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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Num mercado onde dominam os grandes grupos financeiros e onde existem estratégias agressivas de concorrência, o Crédito Agrícola, enquanto sistema cooperativo e mutualista bancário criado em 1911, tem conseguido não só sobreviver como obter sucesso.
Este trabalho descreve o percurso do Crédito Agrícola desde a sua génese como projecto político, claramente alternativo à banca comercial, e a criação da legislação que o concebe de forma institucional até aos nossos dias, e procura compreender o seu crescimento e a sua readequação ao mercado e às instituições envolventes, também elas a sofrer uma enorme evolução. O capital social concretizado na sua origem, as alterações tecnológicas e organizacionais, a contenção e gestão do risco, a formação dos colaboradores e a standardização de procedimentos, são os principais factores analisados ao longo deste trabalho.
As conclusões revelam a coalescência de círculos sociais diversos e de organizações de interesse na sua origem e em momentos chave de transformação institucional; um processo recente de isomorfismo institucional, a nível interno e externo, tendente a aproximar a instituição de crédito mutualista aos padrões de legitimidade vigentes no mercado financeiro; e evidenciam um trabalho simbólico de justificação discursiva visando resolver tensões valorativas causadas por esse isomorfismo, tornando os valores mercantis comensuráveis com os valores identitários da instituição mutualista.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Sociologia, na especialidade de Sociologia Económica e das Organizações
Palavras-chave
Mutualismo Crédito Agrícola Mútuo Capital social identidade organizacional Isomorfismo institucional
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciêncais Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
