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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Palmela, mercê do seu estatuto de sede da Ordem Militar de Santiago, viu a sua malha
urbana ser claramente influenciada pelo poder hegemónico da milícia. Na mesma
medida, dispunha de um vasto património rural – de cujas tributações fiscais a Ordem
adquiria grande riqueza – que lhe permitia afirmar-se como vila abastecedora da região
inter-estuarina Tejo-Sado. Com uma maioria de gente ligada à agricultura, Palmela
possuía também uma significativa pujança comercial, confirmada pelo considerável
número de indivíduos ligados aos mesteres e pela existência de vários rossios
destinados às trocas comerciais. Por outro lado, ao nível das práticas religiosas, observase
um controlo das mesmas por parte da Ordem de Santiago, sendo que esta procurava
monopolizar a praxis cultual, controlando, inclusive, os clérigos de outras Ordens. Em
suma, procurámos redesenhar a vila de Palmela, à luz do códice da visitação da Ordem
de Santiago de 1510, tanto ao nível do seu espaço físico como das suas gentes e das
respectivas práticas quotidianas, uma comenda que, em finais da Idade Média, era
claramente controlada pelo poder centralizador da Ordem quer ao nível político, quer
económico ou mesmo social.
Descrição
Dissertação de Mestrado em História Medieval
Palavras-chave
Palmela Ordem de Santiago Paisagens Antroponímia Práticas de religiosidade
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
