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Orientador(es)
Resumo(s)
Esta dissertação procurou pensar a política de colonização interna do Estado
Novo como parte de um projecto mais lato de racionalização do território em relação à
sua população, fundado num saber técnico-científico, através da promoção estatal de
uma reestruturação fundiária, uma intensificação cultural e uma engenharia social que
possibilitaria, simultaneamente, uma optimização dos recursos naturais e das
populações. A política de colonização interna parece ter correspondido, por um lado, a
um desejado aumento da produção e da produtividade agrícolas, inserindo-as dentro de
um projecto de modernização da agricultura, e, por outro, à promoção das condições de
vida e da pacificação política das populações rurais (especialmente, do Sul do país).
Através do confronto entre o discurso político-jurídico e o discurso técnicocientífico
e as práticas institucionais da Junta de Colonização Interna pretendeu-se
estudar, por um lado, a colonização interna enquanto proposta social para o “problema
populacional” do mundo rural e, por outro, estudar o modelo social dos projectos
colonizadores. Entre o projecto social civilizador estabelecido para os baldios do Norte
do país, e o projecto social desproletarizador/ recampesinador proposto para as grandes
propriedades do Sul do país, a política de colonização interna estado-novista tentou,
através das colónias agrícolas, produzir proprietários cujas condições de vida e “apego
à terra” funcionassem como sustentáculo de uma nova ordem social em consonância
com o regime político.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do
grau de Mestre em História Contemporânea
Palavras-chave
Estado Novo Sociedade Rural Política Agrária Reforma Agrária Colónias Agrícolas Colonização Interna
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
