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Validação de Técnicas de Limpeza de Equipamentos de Amostragem na Indústria Farmacêutica

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Resumo(s)

Uma das complexidades principiais da indústria farmacêutica prende-se com a existência de contaminação cruzada sobretudo devido à sua dificuldade de monitorização. É por este motivo que são engendrados esforços por parte das indústrias no sentido de identificar e minimizar todos as fontes que possam constituir um elevado risco de contaminação. Na Companhia Industrial de Produção de Antibióticos S.A. – Cipan, a validação de limpeza dos equipamentos encontra-se em constante decurso, pelo que a técnica de limpeza dos equipamentos de amostragem necessita igualmente validação especialmente devido ao grau de utilização destes materiais. Este trabalho visou a validação de limpeza dos equipamentos de amostragem da Cipan. Os passos seguidos para o processamento do presente objecto de estudo foram similares aos efectuados para outro tipo de validação de limpeza (análise de risco, escolha dos piores casos em limpeza, cálculo de limites de aceitação, recolha de amostras para análise (swab de pontos críticos e rinse de equipamentos) e a execução das análises necessárias à validação (TOC e HPLC)). Foram analisados amostradores de maior e menor porte, espátulas e colheres (ambas de menor porte), e pipetas de maior porte, no sector de armazenamento de matérias-primas. Para o sector das TNE (Transformações Não-Estéreis), analisaram-se amostradores de 1 e 2 câmaras. Efectuaram-se também estudos no sentido de se perceber como seria o comportamento da instrumentação de TOC face a amostras de águas de lavagem que possuíssem na sua constituição resíduos de detergente utilizado para a lavagem dos equipamentos, estudando-se também a linearidade de resultados obtidos por gamas de valores (cada uma composta por 5 amostras). Para a primeira gama não foram efectuadas análises já que esta se encontrou abaixo do limite de detecção da instrumentação utilizada. Para a segunda gama obtiveram-se os valores de 976,66 ppb; 4654,16 ppb; 8792,36 ppb; 10804,36 ppb e 14423,36 ppb em termos de resultados de TOC. Para a terceira – e última – gama de valores obtiveram-se, em termos de teor de carbono orgânico, 33992,95 ppb; 42300,95 ppb; 47894,95 ppb; 57169,95 ppb e 81259,95 ppb. No sector de armazenamento, recolheram-se 3 amostras por swabbing de amostradores de menor porte previamente sujos com Cloridrato de Tetraciclina e os resultados da análise por HPLC revelaram quantidades abaixo do limite de detecção em dois casos, sendo que noutro caso obtiveram-se 2,9 ppm de resíduo deste composto após o procedimento de lavagem. As análises à amostra do swab do amostrador de maior porte revelaram a presença de 58 ppm de Cloridrato de Tetraciclina após a execução da técnica de lavagem.Para a colher de menor porte obtiveram-se valores abaixo do limite de detecção nos swabs utilizados nos dois pontos críticos deste instrumento, cenário que foi repetido para o caso das espátulas de menor porte. Ainda no sector de armazenamento, as análises de TOC efectuadas às 5 amostras de águas de lavagem (rinse) das pipetas de maior porte utilizadas em Trietilamina revelaram um teor em carbono orgânico de 0,90 ppm; 0,70 ppm; 9,86 ppm e 8,92 ppm (em dois dos casos), ao passo que para o mesmo tipo de amostras em pipetas utilizadas em L-Lisina resultaram em 35,66 ppm; 39,06 ppm; 35,79 ppm; 30,69 ppm e 31,18 ppm em teor de carbono orgânico por cada amostra. O procedimento de swabbing aos pontos críticos de amostradores de 1 e 2 câmaras (do sector das TNE’s) utilizados na amostragem de Limeciclina traduziram-se em resultados ora inferiores ao limite de detecção, ora inferiores ao limite de quantificação da metodologia de HPLC. Para o amostrador de 2 câmaras utilizado para a amostragem de Cloridrato de Tetraciclina, obtiveram-se os valores de 1,4 ppm; 4,3 ppm; 8,6 ppm; 2,1 ppm e 3,8 ppm na análise de swabs por HPLC. A comparação de resultados permitiu chegar à conclusão de que a técnica de limpeza aplicada aos equipamentos do sector de armazenamento é apenas válida para os amostradores de matérias-primas sólidas, necessitando de adaptações para o caso dos amostradores de matériasprimas líquidas (onde se revelou não válida). Para o sector das TNE, a técnica de lavagem revelou ser válida para a limpeza dos materiais utilizados nesta subunidade fabril. Os resultados obtidos neste estudo serão assim essenciais para a tomada de medidas por parte da empresa no sentido de adaptar e de revalidar as técnicas em questão, pois só assim será possível garantir uma técnica de lavagem em conformidade com os padrões de validação escolhidos.

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validação de limpeza lavagem indústria farmacêutica amostradores equipamentos TOC

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