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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Inauguradas à imagem de casas de campo para uma experiência de portugalidade nos anos 1940, as Pousadas são hoje apreciadas como espaços da história em lugares de tradição onde a autenticidade da cultura é mediada por dispositivos de modernidade. Ao longo de sete décadas, a rede hoteleira foi ampliada e reconfigurada por repertórios discursivos e materiais de cultura e passado que anunciam as flutuações dos seus entendimentos e usos, permitindo pensar as Pousadas como catálogo de modalidades de representação da identidade nacional. O espaço construído não é, todavia, o produto estático de uma intenção, mas a materialidade de negociações entre contextos ideológicos, económicos, sociais e tecnológicos, experiências fenomenológicas e representações simbólicas. Objetificando estes processos, a cultura material é mais que um diagrama de ordem social ou suporte passivo de significados; ela dá forma às relações dialógicas entre pessoas e coisas que têm formas, usos, histórias, valores e agências particulares.
Descrição
SFRH/BPD/75978/2011
UID/ANT/04038/2013
Palavras-chave
Cultura Material Mobiliário Estado Novo Pousadas de Portugal
