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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Carlos Lineu, biólogo e médico sueco, considerava que a única característica que
distingue o humano do animal é a capacidade de o homem se reconhecer como homem.
No contexto actual, em que se assiste à emergência de um novo homem, o cyborg,
importa regressar à questão pensada por Lineu, para compreender se este novo homem
pode ser entendido como tal.
Hans Moravec, investigador dos nossos tempos, acredita que o cyborg será capaz de
atingir o nível de raciocínio e conceptualização do homem. Assim, podemos entender o
cyborg como semelhante do homem? Se o cyborg surge como uma máquina, um objecto
desenvolvido para agir segundo ordens programadas, não estará longe da ideia que
concebemos de homem? Ideia que, exacerbada pela tradição iluminista, centra o homem na
autonomia da razão e na liberdade da vontade. Será o homem capaz de reconhecer o cyborg
como seu semelhante?
Esta é a questão que se encontra na base desta dissertação. Pretende-se discutir as
diferenças antropológicas e sociológicas que separam o homem do cyborg, de modo a
concluir que grau de semelhança podemos, apesar delas, considerar. Serão objectos de
análise filmes que se debruçam sobre a problemática, como Blade Runner, de Ridley Scott;
I, Robot, de Alex Proyas; Robocop, de Paul Verhoeven; A.I., Inteligência Artificial, de
Steven Spielberg; Surrogates, de Jonathan Mostow; Exterminador Implacável, de James
Cameron; Astro Boy, de David Bowers, inspirado na manga de Osamu Tesuka; Ghost in a shell, de Mamoru Oshii.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Ciências da Comunicação
Palavras-chave
Pós-humano Cyborg Modernidade
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
