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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Era eu ainda estudante de arquitectura e dei por mim a conceber os projectos, como se de
um corpo de um bailarino se tratasse. A minha relação com a dança sempre foi muito intensa e o
mote para as minhas viagens era sempre ir assistir a uma peça de dança específica. A essas viagens
deve-se o facto de, por exemplo, já ter assistido a quase todas as coreografias da companhia
de Trisha Brown. Pensar em gestos do corpo humano, na sua anatomia, e principalmente nos
seus movimentos tornou-se um acto imediato, e muitas vezes inconsciente, quando estou a projectar
obras de arquitectura. Por outro lado, o meu interesse por filosofia levou-me a entrar no
mestrado cuja tese aqui resumo. Logo de início percebi que através do estudo da filosofia e da
estética poderia compreender melhor a relação que sempre estabeleci entre as disciplinas de arquitectura
e da dança. Pensar no corpo enquanto faço arquitectura, leva-me sempre a relacionar
as articulações de um membro quando tenho necessidade de “mudar de direcção” na forma da
arquitectura, a relacionar os dedos ou o modo como o corpo humano toca no seu exterior com o
modo como uma obra de arquitectura deve terminar e poderia enumerar imensas outras semelhantes
relações. O corpo da arquitectura tornou-se para mim uma evidência, e encontrar uma
arquitectura que possa dançar um desafio permanente.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção
do grau de Mestre em Filosofia Estética
Palavras-chave
Arquitectura Dança Corpo Movimento Ritmo
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
