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Revista de História da Arte (2018) N.º 13

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  • Entrevista com Leonardo Lippolis
    Publication . Conceição, Margarida Tavares da; Araújo, Renata
  • Revista de História da Arte
    Publication . Leal, Joana Cunha; Curvelo, Alexandra; Brito Alves, Margarida; Flor, Pedro
  • El dibujante ingeniero al servicio de la monarquía hispánica. Siglos XVI-XVIII
    Publication . Pereira, Daniela Nunes
    El dibujante ingeniero al servicio de la monarquía hispânica, Siglos XVI -XVIII (DIMH)1 , resulta de um projecto de investigação, financiado pelo Ministério de Economia e Competitividade do Governo Espanhol, coordenado por Alicia Cámara Muñoz, Professora Catedrática de História da Arte da UNED, especialista de referência nos temas da arquitectura e da engenharia militar. Esta obra, disponível para consulta online e também com uma edição em inglês, foi publicada pela Fundação Juanelo Turriano, criada em 1987 com o propósito de investigar e publicar estudos no âmbito da história da ciência e da tecnologia. O livro está dividido em quatro secções: “Ingenieros vs. Arquitectos”; “El proyecto dibujado”; “Describir las fronteras”; “Usos y formas de difusión” e “Las Humanidades Digitales en el proyecto DIMH”, muito embora a presente recensão não acompanhe esta organização. O tema central é o desenho militar, a sua idealização teórica e processual ao longo dos séculos XVI -XVIII. Durante este período, o desenho foi um dos principais instrumentos da monarquia espanhola para conhecer, comunicar, controlar e defender o seu território, papel desempenhado pelos melhores arquitectos e engenheiros, quase sempre de origem italiana.
  • A relação de duas novas ruas com duas antigas defesas (do Porto)
    Publication . De Salis Amaral, Filipe
    O “período almadino” foi para o Porto um dos mais marcantes pelo que significou na renovação do velho burgo e na configuração da nova cidade. No conjunto das operações urbanas, a Rua de São João e a Calçada dos Clérigos foram duas vias de referência, em parte análogas e em parte distintas. Respectivamente, formam com outras vias o “grande eixo norte/sul” (Nonell 2002) e o novo eixo nascente/poente. Uma e outra têm particulares relações com as antigas defesas da cidade: a “cerca velha” e a muralha gótica. Pela composição e desenho de fachadas, a Junta de Obras Públicas (JOP) procurou conciliar duas realidades antagónicas: a morfologia urbana medieval, compacta, densa e fechada – inscrita nas linhas de defesa – e a nova ideia iluminista de cidade, regular, aberta, mas também (algo) subjugadora. O tempo acabou por evidenciar nestas duas ruas contemporâneas, pensadas e executadas com base nos mesmos princípios, edificações e composições únicas.
  • The soldier, the king, the gardener and the tourist: how the castle, fortifications and walls of Nizza/Nice became a touristic site (1821-1888)
    Publication . Pace, Sergio
    O mais importante porto do ducado de Sabóia (1388-1720) e do reino da Sardenha (1720-1860) no Mediterrâneo, Nizza Marittima – a Nice francesa, depois de 1860 – era um assentamento defendido de maneira sofisticada: a partir de uma colina proeminente o castelo dominava a baía, enquanto uma linha de imponentes muralhas cercava a cidade triangular fortificada. Em 1706, o castelo foi destruído em definitivo: gradualmente, todo o sistema de fortificações começou a ser considerado uma relíquia antiquada do passado. Enquanto isso, um número crescente de turistas estrangeiros começou a desfrutar da suavidade do clima na costa, durante o Inverno. Um século depois, o castelo não passava de um amontoado inútil de ruínas, enquanto as muralhas não eram mais do que um obstáculo ao crescimento da nova Nizza. Assim, desde a década de 1820, a área do morro foi transformada num jardim luxuoso, permitindo desfrutar o maravilhoso panorama de 360°. Inesperadamente, em 1860, o turista já tinha substituído vitoriosamente o soldado.
  • Building and dismantling the stronghold of Corfu in the span of three centuries
    Publication . Zucconi, Guido
    Do século XVI ao século XIX, desde a era da ameaça otomana até ao tempo da Pax Britannica no Mar Mediterrâneo, esta é a história da cidade-fortaleza jónica de Corfu. Tudo começou com o processo de construção da mais poderosa “fortezza alla moderna”, o que significava criar um sistema de defesa capaz de lidar, ao mesmo tempo, com um ataque turco e com as novas armas de fogo. Um projecto tão ambicioso que envolveu os melhores especialistas neste campo, engendrando também a ideia de criar em Corfu uma escola dedicada à engenharia militar. Após o colapso da Serenissima (1797) e ainda mais depois do fim das guerras napoleónicas (1815), a máquina de guerra jónica começou, no entanto, a ser considerada sob uma diferente perspectiva: como um conjunto inútil e pesado de obras defensivas que tinha de ser em parte demolido, em parte transformado em usos civis e ainda em parte mantido de pé, principalmente para justificar a presença de uma notável guarnição militar.
  • La imagen versátil de la ciudad fortificada. Cartografia fantaseada hispánica en los siglos XVI-XVIII
    Publication . Muñoz Corbalán, Juan Miguel
    Os mecanismos de representação da cidade e do seu território imediato em termos estratégicos e poliorcéticos manifestaram um progressivo desenvolvimento na época moderna. Os procedimentos gráficos, tanto técnicos como artísticos, foram concretizando os seus objectivos com o fim de oferecer o maior nível de informação correcta que permitisse obter uma eficaz funcionalidade militar. O rigor do material representado não foi, em determinadas ocasiões, paralelo aos objectivos pretendidos, dando lugar a cartografias imaginadas e sem utilidade para a finalidade que as motivou. Os mapas, planos e desenhos executados por engenheiros militares e por outros responsáveis por imprimir esta cartografia mostram os diferentes critérios e as diversas necessidades na hora de ordenar e fazer tais representações urbanas e territoriais. As inércias no desenho cartográfico entre os séculos XVI e XVII plasmaram as diversas sensibilidades e atitudes científicas e técnicas nas mãos dos desenhadores, que produziram um material indispensável para a consolidação dos estados modernos europeus e das colónias de além-mar.
  • Count P. Shuvalov’s 1760 Instruction on designing fortresses on defensive lines in East Siberia: between prescription and flexibility
    Publication . Shemelina, Daria
    Este trabalho apresenta os resultados do estudo da Instrução sobre a criação das linhas defensivas de Nerchinskaya e Selenginskaya na Sibéria Oriental, um conjunto único de documentos (texto e desenhos com projectos-tipo de fortalezas) conservados no Rossiyskiy Gosudarstvenniy Arhiv Drevnih Aktov (RGADA, Moscovo). A Instrução era dirigida aos engenheiros destacados para identificar as áreas adequadas para as fortalezas e elaborar os respectivos projectos. O documento foi criado em 1760 pelo general Feldzeugmeister Conde Petr Shuvalov. A distância de Shuvalov, afastado dos locais de construção em milhares de quilómetros, fez com que ele fornecesse aos engenheiros directrizes rígidas para a criação das linhas de fortificação. Mas a incerteza total sobre o que poderia ser enfrentado pelos engenheiros na Sibéria Oriental, bem como os desafios colocados ao desenvolvimento urbano dos territórios próximos das futuras fortalezas, exigiam que Shuvalov fosse também flexível. Assim, esses objectivos e factores obrigaram o autor da Instrução ao equilíbrio entre prescrição e flexibilidade.
  • Paisages urbanos modernos de la frontera galaico-portuguesa. La fortificación de las villas y ciudades en el siglo XVIII
    Publication . Blanco-Rotea, Rebeca
    A fronteira hispano-portuguesa desenhou-se ao longo dos séculos XII e XIII, ficando praticamente configurada desde 1297 com o Tratado de Alcanizes. Na parte galaicoportuguesa a estrutura fronteiriça articulava-se em torno de vários núcleos urbanos situados em cada lado da raia, onde existisse um passo fluvial que coincidisse com uma via histórica de atravessamento. Estes núcleos contavam com um tipo de defesa cujos modelos teóricos correspondiam à arte militar medieval, insuficiente para proteger estas povoações quando estalou a Guerra da Restauração em 1640. Nesse momento iniciou-se uma importante reforma das cidades e sua envolvente, cujo objectivo era assegurar a protecção e construir uma defesa exterior que impedisse o exército adversário de penetrar na cidade. Apresenta-se uma metodologia arqueológica desenvolvida para a identificação, catalogação e estudo deste tipo de defesas, assim como para a compreensão das paisagens urbanas fortificadas.
  • Goa, uma perspectiva territorial de defesa (1510-1660)
    Publication . Lopes, Nuno; Rodrigues, Vítor
    Identificada a importância de Goa no contexto político-militar do subcontinente indiano, assim como a necessidade de dotar o recém-criado Estado da Índia de uma praça com um hinterland significativo, Afonso de Albuquerque decidiu-se, em 1510, pela sua conquista. Vinte anos depois, Goa é elevada a capital, consolidando-se e cimentando-se uma estratégia de ocupação territorial. Entre o pragmatismo e a tratadística, desenvolveu-se um sistema defensivo em crescimento concêntrico e gradual, transformando-se Goa na principal peça de afirmação da Coroa Portuguesa como principal potência naval do Índico no século XVI. É proposta uma leitura do antigo sistema defensivo, hoje a memória da construção de um território, de uma comunidade com a sua identidade, correspondendo a um conjunto integrado de bens com valor patrimonial. A sua legibilidade é, por isso, determinante para a identificação da especificidade de Goa no contexto da Ásia do Sul, com o desenho a assumir-se como ferramenta fundamental de investigação.