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A terra sigillata hispânica da necrópole noroeste de Olisipo inclui vasos lisos e decorados, alguns dos quais com marca de oleiro. Estão representadas formas dos centros produtores de Peñaflor, Los Villares de Andújar e La Rioja, bem como de centros abastecedores de terra sigillata hispânica tardia, que abrangem um âmbito cronológico que se prolonga entre meados do século I d.C. e inícios do VI.
Da análise do conjunto é possível concluir a baixa representatividade das produções hispânicas em comparação com as produções sud-gálicas e africanas claras, decorrente da forte concorrência que estas exerciam nos mercados peninsulares. Mesmo assim, é de destacar a presença das produções precoces, como as de tipo Peñaflor, ou a terra sigillata hispânica tardia. Do conjunto das produções alto-imperiais é de salientar o predomínio das importações de La Rioja, a preferência pelos produtos de época flávia e a grande variedade formal.
Olisipo teria, na Lusitânia ocidental, um papel como centro redistribuidor destas produções, à semelhança de Emerita Augusta, reforçando a importância das comunicações marítimas sobre as terrestres durante o império romano. O predomínio de produções de terra sigillata hispânica tardia no norte e interior peninsular indica que o aprovisionamento de Olisipo durante os séculos III ao V também se realizou por via terrestre.
Descrição
DISSERTAÇÃO APRESENTADA PARA CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS À OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM ARQUEOLOGIA
Palavras-chave
Praça da Figueira Necrópole Olisipo Terra sigillata hispânica
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
