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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A queda de Ormuz em 1622, causou ondas de choque por toda a Monarquia
Hispânica, devido à grande importância simbólica e financeira daquela praça. A reacção
portuguesa surgiu logo nos anos seguintes. Através da acção de Rui Freire de Andrade,
nomeado capitão-geral do Estreito de Ormuz, os portugueses conseguiram reequilibrar a
sua posição naquelas águas, transferindo o seu centro de actividade para a fortaleza de
Mascate e para a margem arábica do estreito. No entanto, a morte de Rui Freire em
1633, veio alterar a situação lusa, iniciando-se uma acesa disputa entre aqueles que
defendiam uma presença baseada sobretudo no comércio e os defensores da
continuidade da via militar. Entretanto as autoridades do Estado da Índia conseguiram
estabelecer acordos de paz com os persas e os ingleses, mas a ascensão omanita
aumentou a pressão sobre as praças lusas. Os omanitas aproveitaram a continuidade das
rivalidades entre portugueses, apesar das tentativas de reforma levada a cabo pelo conde
de Aveiras, para se lançar sobre as posições destes, conseguindo expulsar por completo
os portugueses da costa de Oman, em 1650. O Estado da Índia reagiu enviando algumas
armadas ao Estreito nos anos seguintes, mas estas foram incapazes de restabelecer
qualquer posição militar permanente naquelas costas.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à
obtenção do grau de Mestre em História Moderna e dos Descobrimentos
Palavras-chave
Golfo Pérsico Estado da Índia Mascate Oman
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
