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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
No presente trabalho, apoiados num esboço de análise lexicométrica, comparamos a Suma Oriental de Tomé Pires e o Livro de Duarte Barbosa, dois autores e duas obras incontornáveis para o estudo dos primeiros olhares dos portugueses nos encontros com o «outro» oriental, no início do século XVI. Para tal adoptamos uma perspectiva tripartida: histórica, antropológica e etnográfica. Através dos seus tratados, percorremos alguns dos (pre)conceitos civilizacionais que podem ter influenciado as descrições de terras, gentes e rituais. Por outro lado, verificamos as marcas de interculturalidade que perpassam nas suas obras. A cultura europeia, em geral, e a portuguesa, em particular, ficaram indelevelmente marcadas pelas relações interculturais que se estabeleceram com a África, a Ásia e a América, desde o início do movimento de descobertas, no dealbar do século XV, as quais evidenciaram imediatamente profundos contrastes civilizacionais. Se houve choques culturais, eles são o resultado do confronto entre a mundividência eurocêntrica dos descobridores portugueses e a realidade dos novos mundos descobertos. Deste modo, problematizamos os nossos conhecimentos históricos e culturais relativamente às civilizações por onde passou a língua e cultura portuguesas. Estas civilizações, em muitos casos, têm hoje lugar no mundo da Lusofonia.
Descrição
Dissertação de Mestrado em Ensino do Português como Língua Segunda e Estrangeira
Palavras-chave
Oriente Ocidente Descobertas Estudo lexicométrico Alteridade Visões do corpo Visões dos rituais Estereótipos
Contexto Educativo
Citação
Editora
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa
