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Orientador(es)
Resumo(s)
A presente dissertação traça uma panorâmica da conjuntura que permitiu dar acesso
público à colecção privada de obras de arte de Manuel de Brito. Esta última serviu de base
para a criação do Centro de Arte homónimo e núcleo museológico de arte contemporânea
a funcionar nas instalações do readaptado Palácio Anjos, chalet oitocentista de referência
em Algés, no concelho de Oeiras.
A análise esboça, primeiramente, um retrato histórico do período em que se processa a
actividade da Galeria 111, estabelecimento que granjeia notoriedade pública à família Brito
e cria as condições para que, ao longo de quarenta anos, tenha reunido um dos mais
relevantes acervos de arte contemporânea portuguesa. Nesta contextualização incluem-se
as circunstâncias políticas do período marcelista, o take-off do mercado de arte em Portugal,
a inclusão no circuito internacional de feiras de arte e, nesta linha de visibilidade crescente,
as exposições internacionais que deram reconhecimento à colecção. Culminamos com a
caracterização estético-histórica e numérica das aquisições, para uma visão global do acervo
que servirá de base de trabalho à futura instituição museológica.
Num segundo bloco, centramo-nos na categorização do perfil do Centro de Arte Manuel
de Brito tendo em conta as particularidades da localidade onde surge, Algés, e da
arquitectura do imóvel que é escolhido para o albergar. Uma vez caracterizados os dois
aspectos anteriores, focamo-nos nas especificidades do Protocolo assinado pela Câmara
Municipal de Oeiras e pelos herdeiros do galerista, e do modo como afecta o trabalho do
Centro em termos de definição tipológica, recursos humanos e oferta pedagógica do
serviço educativo.
O capítulo final reflecte sobre as possibilidades de crescimento do âmbito de influência da
instituição, em facetas diversificadas que vão da análise das áreas expositivas ao modo
como é gerido o marketing e os espaços polivalentes, com vista a tentar deslindar a
importância estratégica desta unidade cultural para o cumprimento dos objectivos
turísticos, que passam sempre pela catalização de novos públicos.
Concluímos a reflexão com um balanço ao esforço feito nos quatro primeiro anos de
trabalho do Centro de Arte Manuel de Brito, valorizando a vertente de serviço público que
tem vindo a ser cumprida e sugerindo a sua potenciação através dum maior investimento
na área da divulgação, na abertura do Centro de Documentação, na aposta numa política
curatorial completa e diversificada e, em suma, num entrosamento cada vez maior com os
públicos.
Descrição
Dissertação apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do
grau de Mestre em Museologia
Palavras-chave
Novos centros de arte, Portugal, século XXI Portugal Século XXI
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
