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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O desenho e o desejo como harmónicos de inscrição. Entender o desenho, não
pela a habilidade gráfica e/ou plástica, mas sim pela consciência do corpo, através da mão
e olhos: um método de conhecimento, estudo, investigação, registo e documento. Aquirir
realização individual na própria linguagem do desenho, disciplina e atenção, que ajuda a
organizar a desordem interna do corpo - o repouso dinâmico no embalo do pincel que
mancha a superfície e o despertar do papel no traço do lápis a grafite: o devaneio de uma
intimidade.
Ver com os olhos, percorrendo figuras, objectos, paisagens, etc, e aprender a
forma de cada “modelo”; contornar e preencher, articulando, os olhos que vêm, à mão
que inscreve, e escutar a vibração do lápis no traço da linha. No exercício de desenho
cego, a disciplina, o rigor, a paciência, a tensão, o medo e o desejo, encontram
intensidade e despojamento. Habituar o desejo e o medo a serem quietude, pelo
esquecimento do tempo e de si, no acto de desenhar. Estimular o desejo, alimentando a
sua curiosidade, não permitindo que ele possua o papel, mas que seja ele o manto que
acolhe o corpo do desenhador e na inscrição da linha, o desejo se assuma como carimbo
do tempo presente, traçe a sua vontade sobre o papel, fazendo do medo a sua cama,
branca.
Entrelaçamento do corpo - carne, orgãos, ossos, sopro, ar – do desenhador no
corpo do papel, aceitando a tensão e transformando-a em reflexão, contemplação e
compreensão (intuitiva), como consciência única, de si próprio e do que está perante e ao
redor de si. Pela mão fazedora, acordar o sonhador/desenhador, apaziguando o medo e o desejo.
Descrição
Dissertação
de Mestrado em Filosofia
Palavras-chave
Desenho Escutar Linguagem Corpo
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
