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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
ABSTRACT -
BACKGROUND
The EU Directive on cross-border healthcare clarified the entitlements of EU citizens to
medical care in other EU Member states. However, little is known about whether EU
citizens have been travelling or are willing to travel to receive medical care. The aim of
this study was to measure the determinants of cross-border patient mobility and
willingness to travel to receive medical care in the EU, before and after the adoption of
the Directive.
METHODS
We used individual data from the Eurobarometer 210 (2007) and 425 (2014). In the two
years, 54,384 EU citizens were randomly selected for telephone and face-to-face
interviews. We performed a logistic regression on the cross-border patient mobility and
willingness to travel to other EU countries to use healthcare services as a function of
the year (2007 or 2014), adjusting for age, gender, education, self perceived health
(SPH), and country size.
RESULTS
In 2007, 3.3% of citizens reported cross-border mobility, and 4.6% in 2014. The odds of
cross-border patients’ mobility was 15% higher in 2014, compared to 2007 (OR 1.15,
95%CI 1.05-1.26, p<.001). In addition, mobility was 15% higher in males (OR 1.15,
95%CI 1.05-1.3, p<0.001) and 20% amongst the more educated (OR 1.2, 95%CI 1.1-
1.3, p<.001). However, the odds decreased with age (OR 0.9 per decade, 95%CI 0.84-
0.92, p<.001), bad and very bad SPH, and country size. In 2014 the willingness to
travel decreased by 22% compared to 2007. The other determinants of willingness to
travel, namely gender, age, education, SHP, and country size, had a similar effect as in
the cross-border mobility model.
CONCLUSIONS
Cross-border patient mobility and willingness to travel are more likely amongst
younger, more educated, and healthier patients from smaller countries. The 2011
directive does not seem to have promoted mobility at a large scale among the neediest
citizens.
RESUMO - INTRODUÇÃO A diretiva da União Europeia (UE) referente ao exercício dos direitos dos pacientes em cuidados de saúde transfronteiriços clarificou os direitos dos cidadãos da UE. No entanto, pouco se sabe sobre a mobilidade transfronteiriça dos pacientes e a vontade de viajar para receber cuidados médicos. Desse modo, pretendemos estudar os determinantes da mobilidade transfronteiriça dos pacientes e a vontade de viajar para receber cuidados médicos na UE, especialmente após a adoção da diretiva. MÉTODOS Utilizamos dados do Eurobarómetro 210 (2007) e 425 (2014). Nos dois anos 54.384 cidadãos da UE foram selecionados aleatoriamente para entrevistas telefónicas e pessoalmente. Aplicámos uma regressão logística à mobilidade transfronteiriça dos pacientes e a vontade de viajar para usar os serviços de saúde noutros países da EU em função do ano (2007 ou 2014), idade, sexo, educação, saúde auto-reportada e tamanho do país. RESULTADOS Em 2007, 3,3% dos cidadãos relataram mobilidade transfronteiriça aumentando para 4,6% em 2014. A probabilidade de mobilidade transfronteiriça dos pacientes foi 15% maior em 2014, em comparação com 2007 (OR 1,15, IC 95% 1,05-1,26, p <.001). Além disso, a mobilidade foi 15% maior em homens (OR 1,15, IC 95% 1,05-1,3, p <0,001) e 20% em níveis mais elevados de educação (OR 1,2, 95% CI 1.1-1,3, p <0,001). No entanto, a probabilidade diminuí com a idade (OR 0,9 por década, IC 95% 0,84-0,92, p <0,001), má e muito má saúde auto-reportada e tamanho do país. Por outro lado, em 2014, a vontade de viajar diminuiu 22% em relação a 2007. Os outros determinantes da vontade de viajar, sexo, idade, educação, saúde auto-reportada e tamanho do país tiveram um efeito semelhante ao do modelo da mobilidade. CONCLUSÕES Entre 2007 e 2014, houve um ligeiro aumento da mobilidade transfronteiriça dos pacientes, que é, no entanto ainda baixo. A mobilidade transfronteiriça dos pacientes e a vontade de viajar são mais prováveis entre os pacientes mais jovens, mais educados, mais saudáveis, e de países mais pequenos. A diretiva de 2011 não parece ter promovido a mobilidade em grande escala entre os cidadãos mais necessitados.
RESUMO - INTRODUÇÃO A diretiva da União Europeia (UE) referente ao exercício dos direitos dos pacientes em cuidados de saúde transfronteiriços clarificou os direitos dos cidadãos da UE. No entanto, pouco se sabe sobre a mobilidade transfronteiriça dos pacientes e a vontade de viajar para receber cuidados médicos. Desse modo, pretendemos estudar os determinantes da mobilidade transfronteiriça dos pacientes e a vontade de viajar para receber cuidados médicos na UE, especialmente após a adoção da diretiva. MÉTODOS Utilizamos dados do Eurobarómetro 210 (2007) e 425 (2014). Nos dois anos 54.384 cidadãos da UE foram selecionados aleatoriamente para entrevistas telefónicas e pessoalmente. Aplicámos uma regressão logística à mobilidade transfronteiriça dos pacientes e a vontade de viajar para usar os serviços de saúde noutros países da EU em função do ano (2007 ou 2014), idade, sexo, educação, saúde auto-reportada e tamanho do país. RESULTADOS Em 2007, 3,3% dos cidadãos relataram mobilidade transfronteiriça aumentando para 4,6% em 2014. A probabilidade de mobilidade transfronteiriça dos pacientes foi 15% maior em 2014, em comparação com 2007 (OR 1,15, IC 95% 1,05-1,26, p <.001). Além disso, a mobilidade foi 15% maior em homens (OR 1,15, IC 95% 1,05-1,3, p <0,001) e 20% em níveis mais elevados de educação (OR 1,2, 95% CI 1.1-1,3, p <0,001). No entanto, a probabilidade diminuí com a idade (OR 0,9 por década, IC 95% 0,84-0,92, p <0,001), má e muito má saúde auto-reportada e tamanho do país. Por outro lado, em 2014, a vontade de viajar diminuiu 22% em relação a 2007. Os outros determinantes da vontade de viajar, sexo, idade, educação, saúde auto-reportada e tamanho do país tiveram um efeito semelhante ao do modelo da mobilidade. CONCLUSÕES Entre 2007 e 2014, houve um ligeiro aumento da mobilidade transfronteiriça dos pacientes, que é, no entanto ainda baixo. A mobilidade transfronteiriça dos pacientes e a vontade de viajar são mais prováveis entre os pacientes mais jovens, mais educados, mais saudáveis, e de países mais pequenos. A diretiva de 2011 não parece ter promovido a mobilidade em grande escala entre os cidadãos mais necessitados.
Descrição
Palavras-chave
Cross-border Patient mobility EU Health Policy Cuidados transfronteiriços Mobilidade Política de saúde da UE
