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Orientador(es)
Resumo(s)
Ao longo dos tempos as tabernas afirmaram-se por serem: espaços privilegiados para a manifestação da cultura popular, das ideias contra-poder e da transmissão de conhecimentos e de saberes. Mas, acima de tudo, afirmaram-se como um espaço de convívio destinado aos homens, onde o vinho era o principal produto consumido.
O consumo de álcool associado aos diversos problemas que assolavam os grupos sociais menos abastados (os principais frequentadores das tabernas) fizeram recair, sobre a taberna, pesados estigmas. “Lugares de perdição” caracterizados pela miséria, a embriaguez, a desordem, o consumo excessivo de álcool e práticas de higiene menos recomendáveis.
Porém a taberna é muito mais do que a visão redutora de um “lugar de perdição”. A taberna, apesar de ser um negócio, carrega consigo uma carga cultural e identitária que importa relevar. A taberna relaciona-se com a economia e o poder local, reflecte na sua multiplicidade estrutural (arquitectónica, económica, gastronómica e social) as influências do território em que se insere. Mas a taberna também é um espaço de produção e transmissão de memória. Assim como pode servir de pretexto à exploração da história local, porque o tema das tabernas não se esgota no espaço da taberna.
Descrição
Trabalho de Projecto apresentado para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Práticas Culturais para Municípios.
Palavras-chave
Grândola Memória Tabernas Taberneiros Vinho
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
