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Radiomarcação de dendrímeros de poliureia e síntese de sondas fluorescentes para teranóstica do cancro

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Resumo(s)

O cancro do ovário é a doença mais letal do aparelho reprodutor feminino representando cerca de 4% das doenças malignas diagnosticadas na mulher. Em Portugal, em 2018, foram diagnosticados 574 novos casos e registadas 412 mortes. No presente trabalho foram adotadas estratégias de reconhecimento molecular tendo como alvos o recetor do folato (FR-) e proteínas de membrana, glicosiladas, usando dendrímeros de poliureia funcionalizados com ácido fólico (PURE-FA) e sondas fluorescentes com emissão no infravermelho próximo (esquaraínas), respetivamente. Da síntese de esquaraínas, foi selecionada uma sonda bifuncionalizada com ácidos borónicos (SQ-BA), com uma cor azul e emissão a 724 nm. A radiomarcação de SQ-BA com iodo-125 foi investigada usando vários métodos, tendo-se verificado que a radioiodação mediada por agentes oxidantes não é adequada, sendo o método mais promissor a radiomarcação mediada por cobre. O dendrímero de poliureia de quarta geração funcionalizado com ácido fólico foi radiomarcado com tecnécio-99m (99mTc-PUREG4-FA) com elevado rendimento (90%) e sem recurso ao uso de ligandos. Nos ensaios preliminares de captação celular e internalização celular de 99mTc-PUREG4-FA, usando uma linha celular de cancro do ovário (OVCAR8,) verificou-se uma baixa internalização (9.1%, 4 horas) relativamente ao controlo (99mTc-PUREG4, 27.7%, 2 horas).

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Palavras-chave

nanoteranóstica reconhecimento molecular cancro do ovário dendrímeros de poliureia esquaraínas radiosótopos

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