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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Em Portugal, as recentes tendências das políticas educativas apontam para uma
alteração do modo de regulação do ensino, da concepção de educação e das definições
normativas de algumas relações entre intervenientes escolares. Com efeito, as medidas
de descentralização e autonomia contrastam com a concepção de “Estado Educador” e a
ideia de uma escola pública como extensão da administração central do modelo
anteriormente em vigor.
A reflexão sobre estas alterações, os seus significados e implicações constituiuse
como o eixo norteador deste trabalho, sendo que esse exercício se realizou tendo por
referência a Lei de Bases do Sistema Educativo (1986) e a chamada “reforma” que daí
decorreu: tratou-se, no fundo, de entender até que ponto tais orientações reflectem uma
alteração profunda do modo de ver a escola, sabendo que além de alterarem
normativamente alguns papéis dos intervenientes escolares, elas traçam o quadro de
constrangimentos e possibilidades das escolas e dos seus actores.
Esse enquadramento jurídico-normativo apela nomeadamente a um modelo de
organização escolar inserido e construído de acordo com o contexto local em que se
inscreve. Com efeito, os documentos legais atribuíram à escola o dever e
responsabilidade de se relacionar com mais intensidade e proximidade com a
comunidade circundante (enquanto conjunto de instituições, entidades e recursos do
meio local), tanto na identificação e partilha de objectivos e valores comuns, como na
mobilização estratégica de recursos para colmatar insuficiências ou potenciar
oportunidades oferecidas pelo meio.
A relação escola/ comunidade constituiu assim o nosso enfoque particular no
âmbito das alterações introduzidas pela “reforma educativa”. Mais precisamente,
optámos por centrar o nosso ponto de vista nas representações e práticas de professores
e directores escolares no que diz respeito à sua relação com a comunidade, tendo por
objecto trinta e cinco agrupamentos ou escolas de cinco Concelhos do país que integram
o Projecto ESCXEL – Rede de Escolas de Excelência.
Reconhecendo a importância deste nível de análise meso nas análises
sociológicas, procurámos abordar esta problemática recorrendo ao conceito de capital
social. Isto porque considerámos importante não só a identificação das representações e
práticas desses actores, como também a aferição da utilidade e sentido dessas ligações
com a comunidade. Equacionada nestes termos, esta questão encontra no conceito
acima referido uma ferramenta de grande utilidade para a sua compreensão e
explicação, nomeadamente se considerarmos os contributos da perspectiva das redes
sociais, que focam a instrumentalidade, a capacidade de mobilização e apropriação dos
recursos inerentes a uma rede de relações sociais.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à
obtenção do grau de Mestre em Sociologia
Palavras-chave
descentralização autonomia escola/ comunidade capital social projecto educativo
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
