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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este trabalho procura interpretar a situação da mão de obra no setor sucroalcooleiro (cana-deaçúcar,
açúcar, álcool, etanol, energia elétrica e subprodutos) no Brasil, entre 1990 e 2010. O
agronegócio é analisado sob a dinâmica da globalização, cuja relação capital-trabalho evidencia o
emprego temporário, envolvendo 150 mil cortadores de cana, a serviço da agroindústria canavieira,
concentrados nas regiões Sudeste, Centro-Sul e Nordeste. O impacto do Programa Nacional do
Álcool (Proálcool), de 1975, consolidou a intervenção estatal, reduziu a dependência do País quanto
ao petróleo importado, e desenvolveu carros a álcool e bicombustível. Em conseqüência, cidades do
interior de São Paulo sofreram impacto na geração de renda devido à produção da cana-de-açúcar
energética, fato que se repetiu nos estados do Centro-Sul (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,
Paraná). Quanto à expansão do capital, o setor sucroalcooleiro impactou 1.139 municípios versus
196 do setor de petróleo e indústria de derivados (em São Paulo, 420 municípios versus 38). Em
1999, a desregulamentação da agroindústria canavieira afetou as relações entre produtores de cana,
usinas, destilarias, distribuidoras de combustível, consumidores de açúcar, álcool e etanol.
Resultado: a formação de preços alterou a venda de produtos; e o trabalho apresentou renda
desigual devido às transformações produtivas na agropecuária sobre salário e emprego. Milhares de
trabalhadores migram espontaneamente para São Paulo para o corte manual da cana durante as
safras. Mas, por parte do governo, inexiste um programa de recolocação profissional, treinamento e
capacitação dessa mão de obra. Para o sindicato dos trabalhadores, a queima da palha da cana é
indispensável, pois reduz a folhagem, elimina animais peçonhentos, diminui o risco de acidentes, e
assegura maior rendimento na colheita: 6 toneladas médias diárias. Porém, o corte manual da cana
tem seus dias contados: em São Paulo, até 2017, a colheita será 100% mecanizada. Isto implica
desemprego para milhares de cortadores de cana, a maioria analfabeta ou com baixa escolaridade..
Na perspectiva do capital, o álcool e o etanol, combustíveis renováveis e menos poluentes que a
gasolina, são alternativas aos países desenvolvidos, ciosos em reduzir suas emissões de carbono.
Isto propicia uma oportunidade para o Brasil devido à sua competitividade e disponibilidade de
terras.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Globalização e Ambiente
Palavras-chave
Setor sucroalcooleiro Globalização e agronegócio Tabalho temporário Queima da cana Colheita mecanizada
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
