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Sinais multiformes de identidade

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Resumo(s)

Durante o século XIV alguns indivíduos das elites urbanas de Lisboa preocuparam-se com as suas memórias póstumas, mandando, para tal, erguer túmulos monumentais, lápides decoradas ou, ainda, capelas funerárias de maior ou menor imponência. Não obstante ser percetível, através de alguma documentação que chegou até nós, a existência de uma noção de pertença a um grupo social diferente e poderoso por parte destes homens e mulheres, a verdade é que as suas escolhas de âmbito funerário desenvolvem-se na senda do que a nobreza já habitualmente fazia, em especial no que se refere às iconografias dos jacentes e da decoração das arcas tumulares. Em quase nada se distinguem das opções iconográficas da nobreza portuguesa desses tempos e dos tempos anteriores, em especial os indivíduos que escolheram a Catedral de Lisboa para lugar de repouso eterno, à excepção dos conteúdos das epígrafes que os acompanham e que os referem como “cidadãos de Lisboa”. Neste momento, e face ao surgimento, nos últimos anos, de vários estudos sobre as elites urbanas, assim como diferentes questões que captaram a minha atenção relativamente aos seus sepulcros, julgo que estes merecem ser revisitados, repensados e reapresentados neste breve estudo.

Descrição

UID/HIS/00749/2013 SFRH/BD/101022/201

Palavras-chave

Túmulo medieval Lápide medieval Elites urbanas Capela funerária Catedral de Lisboa

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IEM - Instituto de Estudos Medievais / Câmara Municipal de Castelo de Vide

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