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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Pela primeira vez na história da Índia surgem as primeiras obras escritas a partir do
século VI a.C. Com estes textos, pode-se fazer um retrato sobre, se bem que superficial,
da situação política e económica do Subcontinente entre os séculos VI a.C. e III a.C. A
emergência de novas “religiões” no Subcontinente, como o Budismo e o Jainismo
acabou por contribuir para a diversificação das fontes, se bem que se tenha que realçar o
facto, da análise do seu conteúdo ter que se feita de forma rigorosa e crítica, já que
frequentemente acabam por realçar em demasia a sua importância em relação aos
textos/ideias das religiões que competem por ganhar o maior número de crentes
possível. A nível de exemplo, aparece por exemplo que determinado rei de sítio x teria
se tornado crente ou protetor dessa religião, só que quando se vai analisar um texto de
outro credo, aparece a menção a esse mesmo soberano, só que protege outra. É o caso
de Ajatasatru, que aparece como protetor de uns e de outros tanto nos sutras budistas,
como nos jainas.
Apesar das condicionantes mencionadas anteriormente, com a informação contida
nas fontes escritas da época (VI e IV a.C.), pode-se concluir que o Norte da Índia, no
século VI a.C. estava dividido em 16 mahajanapadas, que poderiam ser governadas por
um rei de origem xátria (era apoiado pela casta sacerdotal) ou por uma confederação de
xátrias. Essas formações políticas competiam por território e recursos, o que fazia com
que entrassem frequentemente em guerra entre si. Também eram feitas alianças, através
de matrimónios entre príncipes de diferentes famílias, com o objetivo de conquistar ou
defender-se de rivais comuns ou mais fortes.
No meio da planície gangética, encontrava-se um pequeno reino, Magadha. Não se
sabe as origens deste reino, a não ser das referências a dinastias lendárias que
eventualmente teriam governado o território. A importância de Magadha no panorama
político do Norte da Índia muda com a ascensão de uma nova dinastia, a Harianka, e
especialmente a partir da governação de Bimbisara (558 a.C. – 491 a.C.). Com recurso a
uma hábil política diplomática, o soberano de Magadha consegue expandir a influência
do seu reino. Mais importante ainda é que Bimbisara acabou por ser a implementar de
um sistema político que atingiria o seu apogeu durante a dinastia mauria, dois séculos e
meio após a sua governação.
Descrição
Palavras-chave
Império Mauria Magadha Ideologia imperial
