tarrafal pode ser considerado o aparelho mais repressivo da ditadura salazarista, não só pelo medo provocado, mas principalmente pela crueldade e mortes que o mesmo provocou. O regime salazarista foi, de todos os regimes, o que mais penalizou os cabo-verdianos.

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Cabo Verde Estado Novo Salazar

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