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Independência e auto-suficiência: a política externa da República Popular da China entre 1957 e 1965

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Resumo(s)

Os primeiros anos da República Popular da China são marcados por uma procura contínua de protecção da sua soberania e integridade territorial. A política de “inclinação para um lado”, que direcciona a China Popular na órbita comunista no conflito bipolar, visa atenuar os receios chineses de uma ameaça externa, representada fundamentalmente pelos Estados Unidos, cuja presença militar na região asiática neste período é indiscutível. Com a nova direcção da política externa soviética promovida pela liderança de Khrushchev, Pequim deixa de contar, de modo inequívoco, com a protecção militar de Moscovo, assegurada pelo Tratado de Amizade, Aliança e Assistência Mútua de 1950. O governo chinês afasta-se, então, do bloco comunista como único meio de legitimação internacional e foca-se na expansão dos seus contactos internacionais de forma a preservar os seus interesses. Depois de um período em que insiste no neutralismo como vector estruturante da sua política externa, Pequim inicia uma fase proactiva e militante na condução dos seus assuntos externos, que vai desde a Conferência de Moscovo de 1957 até ao fracasso da Conferência Afro-Asiática em Argel em 1965.

Descrição

Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais

Palavras-chave

Relações internacionais República Popular da China Sistema Internacional Guerra Fria Terceiro Mundo Sudeste Asiático Conflito Sino-Soviético Descolonização em África

Contexto Educativo

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Editora

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa

Licença CC