FCSH: DHA - Dissertações de Mestrado
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- Introspeção Museográfica: Expor ou Queimar Arte Falsa? Modus Operandi Gulbenkian na Era Pós-ContemporâneaPublication . Palma, Luiza Cristina Fernandes; Curvelo, Alexandra; Mafra, MargaridaO relatório de estágio aborda problemáticas museográficas contemporâneas relacionadas com a inventariação, autenticidade, ética e gestão de coleções de arte, com base no estágio curricular de mestrado em Museologia, realizado no Núcleo de Gestão da Coleção do CAM - Centro de Arte Moderna Gulbenkian. As atividades deste estágio procuram dar resposta a recomendações da auditoria interna da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), dirigidas ao referido núcleo, e resultam da aplicação prática dos conhecimentos teóricos adquiridos academicamente, contribuindo para a preservação de todo o acervo da Coleção em contexto de incerteza de autenticidade de obras de arte. A Coleção Moderna remonta a 1957 e foi musealizada em 1983. Em 2020, no contexto da requalificação integral do edifício do CAM, o acervo foi integralmente transferido para as reservas do Museu Calouste Gulbenkian (MCG), regressando ao CAM em 2024, num processo que constituiu um desafio museográfico de grande escala. Durante este movimento museográfico, procedeu-se à classificação das peças sem identificação física, por perda ou ausência de elementos inventariais, como Objetos Não Identificados/Inventariados (ONIs) e Objetos da Coleção Moderna (CMs), que se tornaram objeto de investigação e estudo no âmbito do estágio. Numa investigação sistemática sobre a sua proveniência e autenticidade de 456 objetos, foi possível reconhecer um número significativo de obras passíveis de incorporação na Coleção CAM. Colateralmente, o estudo aborda um caso museográfico singular, ainda atual, afeto à Fundação Calouste Gulbenkian, relativo à guarda de 1.522 peças atribuídas ao estilo do artista modernista António Palolo, apreendidas em 2000 por suspeita de falsificação. Por decisão do Tribunal Criminal de Lisboa, e dado ser o CAM a instituição com maior acervo do artista, as peças foram-lhe confiadas ao invés do Museu da Polícia. Determinou-se judicialmente a incorporação das obras genuínas na Coleção do CAM e a destruição ou alienação das falsas. O relatório propõe um plano museográfico ético e transparente para a gestão integrada destes dois casos.
- Arte e coletivismo na cidade do Porto (1998 – 2013): o potencial democrático de 15 anos de práticas artísticas colaborativas e os seus antecedentes históricosPublication . Gomes, Ana Raquel Ermida; Alves, Margarida Brito; Quéloz, Catherine; Schneiter, Liliane; Sholette, GregoryA presente dissertação tem por objetivo analisar o potencial democrático dos processos de coletivização das práticas artísticas, tomando como estudo de caso um movimento inédito de coletivização que ocorreu no Porto entre 1998 e 2013 e que originou a criação de cerca de 45 grupos, envolvendo aproximadamente 160 artistas. Através do mapeamento, categorização e análise da dimensão micropolítica dos coletivos que deram origem a este fenómeno – que permanece até aos dias de hoje por documentar e investigar –, pretende-se avaliar de que forma a coletivização das práticas artísticas contribui para modelos mais participativos e diretos de democracia e de cidadania, alinhando-se com as premissas de cooperação, colaboração e participação política ativa consagradas na Constituição da República Portuguesa, que define as artes e a cultura como campos privilegiados de exercício democrático. Através de entrevistas aos artistas e aos agentes culturais envolvidos, e da análise de material de arquivo, procurou-se reconstituir a atividade destes coletivos, tendo sido possível observar a criação de uma rede de apoio mútuo entre grupos e artistas, assente numa economia de partilha e na construção de um comum artístico. Por forma a melhor compreender o fenómeno, porém, esta dissertação começa por abordar os antecedentes históricos deste movimento, partindo do pressuposto de que a organização coletiva dos artistas se manifesta de forma cíclica, em momentos de crise política e social. Como tal, procurar-se-á identificar as principais linhas de força que terão precipitado a coletivização das práticas artísticas ao longo do século XX, começando pelas primeiras vanguardas e culminando nos ativismos artísticos do século XXI. Depois disso, seguir-se-á uma análise da organização coletiva dos artistas em Portugal no período revolucionário (após a Revolução do 25 de Abril) e à sua colaboração no processo de construção da democracia, argumentando-se que se terão aí desenvolvido os princípios e os valores democráticos que irão dar origem à Constituição da República Portuguesa. Face ao processo de neoliberalização da economia e do sistema democrático que o país irá testemunhar nos anos que se seguem à revolução, a organização coletiva dos artistas irá ressurgir de forma recorrente. Como se procurará mostrar, ela servirá não só para contestar essas transformações, como também para colmatar a falta de apoio institucional à cultura e às artes, provando assim, por um lado, o potencial democrático da organização coletiva a partir de baixo, mas também as fragilidades da governação política e daquilo que é hoje a democracia portuguesa.
- Ouvir, questionar, dar lugarPublication . Espinha, Carlota Fernandes Ramada Caldeira; Campos, Alexandra Curvelo da SilvaO presente relatório de estágio resultou de uma investigação realizada no âmbito de um estágio curricular no Serviço de Educação, Mediação e Participação do Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian, entre outubro de 2023 e junho de 2024, com fim à conclusão do Mestrado em Museologia. Os estudos no campo da educação têm resultado numa mudança no que toca à compreensão sobre processos de aprendizagem. Se anteriormente se pensava na aprendizagem como um processo passivo de consumo de informação, hoje a aprendizagem é tomada como um processo que se desenvolve a longo prazo, no qual o aprendiz toma um papel ativo no seu próprio desenvolvimento. Neste novo paradigma, o conhecimento é construído num espaço de diálogo e negociação de significados entre duas ou mais partes, preconizando também um outro lugar e perspetiva da prática da mediação. Ao mesmo tempo, a experiência museal do visitante não se cinge a um processo de aprendizagem, nem somente a uma aprendizagem conceptual. É uma experiência completa, influenciada por contextos pessoais, socioculturais e físicos, que envolve não só o momento da visita ou atividade, mas também os momentos anteriores e posteriores às mesmas, as memórias, significados e sensações traduzidas pela experiência. As práticas participativas têm sido utilizadas cada vez mais por instituições culturais, numa tentativa de se criar com o público e não apenas para o público, para o conhecer, responder às suas necessidades, interesses e preocupações e criar experiências significativas na sociedade atual e com as comunidades. Assim, neste relatório a experiência museal e o processo de aprendizagem do visitante são analisados a partir de projetos e metodologias participativas, tendo como estudos de caso a segunda edição do projeto Lugar e o Conselho Consultivo Jovem 23- 24.
- Murais comunitários de Riachos: Documentos orientadores para a sua conservaçãoPublication . Leite, Joana da Silva Fradoca Ferreira; Campos, Alexandra Curvelo da Silva; Ferraz, Ângela Sofia AlvesRiachos é uma vila rural e agrícola com um forte espírito associativo que celebra a Festa da Bênção do Gado a cada quatro anos. Em 2012 e como resultado dessa celebração surgiram os murais, utilizados como uma forma de engalanar as ruas durante a festa. Dada a forte aceitação pela parte da comunidade e visitantes, foram criados outros nas edições seguintes. Assumidos como património cultural comunitário, foi sentida a necessidade de os preservar. Como contributo para esse objetivo foram criados, neste trabalho de projeto, documentos orientadores. O protocolo de monitorização visa acompanhar o estado de conservação dos murais existentes. O guia de criação visa apoiar a execução de novos.
- The spectacles of mourning: processes of continuity and change in Portugal from the 14th to the 20th centuryPublication . Santos, Mafalda Charneca dos; Ramos, Afonso Dias; Miguélez Cavero, AliciaThe dissertation “The Spectacles of Mourning: Processes of Continuity and Change in Portugal from the 14th to the 20th Century” analyses the transformation of mourning visual culture and social bodies in Portugal, comparing effigies from the fourteenth and fifteenth centuries with post-mortem photographs from the nineteenth to the twentieth centuries. The study seeks to understand how the visual culture of mourning stages, theatricalises, and objectifies grief within Portuguese society, both materially and socially, while exploring secondary issues such as the concept of dignity and the staging of mourning, reflections on values and social norms, the role of emotions, and the relationship between photography and sculpture in the funerary context.
- Ex uno pro multis - Experiências e Desafios sobre acessibilidade e inclusão no Museu Benfica – Cosme DamiãoPublication . Gomes, Beatriz Aniceto; Martins, Patrícia Isabel De Sousa RoqueNos últimos anos, a abordagem à acessibilidade e inclusão nos museus tem se destacado devido à crescente compreensão das diversas necessidades dos públicos, em particular do público surdo. As instituições museológicas, guardiãs do patrimônio cultural e histórico, desempenham um papel crucial na preservação e na transmissão desse legado às gerações presentes e futuras. Contudo, a verdadeira eficácia na preservação e difusão desse património só é alcançada quando todos os elementos da sociedade, incluindo as pessoas com deficiência, poderem participar ativamente e envolverem-se no conhecimento cultural. Para cumprir integralmente essa missão, os museus procuram adotar uma abordagem inclusiva em todas as áreas, indo além da acessibilidade física, e integrando soluções que permitam a plena participação de todos os visitantes, independentemente das suas necessidades específicas. Este relatório de estágio reflete a minha experiência no Museu Benfica - Cosme Damião, onde me propus a explorar o papel essencial dos museus na construção de uma sociedade inclusiva, com foco particular na inclusão do público surdo. Durante este período, o meu objetivo será compreender como os museus desempenham um papel fundamental como espaços de encontro, aprendizagem e compreensão para públicos com e sem deficiência. Ao tornar este espaço museológico inclusivo e acolhedor, para a Comunidade Surda, os museus estão não só a cumprir com as suas responsabilidades sociais, como também incentivam a participação ativa deste público no enriquecimento cultural. Esta é uma evolução necessária para construir-se um mundo culturalmente rico e diversificado, onde todos podem aceder e identificar-se com a herança cultural de uma sociedade.
- O que é um Museu sem o seu Catálogo? Elaboração do Projeto do Catálogo da Casa-Museu Amália RodriguesPublication . Correia, André Apolinário Simões Pinto; Rocha, Luzia Aurora Valeiro de SousaO presente trabalho de projeto tem como objetivo a concretização de um plano para a realização do primeiro catálogo da Casa-Museu Amália Rodrigues. Atualmente o Museu não possui qualquer estudo ou documentação relativos às coleções de arte, reunidas pela fadista ao longo da vida. No ano em que se assinalam os 25 anos do seu desaparecimento físico, pretende-se dar o primeiro passo nos estudos das coleções, culminando na edição de um catálogo da Casa-Museu. Procura-se através de uma análise histórica sobre museus e catálogos compreender a evolução destas publicações ao longo do tempo e a relevância que assumem na atualidade. Realizou-se uma breve contextualização da vida de Amália Rodrigues, de modo a perceber melhor a época e o ambiente em que casa foi remodelada e habitada, antes de ser transformada em Museu. Além da planificação, foram realizadas algumas amostras que pretendem demonstrar a visão para o futuro catálogo, nomeadamente uma proposta de seleção de obras, disposição e apresentação gráfica e as plantas da casa com a localização dos objetos
- Estágio no Mosteiro de Alcobaça: os retábulos do século XVIPublication . Luís, Daniela Filipa Santos; Pereira, Cecília Maria Ferreira Gil; Cavi, Sabina d´Inzillo Carranza deO presente relatório apresenta o trabalho desenvolvido no âmbito do estágio curricular realizado no Mosteiro de Alcobaça entre setembro de 2023 e maio de 2024, no âmbito do Mestrado em História da Arte, na área de especialização em Artes da Época Moderna e da Expansão. Este relatório divide-se em quatro capítulos, sendo o primeiro dedicado à apresentação do Mosteiro de Alcobaça, o seu contexto histórico e artístico, e a sua importância durante a Época Moderna. No segundo capítulo é feita uma explicação de todas as tarefas realizadas e aprendizagens adquiridas, com a descrição de alguns exemplos práticos. O terceiro capítulo foca-se em dois estudos de caso sobre os retábulos que foram objeto de estudo durante o estágio. Finalizando o estudo, o quarto capítulo apresenta as respetivas fichas de catálogo sobre as suas esculturas. Por fim, nas considerações finais é feita uma reflexão global sobre toda a experiência de estágio e sobre as aprendizagens e conhecimentos que levarei para o futuro.
- A Encomenda Arquitetónica do Cardeal D. Henrique em ÉvoraPublication . Ramos, Frederico Dinis Mota; Senos, Nuno de Carvalho CondeO Cardeal D. Henrique foi o primeiro arcebispo de Évora, cargo que ocupou por duas vezes e manteve durante mais de duas décadas (1540-64; 1575-78). A ele se deve, por isso, um importante conjunto de obras arquitetónicas, tanto eclesiásticas como civis, na cidade. O objetivo desta dissertação de mestrado foi, a partir de uma seleção dos edifícios mandados construir por ordem expressa do cardeal, definir a sua encomenda arquitetónica em Évora. São estes: o Convento do Bom Jesus de Valverde; a Igreja de Santo Antão; o Colégio do Espírito Santo; e as fontes e cruzeiros por ele mandados fazer na cidade. Nelas conferimos uma opção constante pela austeridade ornamental, em grande medida por via do abreviamento, e o uso de modelos medievais, sem por isso se deixar de utilizar por base a tratadística do Renascimento – o que insere esta arquitetura no conceito de “arquitetura chã”. Apoiados em crónicas de ordens religiosas, em escritos de homens de letras do círculo do cardeal, e na peça de teatro quinhentista “Auto da Avé Maria”, de António Prestes, onde o classicismo é associado ao Diabo e ao paganismo, propomos que a opção pela austeridade e o recurso a modelos medievais se deva maioritariamente a um contexto de desconfiança em relação ao classicismo e às suas origens pagãs, entre outros motivos de cariz religioso e talvez identitário.
- Estágio na Galeria Manicómio: desafios e contributos na implementação de métodos museológicos num contexto de mudançaPublication . Graça, Laura da Silva Pereira Andrade; Martins, Susana Maria SimõesEste relatório reflete criticamente o trabalho desenvolvido durante o estágio realizado na Galeria Manicómio, em Lisboa – um espaço de criação que trabalha com artistas que têm ou já tiveram experiência de doença mental. Inserido num contexto não convencional, o estágio teve como objetivo aplicar princípios teóricos e conhecimentos adquiridos durante a componente letiva do Mestrado em Museologia nesta galeria, enfatizando os benefícios que as boas práticas de gestão de acervo e documentação das obras de arte pode produzir numa instituição como esta, especialmente durante um processo de mudança para novas instalações. A galeria, caracterizada pela sua natureza informal e missão socialmente inclusiva, representou um desafio singular: como alinhar as práticas museológicas tradicionais com a dinâmica operacional de uma galeria de Arte Bruta? Para tal, a metodologia adotada incluiu duas vertentes. Por um lado, recolheu-se informação através de bibliografia, observação participativa, análise documental e com recurso a entrevistas, permitindo uma abordagem multifacetada às necessidades muito específicas do Manicómio. Por outro lado, e numa vertente mais prática, as principais atividades realizadas envolveram o desenvolvimento de métodos de acondicionamento das obras para o processo de mudança de espaço; a reformulação do sistema de inventário adaptado, e respetiva atualização; e a renovação do plano de comunicação da galeria, em particular, do catálogo de vendas e website, fundamentais para o fortalecimento da presença digital deste projeto, num momento de transformação. Partindo desta experiência, e da sua análise, o foco principal deste relatório centra-se nos contributos desenvolvidos para a melhoria da gestão interna e na organização do acervo. As conclusões apresentadas sublinham a relevância da adaptação de práticas museológicas a espaços alternativos, demonstrando a sua flexibilidade e reconhecendo os desafios únicos que lhe estão associados. Até que ponto podem estas práticas transformar, de forma significativa, a identidade e o futuro de uma galeria com características tão singulares? – é uma questão decisiva que percorre este trabalho.
