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Entre as dobras da solidão: diálogos órfícos entre Cesare Pavese e António Ramos Horta

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Entre as dobras da solidão - Andrea Ragusa.pdf467.69 KBAdobe PDF Ver/Abrir

Resumo(s)

À luz da experiência de Orfeu, modelo mítico e rico em interpretações, é possível percorrer o caminho de dois poetas que, de facto, não se conhecem directamente, encontrando vários pontos comuns, assim como diferenças significativas. O modelo clássico que acompanha a história literária desde os seus inícios, é renovado por Rilke, que cria um Orfeu feito da sua propria interioridade e à luz desta tenta observar e descodificar o mundo que vê. António Ramos Rosa e Cesare Pavese são da mesma forma Orfeus, e da mesma maneira se apresentam como mensageiros de uma palavra perdida, protagonistas de uma queda interior, intermediários entre mundos: que seja noite e luz, terra e céu, homem e natureza, vida e morte. Ambos encontram na poesia a chave para comunicar com os homens, e para o fazer regressam às origens, à Natureza, à inocência. Este breve trabalho, longe de ser um estudo de influências, põe em relação duas vias poéticas através da análise da obra e a comparação sistemática dos textos, com o objectivo de alcançar uma identidade dentro da diferença e de realizar um diálogo, uma troca entre duas expressões, duas vozes e duas formas de ser poesia.

Descrição

Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Estudos Portugueses (Especialização em Estudos Literários)

Palavras-chave

Poesia Palavra Diálogo Claridade Orfeu Silêncio

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa

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