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Orientador(es)
Resumo(s)
Neste trabalho de projecto, com base na apresentação de painéis cerâmicos e
num vídeo, que documenta a construção provisória dos painéis, procura‐se reflectir
sobre a vontade inerente ao Homem de estabilizar o instável, a sua vontade de forma.
Esta reflexão é feita através do cinematismo inerente às peças cerâmicas
utilizadas (o azulejo cinético).
São analisados os dados, que no nosso entendimento, parecem os mais
relevantes, sendo apresentados alguns exemplos de obras ou artistas, que nos
afiguram mais importantes neste contexto, relacionando‐se de diferentes modos com
o trabalho de projecto aqui apresentado.
O trabalho está estruturado em diversas partes:
A relação Obra / Observador / Tempo, onde nos centramos no momento de
encontro e na contemplação.
Fixar: Imagens / Tempo / Movimento, onde se analisa que a representação da
realidade foi desde sempre uma necessidade do Homem.
Obras em Movimento onde pretende dar‐se ênfase a movimentos artísticos
que cultivam também a Cultura da Experiência, obras e autores que têm trabalhado
com a relação de imagem, tempo e movimento.
A Palavra, nomeadamente a Poesia Visual, como uma das linguagens utilizadas.
O Azulejo, onde se pretende dar breve panorama do que é a história do azulejo
em Portugal e pretendendo demonstrar como estas superfícies têm ‘espelhado’ as
respectivas épocas, como que se de um material camaleónico se tratasse
As peças apresentadas, que contêm um forte eixo espacial, pois fazem parte de
uma linguagem visual, assim como de um eixo temporal, pelas suas características
‘cinéticas’. Essa temporalidade é reforçada de diferentes modos: com o uso da palavra –
que implica um tempo de leitura de um observador em movimento no espaço –, mas
também com o uso específico das palavras: passado, futuro e presente e com o uso do
próprio vídeo (anexado).
Com estas diferentes representações, em tensão, pretende‐se reforçar a
‘dúvida’, a ‘hesitação’, a ‘incerteza’ e a ‘indecisão’, que como refere Boris Groys em
‘Camaradas do Tempo’, são características da nossa época contemporânea. Uma
época que tende a prolongar a reflexão, adiando decisões e acções, queremos adiar
‘decisões’ e ‘acções’ de forma a ter mais tempo para ‘analisar’, ‘reflectir’ e ‘considerar’.
Nesta abordagem acredita‐se assim que a função da arte na contemporaneidade não é
a de dar respostas, mas antes a de levantar questões, desestabilizar certezas e gerar
discussões.
Descrição
Trabalho de Projecto apresentado para cumprimento dos requisitos necessários à
obtenção do grau de Mestre em Ciências da Comunicação
Palavras-chave
Palavra Azulejo Vídeo Cinético Imagem Observador Tempo Movimento
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
