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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O presente trabalho insere-se num projecto denominado “The color of the Andean Textiles”, que resulta de uma colaboração entre a Faculdade de Ciência e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL) e o Museum of Fine Arts (MFA), de Boston. Os corantes dos têxteis da cultura de Paracas, que se desenvolveu na costa Sul do Peru, entre 500 a.C. e 200 d.C., foram aqui
estudados, com destaque para os amarelos e azuis. Foram utilizadas as técnicas de cromatografia líquida de alta eficiência com detecção por vector de diodos (HPLC-DAD) e cromatografia líquida de alta resolução acopolada a espectrometria de massa (HPLC/MS) e, pela primeira vez em têxteis de
Paracas, foram utilizados métodos de extracção suaves.
Os resultados obtidos permitiram, para a maioria das amostras amarelas, identificar a flor de uma espécie andina do género Bidens como possível fonte tintureira. Nos amostras azuis foram identificados índigo e indirubina, obtidos, provavelmente, a partir da planta Indigofera suffruticosa. Foi
ainda desenvolvido um método de extracção suave para o índigo, que permitiu quantificar o estado de degradação do corante, através do seu principal produto de degradação, a isatina. Concluiu-se
que o corante índigo de Paracas apresentava alguma degradação, pois o teor de isatina encontrado na maioria das amostras variou entre 10 e 30%.
Descrição
Dissertação apresentada na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa para obtenção do grau de Mestre em Conservação e Restauro Área de Têxteis
